Capítulo 10
Ao chegarem do lado de fora, esperaram
alguns minutos e Richard apareceu. Ele ia entrar pela frente, mas Genevieve o
chamou discretamente. Estranhando aquilo, ele se aproximou e a irmã explicou o
que estava acontecendo. Ele sorriu; mesmo casada sua irmã não parava de fazer
suas travessuras. Cumprimentou Virginie com um doce beijo nas mãos. Juntos,
saíram pela lateral do castelo, indo direto pra charrete. Nina se sentou na
frente, Genevieve se sentou atrás, no canto, sua cunhada no meio e seu irmão na
ponta. Todos tinham um sorriso travesso nos lábios e logo começaram a viagem
até a vila onde seria a festa.
Uma hora depois eles atravessaram a
cidade. Logo a vila iluminada apareceu, a música já era escutada ao longe. Nina
parou a charrete e desceu, pedindo para que não reparassem nas casas simples.
Na verdade, nenhum dos três repararam nas casas ou nas vestes das pessoas, mas
sim na humildade e felicidade de cada um. Genevieve e Richard já conhecia
aquele tipo de festa, mas para Virginie era um mundo completamente novo, que
logo se tornou encantador. Não havia a bajulação e falsidade dos nobres, havia
apenas a admiração de um povo que sempre fora acostumado a ser tratado como
nada pela nobreza, e que agora estavam sendo tratados de igual para igual pela
Rainha e a Princesa de Modrieva.
Logo começaram as danças e Genevieve
foi para o meio com todo o povo. Richard riu para a irmã que estava realmente
se divertindo como a muito tempo não fazia. Vendo Virginie bater palma e sorri,
ele se aproximou e fez uma pequena reverência.
- Será que a senhorita me daria o prazer
de desfrutar de sua companhia nessa dança?
- Sim meu caro príncipe, mas... Não
sei fazer como eles.. - Disse encabulada se referindo ao modo que os moradores
faziam.
- Então, se aventure e venha aprender
comigo, minha dama. - ele sorriu e beijou a mão dela, puxando-a para o meio do
povo.
Richard a guiou, fazendo-a pular e
rodar como todo o pessoal. Virginie ria ao imitar a todos, sentindo-se
estranhamente em casa. Nunca havia se divertido tanto! De vez em quando,
Richard beijava seu pescoço e dava um discreto beijo em seus lábios no meio da
multidão, deixando-a vermelha. Estavam pulando, cantando, dançando e comiam
quando dava tempo. Era realmente a melhor festa que ela já havia ido.
Enquanto o trio se divertia a beça, no
castelo as coisas não iam bem. Uma das empregadas reais notou a falta das
princesas quando foi chama-las para o jantar. Em desespero a mulher avisa o
chefe da guarda real que as duas haviam sumido. Imediatamente Bruno foi
investigar junto a tropa se alguém tinha alguma informação sobre o
desaparecimento das antes que o assunto chegasse ao rei sem um ponto de
partida.
Duas horas depois o comandante
adentrava a sala de visitas do rei pedindo permissão para falar. Henri parou de
conversar com Annemarie e o autorizou perguntou o que queria. O chefe da guarda
revela que as princesas tinha fugido e que um de seus homens tinha as vistos
sair na charrete de uma das empregadas. O rei o olhou assutado, mas logo ficou
furioso e gritou que aquilo não era possível. Bruno confirma a história dizendo
que haviam vasculhado todos os arredores de castelo e nada fora encontrado.
Irado, Hneri arremessou sua taça vazia de vinho contra a parede e urrou de
raiva. Praguejou o nome da irmã e da esposa por o terem desafiado.
Annemarie não moveu um músculo. Apenas
continuou tomando o seu vinho enquanto o rei gritava ao chefe da guarda que
fosse busca-la onde quer que estivessem, nem que fosse no inferno, mas ela
teriam de voltar pra casa naquela mesma noite. Com pressa o homem deixou a sala
e em seguida uma tropa com vinte homens saiu em disparada do castelo.
