quinta-feira, 29 de maio de 2014

Royals Love_Capítulo 9



Capítulo 9

A sexta amanheceu cinzenta, típico da região da Inglaterra. Henri acordou cedo e como já era de seu costume, deixou a esposa dormir por mais uma hora. Dificilmente abria mão de suas regras, mas Genevieve era uma das poucas pessoas que conseguia dobrá-lo. Estava começando a achar justo deixar a esposa dormir até um pouco mais tarde, visto que sempre iam dormir no início da madrugada. Sorriu com esse pensamento; sua esposa estava se abrindo cada vez mais pra ele, quando o assunto era sexo.

Depois de ter seu banho preparado pelos serviçais, Henri se arrumou e se vestiu adequadamente. Ao descer as escadas, ouviu uma voz vagamente familiar. Encontrou Paolo e Annemarie na sala, tomando uma xícara de chá e rindo. Ao vê-lo, Annemarie se levantou e foi em sua direção, abraçando-o.

- Oh, Henri, finalmente resolveu aparece! Estou lhe esperando por horas... - ela disse, dando um beijo demorado em seu rosto, deixando a marca do batom vermelho em sua bochecha. - Como estás, meu querido?

Annemarie era uma famosa dançarina francesa. Tinha os cabelos vermelhos e usava roupas ousadas, deixando bem claro a sua profissão. Conhecera Henri em uma das viagens que o príncipe fizera ao França. Ele visitou o famoso cabaré onde dela dançava e desde então, um romance se iniciara. Ela considerava um romance, Henri a considerava apenas como uma aventura e uma grande amiga. Ao saber sobre o casamento do agora então Rei, Annemarie não perdeu oportunidade e logo resolveu fazer uma visita à seu querido amante. Sabia muito bem que ele jamais negaria hospedagem a ele, estando casado com quem for.

Henri sorriu surpreso e a cumprimentou:

- Vou muito bem minha cara! - Ele diz sorrindo - Como posso ver... Você ainda está fabulosa!

Ela sorriu e deu uma volta devagar, para que ele pudesse vê-la atentamente;

- Sim, meu bem, eu continuo. - ela riu. - Soube que se casou... Esperava ao menos um convite, Henri. Não sabia que me considerava tão pouco para nem me convidar ao seu casamento. – reclamou

- Foi tudo muito rápido, minha querida. Perdoe-me. - ele disse - Mas diga-me o que a trouxe a Modrieva. Acredito que não foi exclusivamente por minha causa. - Sorriu de lado.

- Realmente não foi. - ela disse, sentando-se com ele ao seu lado. - Ou melhor, não foi só por sua causa, Vossa Majestade, mas foi também para conhecer a grande moça que fisgou vosso coração. Nem eu mesma consegui, e sabes que tentei. Quem é a felizarda?

Ele sorriu pra ela e se dirigiu a Paolo pedindo que chamasse sua esposa. Paolo sai das vistas deles. Henri e Annemarie continuaram conversando calorosamente. Ela não perde a chance de flertar quase em todas as frases de pronuncia. Henri a corresponde com sorrisos e falas lisonjeiras. Paolo encontra Genevieve e Virginie na biblioteca e lhes anuncia a visita. A irmã do rei torce o rosto ao ouvir o nome da dançarina. Genevieve percebe a repulsa e diz que estará na sala em breve. Assentiu a resposta, o conselheiro as deixou.

Curiosa pela expressão da cunhada, Genevieve se aproxima de Virginie para investigar.

- Quem é Annemarie? - perguntou, olhando atentamente pra cunhada

- Vamos nos sentar primeiro, sim? - Ela responde. Genevieve assente apreensiva. Sentaram num grande sofá de veludo vermelho com braços e molduras douradas.Quando se acomodam Virginie começa a falar. - Annemarie é uma ex-amante de meu irmão. Um caso do passado que nos atormentou por anos. Mamãe e eu não a suportávamos, mas tínhamos que aguentar por não causar discórdias com Henri. Papai era totalmente omisso a situação. A presença dela nunca me agradou e devo confessar que sou uma pessoa muito tolerante.... - ela bufa. - Mas creio que muito bem casado como está, a presença desta libertina não dure muito entre nós, minha cunhada.

- Estás querendo dizer que uma ex-amante de meu marido está nessa casa? - ela pergunta, sentindo a raiva florescer. - É ótimo saber que Henri preserva tipos de amizade como essas. Estou louca pra conhecer essa mulher!

- Sim, mas fique calma, minha cunhada. Esta mulher não é digna nem de nossa ira. - Virginie disse olhando pra ela - Você é a mulher do meu irmão e dona desta casa! Você é quem deve coloca-la em seu lugar. - Virginie segura a mão dela - Não permita que a raiva lhe tire a razão, hm? Você não está sozinha. - Disse solidária a cunhada.

- Certo. - ela disse, respirando fundo. - Acho melhor nós descermos.
Virginie assentiu e as duas levantaram. Pouco depois elas adentram a grande sala. Henri sorria abertamente quando chegaram. Ele vê sua esposa e irmã paradas olhando-os. Então ele levanta e vai até a esposa para busca-la. Virginie segue logo atrás.

- Annemarie, está é minha adorável esposa Genevieve. - virando-se para a esposa disse - Querida, está é Annemarie.. Uma grande amiga que veio nos visitar.

A dançarina francesa a olha de cima a baixo, observando cada um de seus traços. A esposa de Henri era linda, tinha de admitir e isso a fez borbulhar de raiva. Aquela coisinha havia acabado com suas chances de se tornar esposa de Henri. Engolindo o ódio, ela abriu seu melhor sorriso e deu dois beijos no rosto da rainha.

- És uma linda moça... Digo moça porque és tão novinha, tens carinha de bebê.

Genevieve sorriu falsamente, olhando para a ruiva a sua frente.

- E és uma bela senhora. Digo senhora porque tens carinha de uma mulher mais velha. - disse, ácida com um sorriso.

Virginie cobriu os lábios com a mão para conter o riso. Henri olhou surpreso para a esposa. Sua resposta foi mais cortante que a lâmina de uma espada nova.

Virando de lado apresentou a irmã.

- Está é Virginie... Veja como está moça agora. - ele disse com um sorriso orgulhoso para a irmã.

- Realmente, crescestes tanto, Virginie. Lembro-me muito bem de você ainda uma adolescente... - ela sorriu, dando dois beijos na princesa. - Fico contente que esteja com uma aparência feliz, sempre a vi muito cabisbaixa, querida.

- Sim querida Annemarie, estou deveras feliz. Também como não haveria de estar? O rubor de minha face se deu por não ter de aturar infortúnios em nossa família e claro, eu seria muito injusta se não citasse como me sinto honrada em ver meu amado irmão casado com uma mulher decente feito a princesa Genevieve. - Ela disse cada palavra com um sorriso nos lábios.


- Eu posso imaginar que sim. - Annemarie sorriu, sarcástica. - Até porque, que homem em sã consciência não estaria contente em casar-se com uma mulher tão inocente e decente quanto esta linda princesa, não é mesmo?

