Capítulo 21
. Minutos depois, Nina vem com o bebê nos braços envolto numa manta branca. Henri e Virginie a ajudam a sentar na cama para receber o pequeno herdeiro. Nina o coloca nos braços da mãe:
- Aqui está o seu menino, majestade. Ele é belo e forte. Vai ser um ótimo rei, como seu pai.
- Obrigada, Nina... - Genevieve olhou atentamente para o filho, que já estava mais calmo, mas observava a tudo com curiosidade. - Olá, meu pequeno... Você é tão lindo e tão apressado, obrigada por ser tão forte. Eu amo muito você, muito. - ela sussurrou pra ele, beijando sua testa com carinho. - Veja como ele é lindo, meu amor... Ele tem seus olhos.
Henri olhou para o bebê e sorriu.
- São tão azuis quanto os meus, minha rainha. - ele diz sorrindo - Mas veja, os lábios dele são seus... Na verdade, são idênticos.... - ele ri - Como pode?
- Eu não sei, só sei que é incrível. - ela diz, segurando a mãozinha pequena do bebê, enquanto a cunhada e as empregadas saiam do quarto, deixando-os a sós. - Obrigada por tudo isso, Henri. Quando me casei com você... Nunca pensei que fosse ser tão feliz. Obrigada por me fazer tão feliz. - ela olhou nos olhos dele.
- Eu que devo agradece-la meu amor! - Ele diz tocando o rosto dela com carinho - Você aturou com todos os meus defeitos e não fugiu de mim. Quando casamos eu sentia que você era minha, mas não sabia se continuaria comigo. A cada briga tive tanto medo de te perder, Genevieve, mas aí o que temos foi aumentando, aumentando... E temos nosso bebê. - Ele sorri e beija a cabecinha da criança - Não existe riqueza nesse mundo maior que a minha família. Eu amo vocês demais.
- Nós o amamos muito mais, meu amor. - ela sorriu emocionada e chegou um pouco para o lado, beijando os lábios do marido. - Eu pensei em um nome para o nosso bebê... Quero saber se você concorda com ele. - ela olhou pra ele e o viu assentindo para que continuasse. - Pensei em Rodolph Henri Oleander Tussaud... O que acha?
Henri abriu um sorriso encantador que começou em um canto dos lábios seguindo até o outro lado.
- É perfeito, minha rainha. Eu aprovo. - ele diz. - Agora deixe-me pega-lo um pouco?
- Claro... - ela sorriu e esticou um pouco os braços para que ele pegasse o filho.
Henri pegou o filho nos braços e colocou perto do seu rosto dizendo que o amava muito. Levantou-se da cama e foi até a janela. O tempo estava agradável, mas as janelas se mantinham fechadas por causa do vento. Henri mudou a criança de posição em seu colo o deixando de frente para a paisagem. Ele suspira sentindo a felicidade plena brotar em seu peito.
- Está vendo tudo isso, meu filho? Tudo isso é teu e de tua mãe. Você vai crescer forte e ser um grande rei... E vai cuidar do povo assim como sua mãe me ensinou como deveria. Modrieva é sua casa, meu querido Rodolph e nela você será muito feliz... - ele disse e deu beijo no filho.
Mais tarde daquele mesmo dia.... A notícia do nascimento do bebê se espalhou por todo o reino. Os moradores do vilarejo exaltam de alegria. O rei anuncia que haverá uma grande festa para celebrar a chegada do herdeiro. A festa acontece mesmo durante a preparação do casamento de Virginie. Falando no casal.... Estes dois não poderiam ser mais felizes. Com o apoio de Henri as coisas melhoram consideravelmente. Os pais de Richard consentem com o a união, sobretudo Nicholas. Mas Richard deixa bem claro que dependendo dele nada sairá de Modrieva por conta de seu casamento com Virginie. O rei vendo a relutância do filho preferiu aceitar e concordar do que perdê-lo.