No vilarejo Genevieve, Richard e
Virginie conversavam sentados numa mesa com Nina, descansando. Virginie dizia o
quanto estava feliz por se divertir com aquela pessoas tão amáveis e calorosas.
Agradeceu a cunhada por leva-la a este mundo tão singular que sua realeza a
impedia de ver. Richard a abraçou pela cintura e beijou seus cabelos. Estava
imensamente feliz pela alegria que sua amada demonstrava. Sorrindo para a irmã
também agradeceu por ajudar com as cartas. Disse que sua missão de mensageira
do amor estava florindo como a primavera. Genevieve sorriu abertamente
segurando a mão do casal. Agradeceu os elogios mas disse sua felicidade maior
era vê-los felizes, como estava presenciando e no que dependesse dela, em breve
o casal não tardaria a subir no altar.
Todos sorriram num clima agradável
daquela noite bonita. Quando ainda conversavam um menininho chega correndo a
mesa esbaforido dizendo que o cavaleiros do rei estavam chegando. Virginie
sente o sangue sumir das veias e olha para a cunhada com pavor. Genevieve numa
fração de segundos pensa no que fazer. Mandou o irmão sair dali às pressas para
preserva-lo e pediu que Nina também saísse. A criada imediatamente a obedeceu.
Richard com sua alma guerreira não queria fugir, dizia que iria protege-las da
ira do rei. Virginie entrou em pavor. Ela sabia como os cavaleiros do castelo
eram impiedosos. Então suplicante ela segurou o rosto do amado em suas mão
implorando que fosse embora dali. Prometeu que ficaria e em breve receberia uma
carta confirmando isto. Richard insistia que não, mas Virginie como último
apelo e lágrimas nos olhos o beijou apaixonada e o mandou ir antes que fosse
tarde.
Sendo assim Richard com o coração
aflito deu um beijo no rosto de sua irmã e rapidamente beijou sua amada e se
foi.
A tropa entra no vilarejo fazendo um
estardalhaço pergunto a todos que encontram onde estariam a esposa do rei e sua
irmã. O povo se mantém em silêncio para protegê-las. Virginie observa de longe
extasiada. Ninguém as entregou, nem sob ameaças de ataque. Genevieve olhou
aquilo sentindo o sangue ferver. Seu marido também não perdia por esperar
quando chegasse de volta ao castelo. Tomada imensa coragem ela gritou em alta
voz que estavam ali. Virginie empalideceu sentindo as pernas fracas. A cunhada
pegou sua mão e sussurrou que se mantivesse firme. A princesa assentiu e as
duas saíram andando entre as pessoas até chegarem perto dos cavaleiros do rei.
Rapidamente ela foram colocadas nos
cavalos e levadas de volta ao castelo. De seu esconderijo Nina olhou a cena e
rezou pelas princesas pedindo ao Criador que as protegesse da ira de Henri.
Horas depois quando já era bem tarde a
tropa chega ao castelo. Henri olhava sem para pela janela esperando ansioso o
mundo que pudesse jogar toda sua raiva sobre elas.
Acompanhadas por guardas as duas
entram na sala real. Annemarie já havia se recolhido para o quarto. Os guardas
recebem um sinal do rei e saem no mesmo instante. Virginie tinha a cabeça baixa
e as mãos juntas a frente do corpo. Estava trêmula até os ossos pensando no que
seu irmão faria a ela naquela noite. Genevieve tinha a cabeça erguida e o olhar
firme. Em sua face não tinha lugar para medo. Muito menos medo os próprio
marido.
Em silêncio Henri olhou para ela
durante vários minutos. Seus olhos eram sombrios e davam arrepios a quem os
visse. Colocando as mão para trás ele se aproximou dela e continuou caminhando
em volta delas fazendo um círculo iniciou o seu discurso:
- Ora, ora, ora... As duas princesas
fugindo do castelo... Depois do nariz do rei... - dizia com frieza. - Aposto
que não imaginaram que fossem descobertas. Não! Mas é claro que não
imaginaram... Pois, são tolas demais pra isso. Uma vive fantasiando o mundo dos
livros... - disse num tom irônico. - E a outra, acha que é a protetora dos oprimidos....