- Sim. Creio que meu amado marido pense o mesmo, já que és tão apaixonado e obcecado por mim. - Genevieve disse com um sorriso.

Henri viu uma briga eminente entre elas se não fizesse alguma coisa e rápido. Ele trava o maxilar e diz firmemente:

- Sim minha esposa, tens razão, mas não é necessário que diga isto em nossa sala de estar. - Annemarie olhou a jovem esposa e conteve o sorriso ao ver Henri se dirigir a ela daquela maneira. - Annemarie ficará no castelo por alguns dias e precisamos ser cordiais com nossas visitas, entendeu?

Virginie olhou incrédula para o irmão. Ele não podia destratar a esposa e muito menos na frente daquela mulher horrível. Respirando fundo ela se conteve para não piorar o clima.

Genevieve se virou para Henri com olhar gélido, mas manteve um sorriso.

- Claro que sim, meu marido. Para isso temos vários serviçais que está disposto a servi-la, tenho certeza que serão bastante cordiais e tratará muito bem. E a senhorita também terá a você, que tenho certeza que estás bastante solicito para atender todos os seus desejos. Mimos não irão faltar a ela. - disse sarcástica.

Henri respirou fundo entendo onde ela queria chegar com aquela resposta. Virando-se para Annemarie disse:

- Sua estadia é bem vinda nessa casa sempre que quiser, querida. Vou pedir a Paolo que providencie seus aposentos com as criadas. E se precisar, pode solicitar qualquer uma delas como disse minha amada esposa.

- Obrigada, meu querido. Eu realmente gostaria de descansar, a viagem de navio da França pra cá é muito cansativa... - ela diz, soltando um suspirou ao olhar pra ele. Se virou para Genevieve e sorriu. - Eu realmente adorei conhecê-la, Genevieve. Espero que podemos ficar mais íntimas, tenho certeza que temos bastante coisas em comum.

- Oh... Eu não diria o mesmo, já que me parece uma pessoa tão vivida. - Genevieve sorriu, docemente. - Sugiro que vá mesmo descansar, querida, uma soneca fará muito bem à você, estás com uma aparência cansada, não acha, minha cunhada?

- Acho sim, minha cunhada. - Virginie concordou sorrindo - Nessa idade o repouso ajuda muito no alívio de dores... Sobre tudo a quem dançou por anos a fio, não é?

Henri se irrita e não consegue se conter.

- Já chega, Virginie. Deixe nossa convidada descansar da viagem exaustiva. Volte a ler seus livros e nos deixe resolver nossas diferenças como adultos. - ele disse com dureza.

Virginie engoliu em seco aquela bronca desnecessária. Ele nunca enxergou a mulher má por trás do decote farto daquela francesa. Com o choro preso na garganta a princesa fecha o semblante e vira o rosto para esconder o quanto queria chorar naquele momento.

- Então está ótimo, meu marido. Sua hospede vai descansar, Virginie e eu vamos voltar à biblioteca. Tudo certo? Assim com certeza resolveremos os nossos problemas como adultos. - ela diz, séria dessa vez. - Vamos, Virginie?

Virginie não olhou mais para o irmão e saiu da sala junto com a cunhada.

Assim que entraram biblioteca, Genevieve e Virginie esbravejaram. Não podiam acreditar que Henri estava defendendo aquela mulher. Já não bastava colocar a ex-amante dentro de sua própria casa, sendo um homem casado, ainda teve audácia de ser grosso com as duas para defender aquela dançarina fútil! Com raiva, as duas passaram o resto do dia da biblioteca, recusando o almoço e o chá das três horas. Estavam evitando ao máximo encontrar-se com Henri e sua adorável hóspede.

Às cinco da tarde, Nina bateu na porta da biblioteca, entrando com uma bandeja de chá e biscoitos. As mulheres já estavam um pouco mais calmas e trataram a empregada com a mesma docilidade de sempre. Nina sorriu, dizendo que estava muito contente. Em um hora iria sair do trabalho, pois tinha uma festa na cidade humilde onde morava. Genevieve perguntou como seria tal festa e com animação, a empregada disse que haveria muita música, comida e dança. Uma verdadeira festa do povo operário, como ela mesma nomeou.

Genevieve sorriu de lado e olhou pra Virginie, ouvia atentamente o que a empregada dizia. Sentia enorme saudade da época em que saia de casa para ir a essas festas, que eram sempre melhores do que qualquer uma daquele povo nobre e chato. Quando a empregada se calou, ela disse:

- E nessa festa, Nina... Caberia mais três pessoas? - ela perguntou.
A empregada franziu o cenho.

- Sempre cabe mais um, senhora Genevieve. Mas... Desculpe-me perguntar, quem sera tais pessoas?

- Eu, Virginie e meu irmão que está na cidade, Richard. Poderíamos ir?

Virginie arregalou os olhos, olhando com espanto para Genevieve. Nina olhava do mesmo jeito.

- Mas, senhora... Não é uma festa de sua classe, por Deus! E o rei Henri jamais permitiria que as senhoras fossem.

- Mas o rei não precisa saber, Nina. - ela sorriu. - Creio que Vossa Majestade estará bastante ocupado com sua hóspede e nós estamos aqui, sozinhas nesse mausoléu. Por favor, nos dê um pouco de diversão. Adoraríamos ir, não é mesmo, Virginie?

- Genevieve, eu não posso... Henri ficaria furioso.. - ela disse com medo da aventura ao qual estava sendo convidada - E eu não conheço ninguém... E se nos reconhecerem lá? Santo Deus!

- Eu tenho experiência nessas festas, Virginie e pode ter certeza de uma coisa: o diferencial desse povo é que eles não te tratam pelo seu status e sim por quem você é. E tem outra coisa... - ela sorriu de lado. - Meu irmão vai, eu tenho certeza que sim, querida. - ela piscou pra cunhada, para que entendesse o que estava querendo dizer.

Enrubescendo a face Virginie sorriu mordendo levemente o lábio.

- Certo, acabaste de convencer-me, minha cunhada. - ela sorriu. - Como faremos para ir? Henri não poderá sonhar com nossa fuga...

- A que horas irá embora, Nina?

- Bem... Eu sairei às seis e meia, quando já estiver de noite. E irei de charrete, se não se importarem, cabem mais três pessoas. Ficará um pouco apertado, mas dará para ir. - ela diz, um pouco tímida.

- Perfeito. A noite é ainda melhor, os arredores do castelo esta mais vazio. Nós podemos sair pelos fundos. Meu irmão viria aqui me visitar e ele deve chegar por esse mesmo horário, então dará tudo certo. Temos de ser discretas, Nina.

- Pode contar com minha total discrição, senhoras. - ela sorri. - Se me derem licença, vou sair para me arrumar e colocar a charrete do lado de fora do castelo, assim será mais fácil para sairmos. - Genevieve assentiu e a criada fez uma pequena reverência. - Com licença.
Assim que a empregada saiu, Genevieve sorriu e pegou a mão da cunhada.
- Prepare-se, minha amiga, conhecerás uma festa de verdade! - ela ri, ansiosa

- Eu mal posso esperar. - Ela disse sorrindo ansiosa.