Numa linda tarde de primavera terminava de colocar o véu sobre o rosto. Estava a noiva mais linda que se podia imaginar. Sua cunhada Genevieve estava tão orgulhosa daquele casamento. Sentia-se até um pouco mãe dela naquele momento. As duas sorriram e se abraçaram apertado. Virginie a agradece por tudo que fez por ela, seu irmão e todo o reino. Sem sua presença Modrieva continuaria com a velha sombra de um passado cruel e opressor.
Genevieve sorri dizendo que fez apenas o que deveria ter feito. Enquanto falavam Henri entrou no quarto e olhou a irmã de cima a baixo. Sorriu por vê-la tão linda naquele vestido. Com cuidado a abraçou e beijou sua face falando como estava bonita de branco. Tímida Virginie o agradeceu. Ele diz que já estão na hora. Se despede brevemente dela e carrega a esposa consigo para a igreja. A noiva iria um pouco depois deles. Carlota termina os últimos detalhes dos enfeites de cabelo e entrega-lhe o buquê.
Na igreja os convidados esperavam ansiosos. O noivo caminhava inquieto de um lado para o outro, com os nervos à flor da pele. Assim que chegou, Genevieve e Henri foram cumprimenta-lo. Henri sorriu e dando tapinhas em seu ombro disse para ficar calmo, pois a noiva estava linda e logo chegaria. Richard sorri e diz que ia tentar relaxar. Meia hora depois de sair do castelo a carruagem estaciona em frente a igreja. Virginie sente o coração saltar, enfim sua hora tinha chegado. Henri a esperava na porta e a ajudou a descer.
- Estou tão nervosa, meu irmão... Nem acredito que vou me casar - ela diz com a voz embargando.
- Não chore minha irmãzinha. Seu sorriso é mais belo que suas lágrimas. - Ele disse enxugando uma lágrima que havia escorrido - Richard está a sua espera e, eu nunca pensei que diria isso, mas... Vocês foram feitos um pro outro, pois ele também está nervoso. - ele ri.
- Oh Deus... - ela riu - Então vamos lá deixa-lo mais calmo.
- Sim, vamos. - Ele disse dando o braço para ela segurar.
Virginie respira fundo e as portas da igreja se abrem. Todos ficam de pé e uma música doce e romântica é tocada no fundo. Os dois seguem passo a passo pelo corredor até o altar. Virginie e Richard estão vidrados um no outro. Presos no olhar amoroso que trocaram desde o primeiro dia que se encontraram. Lagrimas vem aos olhos de Virginie e ela agradece por estar de véu sobre o rosto. Richard desce os dois degraus assim que sua futura esposa chega. Henri dá um abraço na irmã, beija seu rosto por cima do véu e a entrega ao noivo. Richard pega sua mão e beija docemente sussurrando como estava divina. Ela sorri e diz que ele também estava lindo.
Juntos o casal se pôe diante do padre e o ritual começa. O padre segue as orações e os convidados o acompanham. Não demorou muito e o momento dos juramentos chega. O padre pede que o casal fique de frente um para o outro. Eles obedecem e ficam de mãos dadas. Olhando para o príncipe pediu que fizesse os votos matrimoniais.
- Meu doce anjo... - ele começou, tocando as mãos dela e olhando em seus olhos. - Eu me lembro muito bem do dia em que a vi pela primeira vez, sentada ao trono com um olhar triste e longe. A primeira coisa que veio a minha mente é que eu tinha de fazer algo para mudar aquilo, para deixa uma princesa tão linda como você, feliz outra vez. Hoje você está aqui na minha frente, tornando-se minha esposa e quero que saiba que fazê-la feliz é objetivo que carregarei por toda a minha vida. Prometo amá-la, protegê-la, estar sempre ao seu lado em todos os momentos. Eu te amo muito, minha Virginie. Meu doce anjo.
Virginie lutou contra as próprias lágrimas para não desabar ali. Padre pede que ela agora faça os seus votos.