- Fazendo um som negativo com a boca se pôs a frente delas para olha-las. -
Levante o rosto Virginie, exige que mantenha o queixo erguido enquanto falo. -
A moça simplesmente o obedece com os olhos marejados. - E você minha linda e
adorada esposa... Por que saiu sem minha permissão, hum? Acaso achou que eu não
ficaria zangado por uma pequena fuga? Vamos responda? - Disse alto a ultima
pergunta.
- Primeiramente, meu querido e adorado
marido, gritar não vai fazer que com fique assustador à meus olhos. Segundo,
peço que pare com essas ofensas toscas, pois pra quem se diz completamente
adulto para resolver seus problemas, ofender sua própria irmã e esposa é um
tanto infantil. Por último, peço que deixe Virginie ir para seus aposentos. A
ideia de ir a festa fora minha, ela não tem que pagar por algo que eu a induzi
a fazer. - ela diz, sem se mostrar abalada.
- Não faça isso Genevieve, por
favor... - Virginie murmurou preocupada.
- Aha! Então a ideia foi sua.... -
Henri repetiu com sorriso amargo. - Que bom, minha esposa deste modo descubro
exatamente com quem me casei. - Ele diz dentre dentes.
- Pois eu digo o mesmo, meu querido. -
ela sorriu sem humor. - Não precisa se preocupar, Virginie. Quero apenas que
sonhe com a noite maravilhosa que teve hoje. - ela disse docemente, virando-se
para cunhada.
Virginie a abraçou forte.
- Obrigada por tudo minha cunhada e
tome cuidado, por favor. - Ela sussurra no ouvido de Genevieve.
- Está tudo bem, não se preocupe.
Sonhe com meu irmão. - ela sussurrou ao ouvido da cunhada e sorriu, se
afastando. - Agora vá.
Ela sorriu levemente saindo da sala. Henri
olhou a cena e cruzou os braços.
- Além de cometer esta loucura,
presencio que minha irmã dá mais atenção a minha esposa do que a mim que tenho
o mesmo sangue correndo nas veias.
- Talvez porque ela veja que eu sou
bem mais sensata que você, que a julga por ter como única diversão os velhos
livros daquela imensa biblioteca. - ela diz, séria.
- Eu julgo? O culpado agora sou eu? Ah
Genevieve... - disse e sai andando na direção da escadaria.
- Você arruma um escândalo, estraga a
festa dos outros com aquela sua tropa ridícula e agora vai deixar falando
sozinha? Nada disso, Henri! - ela diz andando atrás dele, seguindo-o até o
quarto.
O rei escutava a esposa falar durante
todo o caminho até o quarto. Ele se mantém em silêncio o tempo todo. Depois que
entraram no quarto ele começou a se despir para vestir ao mais confortável.
Genevieve o seguia continuando o seu enorme discurso de como ele deveria
agir... O quanto estava irritada com a presença daquela dançarina leviana que
sem autorização ele pôs dentro de casa e etc. Henri ouviu até quando sua
paciência se esgotou e tomando a esposa pela cintura a colocou contra a parede
a pressionando com o seu corpo.
- Será que minha esposa não consegue
se calar um instante? Vais me enlouquecer se continuar assim, Genevieve! - Ele
disse bufando e olhando dentro dos olhos dela.
- Pois eu aprendi com você, que também
não sabe se calar nem por um instante e usa sua inteligência de forma limitada!
- ela diz, acida.
Ele respira fundo e segura firme o
queixo dela com a mão.
- É enlouquecedor o que você faz
comigo, minha esposa... Quanto mais deixa-me irritado, mais ainda quero
tê-la... - Ele murmura com o rosto colado ao dela.