- Então eu acho melhor nos arrumarmos! Vamos usar um vestido de capuz, será melhor para nos esconder no caminho. - Genevieve disse, se levantando.

Rindo como duas adolescentes, as duas pegaram seus vestidos e se trancaram no quarto de Virginie. Conversavam e sorriam enquanto se arrumavam e se maquiavam. Quinze minutos antes da hora marcada, Nina bate na porta do quarto falando que os arredores do castelo estavam praticamente desertos e que o rei estava na sala de estar com Annemarie, entretido em uma conversa. Genevieve sentiu o sangue ferver, um ciúme latente tomou conta dela, mas apenas engoliu o sentimento e saiu com Virginie atrás da empregada.

Continua...
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Royals Love_Capítulo 8

Capítulo 8

No dia seguinte bem cedo Henri despertou se sentindo leve demais. Sonolento viu que a esposa não estava mais sobre o seu peito. Olhou no quarto até virar de lado e vê-la deitada de bruços com o cobertor cobrindo apenas do quadril para baixo. A observou por vários minutos, admirando cada linha daquele corpo tão bem feito pela natureza. Suspirou. Henri se aproxima e dá um beijo em seu ombro nu.

- Acorde, minha esposa... - sussurrou em seu ouvido - o dia nasceu.

- Não... Me deixe dormir mais um pouco. - ela pediu, virando o rosto pro outro lado.

Ele balança a cabeça sorrindo de lado. Passou a mão nos cabelos dela e beijou seu ombro novamente.

- Temos que levantar, princesa preguiçosa. - murmurou - Vou pedir a Nina que venha ajuda-la a se vestir. A estarei esperando para o café da manhã. - ele disse.

- Tenha piedade de mim, Henri... Fomos dormir muito tarde ontem... - ela choraminga.

- Tudo bem, Genevieve. Mais uma hora de sono e nada mais. – Alexander disse saindo da cama - Exijo sua companhia na primeira refeição. Entendeu?

- Você exige coisas demais, meu rei abusado... - ela murmura, voltando a sono profundo novamente.

Vestindo suas roupas Henri sorriu com o "meu rei" que a esposa tinha deixado escapar. "O que uma noite de amor não faz?" pensou enquanto sorria. Quando ficou pronto saiu do quarto e chamou Paolo. O conselheiro se põe de prontidão assim que é solicitado. Perguntou sobre a irmã, ele soube que já estava acordada mas não tinha descido. Assentindo Henri pediu que chamasse Nina para o quarto da esposa a fim de ajuda-la a se vestir para o café da manhã. Paolo assentiu com reverência e disse que faria tudo num instante.

Uma hora e meia depois, Henri e sua irmã estavam sentados à farta mesa quando Genevieve adentrou a sala com rubor na face. Virginie a olhou com ternura para saudá-la:

- Bom dia, Genevieve. - disse a princesa.

- Bom dia, Virginie. - ela sorri de leve. - Bom dia, meu esposo.

- Bom dia, minha rainha. Dormiu bem? - perguntou com um sorriso torto.

- Sim, muito bem. - ela diz, olhando pra ele como se falasse o óbvio. Ficou feliz ao saber que o humor dele estava melhor. - Como foi sua noite, Virginie?

- Foi... Foi muito boa. Descansei o necessário, minha cunhada. - Respondeu surpresa com o novo humor da princesa. Ela olhou discretamente para o irmão discretamente o viu sorrir culpado.

- Isso é ótimo. Eu queria poder descansar mais, mas seu irmão é um tanto exigente com horários. - ela revirou os olhos, deixando claro seu bom humor.

O café da manhã seguiu com uma conversa amena. Genevieve estava realmente disposta a se relacionar bem com os dois. Depois de sua noite de núpcias, percebeu que não adiantaria tentar se fechar em um mundo só dela, porque querendo ou não, ela iria conviver com Henri e Virginie pelo resto de seus dias. Tinha de se adaptar e conhecê-los melhor. Assim que terminam o café, Henri chama a esposa em um canto e se despede dela, dizendo que voltaria ao fim da tarde. Precisava resolver problemas do reino e tinha uma reunião com seus conselheiros. Depois de um beijo amoroso, ele sai de casa junto a Paolo.

Ao se vê sozinha na grande sala de estar, Genevieve foi até a cozinha. Quando morava com seus pais, adorava passar tempo na cozinha com suas empregadas, conversando e aprendendo várias receitas. Ao verem a rainha as empregadas fizeram reverência e perguntaram se ela precisava de alguma coisa. Genevieve sorriu e disse que queria apenas conversar com elas. Passou boa parte da manhã conversando com as serviçais, inclusive Carlota e Nina, que estavam encantadas com o caráter da nova rainha. Duas horas antes do almoço, Genevieve perguntou onde Virginie estava, Carlota disse que a princesa estava no jardim, lendo. Pedindo licença, ela respirou fundo e foi até a cunhada, que lia um livro em silêncio.

- Olá. - murmurou, sentando-se ao lado da princesa.

- Olá, Genevieve. Chegaste há muito tempo? - Falou preocupada - Quando leio acabo saindo do mundo.- Ela sorri tímida.

- Não, eu cheguei agora. - ela sorriu e olhou para cunhada. - Virginie, eu... Queria te pedir desculpas pelo modo frio e distante como te tratei nos últimos dias. Eu estava passando por uma situação tão difícil e não queria mudar minha linha de pensamento. Me perdoe. - ela pediu, sincera

- Tudo bem, Genevieve. Não há o que perdoar. - diz sincera - Eu imagino como deve ser difícil sair de casa e se casar... Bom, se casar com meu irmão não é pra qualquer moça. - ela sorri - Henri tem uma personalidade muito singular. Acredito que tenha percebido alguma coisa.

- Ah eu percebi, pode ter certeza. - ela diz, balançando a cabeça. - Ele é quase como um código pra mim, um código bem difícil, diga-se de passagem.

Virginie sorri olhando pra ela.

- Acredite, sou irmã dele e às vezes não o reconheço. Mas Henri no fundo tem um bom coração... Ele apenas precisa descobri-lo em si mesmo.

- Eu espero que sim. - ela murmurou e olhou pra cunhada, sorrindo de lado. - O meu irmão me falou muito bem de você, sabia?

- Fa... Falou? - ela diz surpresa, logo ruborizando as maçãs do rosto.

- Sim.... - ela disse. - Ele me disse que a conheceu no dia da coroação de Henri. Me contou sobre a luta de vocês. - ela deu uma risadinha. - Confesso que fiquei curiosa, nunca vi uma dama com uma espada na mão.

O rosto de Virginie de cobriu em vermelho. Queria a todo custo se esconder, mas não era possível. O único jeito era encarar a situação de frente.

- É verdade. Nós... Duelamos naquela noite. - Sorriu envergonhada. - Luto desde a morte de meus pais. Foi uma maneira de amenizar a dor... Qualquer dia podemos fazer o mesmo se quiser.

- Eu adoraria, apesar de achar que sou um desastre pra isso. - ela riu. - Falo sério, não sei se saberia segurar uma arma desse tamanho, vou machucar alguém.