- Quando nos vimos pela primeira vez eu senti dentro do coração que você seria alguém importante. Quando conversamos e nos conhecendo melhor esse sentimento aumentou e descobri que não poderia mais ficar longe de você. Nem que fosse apenas por sua amizade meu coração sentia necessidade da sua presença. Amor... Meu amor... Obrigada por estar comigo em todos os momentos e por ser o meu herói de armadura reluzente... - ela engole o choro e continua. - Eu te amo demais Richard e... Vou ama-lo pela eternidade, meu príncipe.
Todos os presentes se emocionam com aquelas declarações tão bonitas e sinceras. O padre autoriza a entrada das alianças. As pessoas se voltam para o corredor central e observam um menino entrar com uma pequena almofada nas mãos. Virginie fez questão de convidar uma criança do vilarejo para levar o simbolo do seu amor. E ele estava tão feliz naquela roupa bonita. Seu sorriso era inocente e largo. Ao chegar no altar as entregou a Richard. O príncipe pega as alianças na mãos e agradece ao garotinho vendo o padre prosseguir.
Depois da benção e orações os noivos trocam as alianças e seguem para o momento mais aguardo.
- E pelo poder que vem de Deus... Richard Léon Blanchard Bellemare e Virginie Louise Blanchard Bellemare... Eu os declaro marido e mulher. O noivo pode saudar a noiva com o ósculo da paz. - Sorrindo disse o padre.
Richard sorriu de lado e pôs uma mão na cintura da esposa e a outra tirou o véu de seu rosto. Passeou a ponta dos dedos com carinho pela pele sedosa de Virginie e se aproximou, roçando seus lábios devagar. Virginie suspirou de leve e ele aprofundou o beijo, que foi regado de amor e carinho, selando a união do mais novo casal.
O casal é ovacionado com uma calorosa salva de palmas. Os pais de Richard e Henri com sua esposa e filho descem do altar e cumprimentam os noivos, saindo em seguida. Richard e Virginie saem após os cumprimentos e entram na carruagem para darem uma volta até que os convidados pudessem chegar ao castelo, que não era tão longe dali. Aos poucos as pessoas chegam e vão se enturmando umas com as outras. As classe mais humilde fica encantada com a decoração. Nunca tinha visto algo tão bonito.
Os noivos chagam meia hora depois dos convidados. Recebem as boas vindas como altezas Blachard Bellemare. Virginie não conseguia deixar de sorrir, estava plena e feliz. Paolo foi até eles e os conduziu para seus tronos reservados. De lá puderam observar como as pessoas estavam se divertindo. Alguns nobres resistiam a presença dos humildes ali, mas outros ficam admirados com a coragem do rei Henri em unir dois mundos tão diferentes. Para Genevieve isso era a realização de um sonho. Com o filho nos braços ela sorria olhando para o esposo. Henri estava orgulhoso do que havia se tornado com o auxilio da esposa. Foi muito difícil mas ele conseguiu enxergar aquele povo com os olhos caridosos da mulher.
Em um dado momento Paolo chama a atenção de todos para que fosse aberto um espaço para a valsa dos noivos. Richard levanta do trono e pega a mão da esposa. Desceram juntos até o meio da sala ouvindo os primeiros acorde de da valsa da flores.
Richard repousa uma das mão na cintura e a outra segura a de Virginie na altura do seu ombro. Ambos sorriram sutilmente começando a dançar. Seus pés mal tocam o chão. De lado para o outro o corpo acompanha a música que ressoam forte nos ouvidos se todos quando chega ao refrão. Genevieve encosta o rosto no ombro do marido e suspira. Henri beija a cabeça dela entendendo o que ela sentia. Os noivos continuam a deslizar pelo salão com harmonia. Girando e girando... Uma cena digna das fábulas que tanto fizeram Virginie sonhar com esse momento. Agora ela sorria para o seu grande amor, certa de que viveria feliz para sempre até os últimos dias de sua vida.
Novamente a valsa foi tocada e as pessoas são convidadas a partilhar da valsa com os noivos. A rainha deixa seu bebê sob os cuidados de Nina e vai dançar com seu amado rei. Os nobres fizeram seus pares e também se unem a eles numa coreografia bela e harmoniosa.
Continua...


0 comentários:
Postar um comentário