Genevieve respirava fundo sem saber
qual a próxima reação dele, mas ela permanece impassível.
- É mesmo? Pensei que a dançarina o
interessasse mais, fiz até um favor em deixa-los sozinhos!
Henri fechou os olhos e respirou
profundamente. Quando os abriu novamente estavam queimando de desejo. As mãos
dele desceram lentamente até as costas da esposa.
- Você acha que sinto mais atração por
ela do que por você não é? - disse rouco puxando as fitas do vestido com força
até estourar-los em sua terminações. - Pois então vou mostrar o quanto estas
enganada, minha rainha. - Falou vendo a esposa o olhar fixamente.
A virando de costas pra ele terminou
de puxar as fitas e arrancar-lhe o pesado vestido. A puxou pela cintura tomando
para si os seus lábios macios e rosados. Genevieve não relutou contra, pois
gostava dele assim, irritado e voraz. Quando se afastou dela a pegou no colo
indo até a cama e a jogou ali. Terminou de despi-la com urgência e fez o mesmo
consigo. Com a respiração curta pelo estresse daquela noite voltou a beija-la
não perdendo a oportunidade de em seu ponto mais fraco. A princesa gemeu alto
quando ele sugou seus enquanto a manipulava em sua intimidade. Henri agora cola
os lábios no ouvido dela:
- Por que fugiu de mim, minha
princesa? Existe outro melhor que o vosso rei? - ele pergunta colocando
facilmente dois dedos dentro dela.
- Não sei, nunca estive com outro. -
ela geme, sem querer dar o braço a torcer
- Então diga-me o que foi fazer longe
de mim.... Vamos diga? - ele insiste movendo os dedos mais fundo e dando
mordidas no lóbulo da orelha dela.
- Eu fui dançar, Henri... Me
divertir... - ofegou, movendo os quadris de encontro a ele.
- Hum... Dançar... - ele repetiu -
Quero que dance pra mim, minha esposa. Venha, dance sobre mim, vamos... - ele
ordenou mudando as posições, deixando-a por cima do seu corpo.
- O que? Henri, eu não sei fazer
isso... - murmurou, perdida
- Oh minha amada esposa não sabe
dançar... - falou fingindo pena - Pois bem, vou ensina-la apenas uma vez.
Preste atenção, pois essa não será a primeira.
Ele disse pegando a esposa pela
cintura. Se deitou direito na cama alinhando os corpos. A penetrou até no fundo
e voltou. Repetiu isso algumas vezes vendo a esposa fechar os olhos
aproveitando a situação.
- Abra os olhos Genevieve. Quero que
me olhe enquanto dança. - disse rouco de desejo.
Ela volta a colocar atenção nele
mirando seus lindos olhos azuis. Suas pupilas estavam dilatadas de profunda
excitação. Segurando a cintura dela moveu seu membro dentro da esposa até tocar
faze-la o sentir em seu ventre. Ela começa a gemer novamente e Henri exige que
preste atenção no passo seguinte. Com as mãos sobre o quadril fez com que
rebolasse sobre ele. Quando mais ela se mexia nele mais sentia o aperto
daquelas mãos grandes e fortes. Em pouco tempo Genevieve pegou o ritmo e
sozinha começou a fazer o marido ir a loucura. O rei se viu vulnerável abaixo
de sua mulher. Ela se movia tão bem... Ah... como ele chamou seu nome a
invadindo com mais força.
A futura rainha vai se entregando a
pressão daquele sexo tão maravilhoso e voraz. Henri então segura a esposa e
inclina o corpo para sentar-se na cama com ela sobre ele. A manobra da certo e
agora ela se entregaria de vez. Ele toma os lábios dela num beijo cheio de
paixão, abraçou o seu corpo investiu fundo as últimas forças que lhe restavam.
Os dois gritaram de prazer quando a explosão veio. Transpirando e trêmulos os
dois se beijam carinhosamente e ofegantes se deitam um sobre o outro para
descansar.
Continua...
0 comentários:
Postar um comentário