- Não se preocupe, minha cunhada. Podemos treinar primeiramente com uma espada de madeira e quando estiver mais segura, partimos para o metal. - Disse ela. - Mas há outro exercício que seria mais do seu agrado... Arco e flecha. Este é muito, exige apenas precisão.

- Todos eles eu posso usar pra agredir seu irmão fisicamente quando ele me irritar? - ela perguntou com senso de humor.

Virginie gargalhou com a mão na frente do rosto.

- Se ele lhe irritar, terá ajuda, minha cunhada. Conte comigo.

- É ótimo saber que terei uma ajuda! - ela sorriu. - E sobre meu irmão... Ele é realmente o que demonstra ser, Virginie. Não falo isso apenas por ele ser meu irmão, mas porque ele é verdadeiro e fala sobre você com uma grande fascinação. Quero que saiba que se precisar de ajuda quanto a ele... Para vê-lo ou algo do tipo, pode contar comigo.

Novamente as bochechas da princesa coram.

- Agradeço vossa compreensão, Genevieve. Teu irmão é um homem especial e gosto muito dele. Apesar de nos vermos pouco. Mas... És casada com meu irmão e Henri jamais aceitaria que eu... - ela abaixa a cabeça, entristecendo.

- Ele pode não aceitar no começo.... Mas se vocês dois provarem a ele que se amam de verdade, tenho certeza que ele pensará sobre isso. - ela disse. - Está tudo muito recente, Virginie, vocês ainda tem de se conhecerem, e podem fazer isso sem o conhecimento de Henri. - ela sorriu de lado, o espírito rebelde sempre falando mais alto.

Virginie mordeu o lábio com um sorriso esperançoso na face.

- O que minha cunhada sugere que eu faça? Sinto tanta falta do vosso irmão.. - suspirou.

- Escreva uma carta pra ele. Eu posso pedir para um dos conselheiros de Henri entregar a carta no meu nome. Informe na carta para que ele a mande de volta endereçada a mim. Assim vocês poderão conversar sem levantar suspeitas.

Um sorriso de fez mais presente no rosto da sonhadora princesa Virginie. Num impulso em agradecê-la, abraçou apertado a cunhada.

- Muito obrigada Genevieve, muito obrigada. Enfim, vou poder falar com meu amado... - ela sorria de uma orelha a outra. Voltou o olhar a cunhada. - Como posso agradecê-la devidamente, minha cunhada?

- Apenas me prometa que vamos ser amigas... Ficamos tão sozinhas nessa casa enorme... Tenho certeza que precisaremos muito uma da outra.

- Sim, é verdade. - Virginie assentiu - Podes me considerar uma irmã Genevieve. Tens o meu apreço. - Disse sincera.

- Tens o meu também, Virginie. - ela sorriu. - Meu irmão vai adorar saber que finalmente ficamos amigas.

- Vai sim. - ela sorri também - Em nosso último encontro ele pediu que cuidasse de você por ele. Aceitei de bom grado, pois além do parentesco você é parte da família agora.

- É, eu também vou cuidar da princesa dele. - ela piscou.

Virginie riu e as duas continuaram a conversar. Descobriram uma afinidade que não tinham encontrado em nenhuma amizade antes, fazendo-as se aproximarem ainda mais.

Quando chegou em casa, Henri ficou surpreso ao encontrar a esposa e a irmã sentadas no sofá com uma xícara de chá, sorrindo e cochichando como amigas de infância. Nunca pensou que poderiam pegar afinidade de uma forma tão rápida, mas ficou contente com o que viu. Sua irmã sempre fora muito sozinha e com a morte da mãe havia se fechado para o mundo. Seria realmente muito bom que ela tivesse uma amiga, como também era muito bom que sua esposa também fizesse uma amizade. Não poderiam ser melhor uma para a outra.

A semana passa rapidamente. Virginie estava cada vez mais contente. O plano de Genevieve dera certo! Sua primeira carta chegou a Richard e dois dias depois a resposta chegou. Logo que Henri saiu de casa, Genevieve fora correndo entregar a carta do irmão para a cunhada e isso se seguiu por toda a semana. A última carta do amado dizia que ele iria passar o final de semana em Modrieva, na casa de sua família e que iria vê-la. Virginie estava quase flutuando pela notícia, finalmente iria vê seu príncipe tão amado.

Quanto a Genevieve e Henri, o casal estava à mil maravilhas, como a princesa nunca pensou que estariam. A cada dia eles se abriam mais um para o outro, depois de fazerem amor ele sempre dizia que a amava e a fazia se aconchegar em seu peito, para dormirem juntos. Por mais incrível que pudesse parecer, Genevieve estava se sentindo bem naquele castelo tão grande, rodeada por empregadas dóceis, uma amiga maravilhosa e um marido amoroso. Esperava do fundo do coração que tudo continuasse assim pelo resto de seus dias.

Continua...
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terça-feira, 27 de maio de 2014

Royals Love_Capítulo 7



Capítulo 7

Completamente nu ele volta pra cama. Deitou sobre o corpo da esposa sem desabar todo o peso para não machuca-la. Beijou os seus lábios permitindo que sua mão a manipulasse lá embaixo. Logo a princesa volta a gemer nos lábios do marido.

Repetindo todo o processo de beijos e carinhos Henri a fez ir quase loucura, pois quando viu que ela estava perto do clímax parou o que estava fazendo. Genevieve sobressaltou surpresa com aquela expressão "Por que parou?". Com o rosto calmo ele disse:

- Não fique assim minha querida, vou fazer-te satisfeita de outra maneira.

Fazendo um bico emburrado ela o olhou com inquisição. Ele sorriu voltando a ficar entre suas pernas, beijando sua boca com paixão.

- Vou entrar em você devagar até que se acostume, hmm... Se doer muito, avise-me, entendeu? - Disse calmo.

- Doer? - ela perguntou com uma expressão medrosa.

- Não se assuste, minha rainha. É suportável. Te prometo que vai passar logo. - ele diz calmo. - Confie em mim, hm?

- Tudo bem. - ela assentiu, menos temerosa.

Assentindo com ela, a beijou docemente. Alinhando os corpos novamente, Henri pôs o membro na entrada e como disse, foi entrando nela devagar. Abriu passagem até ouvi-la gemer de dor e segurar seu anti-braço com força. Fizeram uma pausa para que ela se acostumasse com seu tamanho. Henri a beijou na boca bem gostoso e molhado. Depois do beijo ele avisa que continuará o que estava fazendo. Genevieve assente com a cabeça. Voltando a entrar mais nela encontrou a barreira do hímen pressionou mais fundo e forte. A princesa aguenta até onde suporta e pede pausa novamente.

O rei atendeu e suspira fazendo carinho nos cabelos dela, admirando aquele rosto tão angelical. Beijou sua bochecha esperando o próximo sinal dela. Poucos minutos ela pede para tentarem de novo. Henri concorda dizendo que iam até o fim dessa vez. Genevieve aceita voltando a se concentrar no momento. Ele retoma o movimento dentro da esposa. Não faltava muito, foi necessário apenas algumas investidas para o hímem se romper totalmente. A princesa aperta o braço do marido com força marcando as unhas nele devido a dor que sentiu. Ele a beijou na boca dizendo que ia passar aquela sensação ruim. Movendo-se de modo atencioso Henri degustava quão era boa sua mulher.

- És tão apertada, minha rainha... - disse rouco no ouvido dela.

Genevieve geme pra ele sentindo a dor se dissipar ficando somente o prazer. Aos poucos seu quadril vai de encontro ao dele, pedindo mais. Henri sorri de lado. Escorregou a mão até a cintura segurando firme movendo o quadril em onda para penetra-la mais profundo. Arfando e gemendo mais alto ela pega o rosto dele com as duas mãos, o beijou com força. A delicadeza tinha fugido do controle e o rei, experiente no assunto começou a dar o que sua adorável mulher pedia. Elevando o corpo dela concentrou sua energia no ritmo que os envolveu.

- Você queria mais, não é? - Murmurou excitado. - És minha Genevieve, somente minha. - Falou encarando a face aquecida da esposa.

- Mais rápido, Henri..  - ela geme, ofegante

Ouvindo a esposa implorar tão rendida e não suportando mais aquela excitação investiu nela com força sentindo-a começar a aperta-lo. Genevieve também estava perto e explodiu segundos antes dele. Henri a ouviu gritar seu primeiro nome e a acompanhou com urro de libertação.

Exausto ele repousa ofegante sobre o corpo da esposa, sem jogar seu peso nela. A princesa também respira com dificuldade até recuperar parte de fôlego.Henri esperou um pouco e depois saiu vendo-a franzir a testa. Ele sorri deitando ao seu lado. Admirando a bela mulher nua ao seu lado sentiu-se feliz pela primeira vez. Ela era sua... Todinha sua... e pra sempre.

Ainda em silencio ele puxa a esposa para si dando um beijo apaixonado, e segurando o rosto com as duas mãos disse:

- Eu amo você, Genevieve.... Minha rainha.

- Ama? - ela perguntou, incerta daquilo.

- Amo. Acaso duvidas de mim? - a olhou mais sério fazendo outra pergunta.

- A de convir comigo que a maneira que chegamos até aqui não condiz muito com amor, Henri. - ela diz, também um pouco mais séria. - Creio que poderíamos ter nos relacionado de uma forma bem melhor, se você não tivesse feito tudo o que fez. Me refiro a chantagem.

Lentamente ele afasta as mãos da face da esposa. Ela tinha razão e a realidade era cruel. Seu semblante se fecha e ele gira o corpo olhando na direção do teto.

- Sim poderíamos, mas você me odeia, lembra? - murmurou amargurado.

- Devo confessar que primeiramente eu não gostava de você. Eu ouvi coisas a seu respeito que me desagradou e sou do tipo de pessoa que cria um estereótipo de alguém antes. - ela fez uma pausa, vendo que ele continuava com expressão impassível. - Depois veio a história do casamento e sim, eu te odiei, eu acho. Mas foi porque eu me senti vendida, como se fosse um objeto que é dado em troca de outra coisa. - a voz dela ficou embargada com a lembrança. - Mas agora eu não te odeio mais, Henri.

- E o que fez a minha esposa mudar de ideia? - ele disse ainda com o rosto virado.

- O que acabamos de fazer...  O modo como me tratou e o que me disse há alguns minutos. - ela suspirou. - Nós nos casamos, Henri... Acho que não queremos conviver em pé de guerra. Temos que ao menos tentar fazer isso dar certo. Fazer com que o nosso casamento dê certo.

Virando o rosto de volta a olhou atentamente.

- Se me diz que vai tentar... Vamos ver como seguirão os dias. - ele diz impassível. Depositou um beijo nos lábios dela e puxou para o seu peito. - Vamos dormir minha rainha, amanhã o dia é cheio e não quero que desperte exausta. - falo num tom baixo.

- Você ainda está bravo... - ela murmurou, sem olhar pra ele

- Não. - ele disse.

- Está sim. Não se feche pra mim, Henri, ou eu nunca vou saber como devo agir. Eu quero conhecer você por inteiro.

Ele permanece em silencio até rompê-lo minutos depois com um bocejo.

- O tempo vai se encarregar disso, minha esposa. - disse dando três toquinhos no braço dela.- Não se preocupe. - Puxou o cobertor para cobri-los.

- Espero que esteja certo. - ela disse em um sussurro.

Henri suspirou sentindo a esposa se aconchegar para dormir nele. Sua cabeça estava a mil. Todo o dia voltava na memória como um filme. Cenas do casamento, a expressão desgostosa e os olhos de tristeza da esposa. Sua irritação com o mínimo de aproximação dele e a as palavras que repetiu sobre o contrato... Praguejou ele em pensamentos as coisas terem acontecido assim. Ela tinha razão, por que não foi diferente? Com esta pergunta piscando na cabeça o jovem rei abraça sua amada princesa e adormece.

Continua...
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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Royals Love_Capítulo 6


Capítulo 6

Richard olhava resignado e impotente para a cena a sua frente. Sua irmã havia se casado para pagar uma dívida, e ele nem pôde defendê-la. Sua alma de guerreiro estava completamente atacada naquele momento, ao vê o Rei Henri tomando os lábios dela com devoção. Farto de tudo aquilo, ele suspirou e se afastou, andando até os jardins do castelo. Aquele lugar lhe lembrava da última vez tinha ido ali; onde "lutara" com a princesa mais linda que já havia visto. Sentia imensa falta dela. Ainda com ela nos pensamentos, escutou uma voz atrás de si:

- Boa noite nobre cavaleiro...



[Vestido de Virginie para o casamento do irmão]

Richard se virou e a olhou de cima à baixo. Com uma roupa viva ela ficava ainda mais linda, os olhos tinham um brilho diferente enquanto sorria.

- Boa noite. doce princesa... - ele sorriu

- Cansado do casamento? - perguntou com um meio sorriso.

- Resignado... - ele disse em um tom de amargura. - Não foi desse jeito que pensei que veria minha irmã mais nova se casar.

- Também achei prematuro, mas... - Ela dá os ombros impotente. - Eles são nossos irmãos príncipe Richard, a única coisa que podemos fazer é ajuda-los quando for necessário. - disse docemente.

- Então você pode fazer uma coisa por mim? - ele perguntou, segurando sua mão.

- Posso... - ela assente.

- Cuide de minha irmã? Eu sei que ela deve está lhe evitando agora, ela não tem uma ideia boa sobre você, mas sei que você é uma ótima pessoa e tenho certeza que logo, logo vocês duas estarão se dando bem, então... Cuide dela, por mim? - perguntou, beijando as mãos dela com carinho.

Com um sorriso terno Virginie acolheu as palavras do príncipe.

- Sim, cuidarei dela, pode ter seu coração tranquilo, Richard.

- Obrigado, minha doce Virginie... - ele sorriu e passou a ponta dos dedos pela lateral do rosto dela. - És tão linda, princesa... - sussurrou, mordendo o lábio. - O que estou sentindo por você, Virginie, é algo totalmente diferente. Só faz crescer, junto com um desejo intenso. Esse tempo que passamos longe foi muito ruim pra mim, nunca pensei que ficaria tão triste ao ficar longe de uma mulher que acabara de conhecer, mas isso aconteceu comigo. Vê-la agora faz meu coração transbordar de alegria.

- A mim também foi difícil ficar longe de você, Richard... - detalhadamente olhou as feições do rosto dele - Mal podia esperar para vê-lo novamente, nem que fosse um segundo... - disse sentindo o coração subir a garganta, apertando-a de ansiedade.

Richard sorriu e se aproximou dela, tomando seu rosto delicadamente em suas mãos.

- Então... E posso matar a saudade de nós dois?

- Pode... - Disse quase inaudível sentindo o corpo estremecer.

Richard olhou para todo o rosto da princesa, antes de aproximar seus lábios dos dela. Tocou-os de leve, sentindo a textura macia e quente que eram os lábios de sua doce princesa. Iniciou um beijo calmo, apenas selando os lábios e logo depois pediu passagem para a língua, tornando o beijo mais intenso. Virginie o seguiu, colocando os braços ao redor do pescoço do príncipe, entregando-se completamente àquele momento. Quando se afastaram, Richard beijou todo o rosto dela, ouvindo o som gostoso de sua risada baixa.

- Estou encantado por você, Virginie. Completamente encantado!

- Eu também, Richard... - Suspirando. - Isto que fizemos, superou tudo que já li nos livros de mamãe.. - sorriu tímida.

- Pois então devemos escrever uma história só nossa, minha querida. - ele deu um beijo cálido em seus lábios. - Se me permitir, sempre virei aqui para vê-la.

- Sua presença será sempre uma honra, príncipe Richard. - Ela sorriu - Beijas muito bem... Tenho sorte de tê-lo conhecido para... Ser o primeiro. - Mordeu o lábio encabulada.

- O... O primeiro? - ele pergunta, vendo a princesa assentir. - Oh Deus, Virginie. Se eu soubesse disso eu teria sido muito mais romântico, muito mais cuidadoso... - ela o interrompeu;

- Não diga isso, por favor. Foi perfeito! Perfeito como aquelas estrelas ali no céu... - ela olha pra cima suspirando e volta pra ele - Veja cada uma brilha a sua maneira, mas todas são reluzentes e perfeitas. - Com carinho passou a mão no rosto do príncipe - Você tornou isso mágico, Richard... Obrigada. - sorriu docemente.

- Eu que devo agradecer, minha doce Virginie. Obrigado por me deixar ser o primeiro.

O casal sorriu e voltaram a se beijar, selando assim o começo de um lindo e infinito amor.

O mais novo casal aproveita o máximo que podem até voltarem ao salão. Dispersando-se na multidão, eles apenas flertavam olhares calorosos um ao outro. Virginie acabara de descobrir que o amor poderia ser muito saboroso se provado pessoalmente. Sorrindo tímida na despedida dos familiares da noiva, sentiu o mesmo arrepiado do jardim voltar a sua espinha quando Richard beijou as costas de sua mão com delicadeza.


Sorrindo discretamente a reverenciou antes de deixar o castelo. A jovem lutou para não se desfazer diante dos poucos convidados. Contendo o sorriso foi pedir licença ao irmão para descansar. Henri a autorizou desejando descanso e uma boa noite.Cumprimentando a cunhada Virginie se despediu desejando boa noite aos noivos. Genevieve agradeceu com um gesto de cabeça e com a voz quase inaudível disse o mesmo a ela. Com reverência Virginie os deixou acompanhada por Carlota, sua criada fiel.

Pouco depois que Virginie se recolheu, Genevieve decidiu fazer o mesmo.

- Eu também vou me recolher, Henri... O dia e a noite foram bastante longos. - ela diz, olhando para o marido.

- Sim minha esposa, tens razão. - Assentiu. Com o olhar pediu que Nina acompanhasse. A mulher imediatamente o atendeu chegando perto da noiva. - Pode ir, Nina vai acompanha-la até seu quarto.

- Certo. Tenha uma ótima noite, Henri. - ela disse, vendo-o assentir.

Acompanhada pela empregada, Genevieve começou a subir as escadas, indo em direção a seu quarto.

Henri pediu que Paolo dispersasse o restante dos convidados, pois a maioria deles estava bêbada pelos cantos. O conselheiro assentiu vendo o rei sair de seu trono seguindo no corredor que dava para o seu aposento. Passando pela porta do quarto ele tirou a coroa e o pesado casaco de pele animal. Respirou aliviado pensando como faria para desposar sua amada esposa. Aquele juramento curto latejava em sua mente. De certo ele não poderia obriga-la a ama-lo por causa das condições que a trouxeram até ali. De fato ele não tinha como cobra-la, porém tinha de convencê-la que as coisas seriam assim dali em diante. Ele era o rei... Ela era sua esposa e logo, seria coroada rainha para sentar-se ao seu lado no trono de Modrieva.

Convicto do que faria em suas núpcias, ele saiu do quarto com uma ideia.

Genevieve estava sem o terrível vestido de noiva. Aliviada por Henri não acompanha-la ao quarto, esperava apenas que Nina desatasse os vários laços de seu espartilho para dormir tranquila e finalmente em paz.

O pensamento mal se dissipou da mente quanto ouviu a porta abrir, e uma voz grave soou no quarto:

- Nina, deixe isso. Eu termino de despir minha esposa. - Ele ordena.

- Sim majestade! - Disse a criada com uma reverência, deixando o quarto imediatamente.

Henri olha a jovem esposa de cima abaixo se aproximando. Quando estava para toca-la Genevieve virou bruscamente pra ele, com o rosto fechado em seriedade.

- Eu pensei que tivesse deixando bastante claro que não haveria nada entre nós, Henri. - ela disse, sentindo-se exposta usando apenas sua roupa intima e o espartilho. - Por favor, deixe o meu quarto e chame Nina de volta.

- Nina não voltará até que o dia amanheça, minha irritada esposa. - Disse olhando pra ela de cima abaixo - Certamente recordo cada palavra que dirigiu a mim esta noite, mas não posso concordar com elas... - ele se aproxima mais - Somos marido e mulher agora, Genevieve. Por mais que me odeie é o meu nome que carregas nesta aliança em seu dedo, portanto, não deixarei este quarto até cumprir com meus deveres de esposo.

- Eu nunca quis carregar esta bendita aliança, muito menos o seu nome e sabes disso. - ela diz, sentindo o coração palpitar pela proximidade dele. - Não pode simplesmente me obrigar a me deitar contigo.

- E quem disse a minha adorada que vou obriga-la? - Sorriu de lado a pegando de surpresa pela cintura. Abaixou-se para beijar o pescoço nu da esposa. - Gosto quando fica irritada, meu amor... Deixa-me mais louco por você... - disse em sussurro sobre a pele.

Genevieve soltou um suspiro ao senti-lo explorar uma área tão vulnerável.

- Eu não entendo por que és tão obcecado por mim... - ela murmura, se controlando para não fechar os olhos. - Não seria mais fácil encontrar uma mulher que goste de ti?



- Não é tão simples, minha esposa. - Ele volta seu olhar no dela alisando seus cabelos com a mão livre - Você mexe comigo como nenhuma outra... Não sei explicar, mais vai além do que qualquer mulher já chegou. - disse sincero. - Você nasceu pra mim, Genevieve.

- Creio que esteja um tanto equivocado, Henri. - ela disse, olhando pra ele. - Na minha opinião, eu sou apenas um capricho pra você.

Ele estreita os olhos pensativo, mas logo mudou a expressão erguendo uma sobrancelha apenas.

- Então deixe-me provar o contrário, minha esposa? Posso fazê-la mudar de ideia se me permitir. - disse convidativo ainda a segurando em seus braços fortes.

- Fazendo com que eu me deite com você? - ela perguntou, também arqueando uma sobrancelha

- Entenda como quiser, mas é provável que me peça isso, minha amada esposa. - Disse sem mudar a expressão.

- Que eu peça? - ela riu, jogando a cabeça pra trás. - Isso só me prova o quanto não me conheces, senhor rei. - disse ácida no final, empurrando-o pelo peito. - Está na hora de me soltar e sair do meu quarto, Henri.

Henri tomou espaço para vê-la caminhar aturdida pelo quarto procurando alguma coisa somente para ignora-lo. Ele sorriu da tática dela.

- Este truque não tem serventia comigo, meu amor. Já disse não vou embora, preciso cumprir com meus deveres e palavra de rei não volta a trás. - Falou cruzando os braços permanecendo parado onde estava.

- Pois ficará esperando! - ela disse, virando-se pra ele. - O senhor não é o único que tem a paciência curta, Henri. Eu estou cansada e preciso dormir, poderia, por favor, pedir para Nina vir ajudar a me desarrumar? Não consigo tirar o espartilho sozinha!

- Tenho duas mãos livres à vossa disposição... - ele disse, mostrando as mãos pra ela, sorrindo de lado.

- Pois eu quero as mãos de Nina e não as suas! - ela diz, irritada.

Revirando os olhos Henri foi até a esposa, pegando em seus braços virou-a de costas. Segurou as fitas do espartilho começando a puxa-las com força desatando uma por uma. O corpo de Genevieve balança com os puxões do marido em sua lingerie. Mais que irada, se pôs a falar:

- Para com isso, você está estragando a minha roupa! - ela diz em voz alta, tentando sair das mãos dele.

- Pare de se mexer, Genevieve ou farei desta peças apenas um trapo! - Falou sério num tom autoritário. - Estou apenas servindo minha esposa. Você não queria tira-la?

- Eu não queria que você tirasse, parece um brutamontes! - ela diz raivosa, ficando quieta. - Ande logo com isso, já que começou.

Dessa vez ele não segurar o riso. Henri riu enquanto desatava as fitas. Quando silenciaram o rei sabia que estava na hora de por seu plano em prática. Movendo as mãos com mais cuidado mexia na lingerie. Passou a língua nos lábios para molha-los e os aproximou da nuca da esposa dando um beijo suave. A pele imediatamente se arrepia. Ele volta ali com mais beijos molhados. Ouviu Genevieve reprimir um gemido. Lembrando do primeiro beijo do casal fez questão continuar a arrepia-la com mais carinhos.

Desceu os lábios pelo ombros, beijando e mordendo a pele. Ela não queria se entregar, devia ser forte, mas Henri sabia muito como pisar naquele terreno minado. Desfazendo os últimos laços beijava a extensão das costas da esposa deixando a lingerie escorregar até o chão. Sem dar tempo dela revidar em mais reclamações, Henri a tomou nos braços com um beijo quente cheio de paixão. Caminhando até a cama, a deitou sobre o colchão sem deixar seus lábios. Suas mãos percorrem a lateral do corpo apertando nas coxas e bumbum. Ela reprimiu mais um gemido. Henri apenas observava o esforço monumental de sua amada para não se mostrar fraca diante dele. Mais uma vez ele desce os beijos. Seguiu para o colo devotando total atenção os seus seios jovens e pequenos.

Os beijou um a um com sofreguidão. Massageou enquanto os sugava com força e mordiscava o mamilo já enrijecido. Enfim, ela gemeu mais alto. Henri se alegra internamente, não podia sorrir ou cantar vitoria. Isso destruiria o clima. Continuando os carinhos seguiu com os beijos fazendo uma linha reta pela pele branca até a intimidade. Mordeu o lábio de excitação, não tardando a chegar naquele ponto.

Alisou a área com a boca, primeiramente. Beijou levemente três vezes e passou a língua debaixo para cima. A princesa gemeu mais uma vez mordendo o lábio. Henri lambeu mais uma vez, ela novamente geme. Percebendo o estado dela continuou beijando, lambendo e sugando a intimidade tão amada por ele. Sua esposa era deliciosa o o fazia querer mais e mais. Quando o impulso do prazer foi alto, Genevieve agarrou os cabelos dele com força, ele entendendo o recado a sugou com vontade manipulando o clitóris com a mão livre, trazendo a tona um grito sincero de prazer oferecido pelo primeiro orgasmo da noite.

O rei volta aos lábios da esposa beijando com com carinho.



- Pronta para a nossa noite de núpcias, minha amada? - Sussurrou entre lábios.

- Deus... O que está fazendo comigo, Henri? - ela pergunta, ofegante. - Estou... - sussurrou, decidindo se entregar de uma vez por todas

Sorrindo ele acariciou o rosto dela.

- Então ajude a me despir... - ele disse rouco.

- És tão habilidoso em certas coisas e agora não sabe tirar a própria roupa, meu marido? - perguntou sarcástica, mas com um sorriso no canto dos lábios.

- Me despir é parte do vosso dever como esposa, minha amada. - Disse olhando pra ela - Você poderia sorrir mais vezes... Eu gosto.

- Quem sabe eu não sorrio se você fizer mais daquele negocio com a boca... - ela murmura sem pensar e logo depois sente o rosto enrubescer. - Oh... Esqueça o que eu disse!

Henri sorriu divertido.

- Farei sempre que minha esposa quiser. - Disse dando um beijo nela - Você quer mais daquilo? - sorriu de lado.

Ela assenti.

- Sim... Eu gostei muito. - sussurra

- Está bem, vou realizar o seu desejo, minha rainha. - Disse tomando a postura de antes.

O rei sai da cama. Desatando o nó da camisa, a tirou passando pela cabeça. Os olhos de Genevieve mal se continham por ver como ele era forte e musculoso. Uma chama quente começou a arder dentro dela enquanto aquele homem espetacular ficava como veio ao mundo.


Continua...
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Royals Love_Capítulo 5



Capítulo 5

Dois meses depois da revelação, a notícia do casamento se espalhou aos quatro ventos. Henri pediu ajuda da irmã para preparar uma grande cerimônia. Os convites foram escritos com fontes líricas em itálico com tinta de ouro no nome dos noivos. A decoração era divina. Azul escuro com dourado e flores de várias espécies ornam todo o salão principal.

Genevieve se hospedeu no castelo de Henri dois dias antes do casamento para acompanhar de perto os preparativos. Este não poderia ser menos que mais um pedido do rei. Embora estivesse no mesmo território, a princesa não trocou um palavra se quer com Henri e sua irmã. Falava apenas com os empregados e se dirigia a eles sempre que precisava de alguma coisa.

Virginie tentou diálogo durante o jantar um dia antes de casamento, mas não surtiu efeito. Com olhares Henri pediu que a irmã deixasse a moça como estava.

No dia do casamento Genevieve estava com o coração aos pedaços. Sua liberdade tinha sido vendida sem ao menos ter sido consultada. Entristecida ela olha o vestido de noiva com vontade de deixa-lo aos trapos. Odiava estar se casando. Odiava aquele lugar. Odiava aquela família, sobretudo Henri, seu futuro marido. Nina, uma das empregada mais experientes depois de Carlota entrou no quarto da moça. Vendo que estava triste, puxou conversa. Genevieve não disse o real motivo de sua tristeza, falou apenas que sentia saudades de casa. A empregada compadecida, deu palavras de conforto a princesa fazendo com que conseguisse arrancar um pequeno sorriso de seus lábios.



Genevieve agradece a força e pede um abraço da empregada, surpresa com o gesto da nobre donzela, sorriu abrindo os braços para acolhe-la com carinho.

No quarto de Virginie, Carlota vestia sua senhora com alegria. Um vestido de cor ia pertencer aquele corpo pelo menos por um dia. Como Virginie não era muito de seguir regras, decidiu ir com os cabelos soltos permitindo que as longas e generosas ondas negras lhe caíssem sobre os ombros. Sem confidenciar a ninguém a jovem esperava poder conversar novamente com o irmão da noiva. Sim, ela sentia falta dele desde a coroação. Há meses não se viam e desde então a princesa pensava na possibilidade de se aproximar mais dele.



Na torre mais alta estava o noivo. Henri também se vesti apara a cerimônia. Seu olhar diante do espelho é mais ansioso do que no dia que recebeu a coroa. Enfim, Genevieve seria dele... Todinha dele. A ideia lhe faz sorrir. Poucos até hoje conseguiram arrancar um sorriso espontâneo do jovem rei. Sempre fora fechado ao mundo. Seu pai o ensinou a ser assim. Chamando o conselheiro pediu que trouxesse informações de sua noiva. Se estava precisando de alguma coisa. Paolo saiu dali com o recado seguindo direto aos aposentos da noiva.

Batendo na porta pediu entrada. Após ser autorizado transmitiu o recado do rei. Genevieve revirou os olhos e com as mãos na cintura disse que "Não precisava de nada. Muito menos dele e seus recados ridículos fingindo preocupação. Que o rei fizesse apenas o seu papel e pronto".

Assombrado com a resposta da jovem Paolo assentiu voltando ao quarto do rei com a resposta. Ao vê-lo Henri perguntou com ansiedade o que ela havia dito. Sem graça, o homem transmitiu o recado da princesa. Surpreendendo ainda mais o conselheiro, o rei caiu na gargalhada e voltou a se preparar para o casamento. Confuso, Paolo coçou a cabeça tentando entender aqueles dois.

Enfim era a hora tão esperada. A Igreja Católica de Modrieva estava tomada por convidados nobres e os de classe inferior estavam do lado de fora, loucos para verem como a noiva estaria. A família de Genevieve foram os primeiros a entrar. A rainha Elizabeth entrou com seu filho, Richard Léon. Logo depois de se acomodarem ao altar, o rei Alexander Henri entrou acompanhado por sua irmã, Virginie.

Meia hora depois a carruagem real parou em frente a Igreja, que estava com suas portas fechadas. Genevieve sorriu de leve para uma pequena menina de vestes simples que a olhava encantada e acenava para ela. Quando viu que a princesa e futura rainha acenou para si, a pequena menina saiu correndo, dizendo a todos que a princesa havia falado consigo. Ao ver o sorriso da filha, Nicholas pressumiu que ela já havia se acostumado a ideia de se casar com Henri. Se aproximou dela e deu braço para ela segurar.

- Você está linda, minha filha. - disse, orgulhoso

- Vamos logo acabar com essa palhaçada, meu pai. Já estou farta! - ela diz referindo-se ao casamento. Nicholas engoliu em seco e assentiu; sua filha continuava irredutível.

As portas da Igreja se abriram e a passos lentos Genevieve entrou com seu pai, que ostentava um longo sorriso no rosto, ao contrario da filha. Vestida elegantemente com um vestido de modelo único que Henri mandou Elizabeth escolher, a futura rainha era uma noiva de tirar o fôlego. Henri a olhava de forma apaixonada e obcecada, incapaz de desviar o olhar. Quando ela chegou a ele, beijou sua mão docemente e apertou a mão do rei Nicholas, virando-se para o altar com a futura esposa ao seu lado.

O Padre começou o seu discurso sobre o que é um casamento e o que significa esse pilar para um casal. Genevieve ouvia atentamente, pensando que seu casamento jamais seria vivido na base do amor ao qual o Padre tanto presava e citava. Quando chegou aos juramentos, Henri se virou para a futura esposa e disse:


- Minha cara Genevieve... Desde o momento que pus os olhos em ti meu coração sabia que estava destinada a mim. Prometo amar-te, respeitar-te e proteger-te com a minha vida. Farei de vós a mulher mais bem aventurada deste reino e serás feliz até o último dia de nossas vidas. Eu amo você. - Falou sincero.

Genevieve olhou nos olhos dele, vendo que, por mais incrível que parecesse, ele parecia estar dizendo a verdade. Ou era um ótimo ator, ou ele realmente a amava.

O Padre assentiu e se virou para Genevieve, dizendo-a para prosseguir.

- Henri... - ela murmurou, sem saber o que dizer. - Prometo fazer de ti um homem feliz e realizado... Por todos os dias de nossas vidas.


Apesar do discurso ter sido extremamente pequeno, o Padre aceitou e Hendri engoliu em seco. Não poderia cobrar muito de sua futura esposa, mas iria faze-la mudar de ideia, custe o que custasse. Depois dos votos, uma pequena dama entrou com as alianças e ao dizerem sim sob o olhar do Padre e de Deus, ele os declarou marido e mulher e disse para selarem a união com um beijo.


Henri se virou para Genevieve encarando sua alma através do olhar. Ela engoliu em seco e ele sorri de lado, minimamente. Aquele gesto havia funcionado novamente. Se aproximando da esposa, a pegou pela nuca colando os lábios nos dela. Eram macios e quentes. Pondo a língua para explora-la se deliciou esquecendo até onde estava. Respirou quente no rosto dela e foi parando aos poucos até solta-la de vez, mantendo apenas aquele olhar flamejante e possessivo.

Assim que saíram da Igreja ovacionados por palmas, o casal entrou na carruagem. Henri tomou a mão da esposa e a beijou carinhosamente, olhando-a com intensidade. Por um momento Genevieve pensou em tirar sua mão, mas respirou fundo e olhou pela janela, deixando sua mão entrelaçada a do marido, agradecendo mentalmente pelo silêncio. Estranhamente ela estava gostando da sensação de sua mão na dele, mas resolveu empurrar essa ideia para o fundo de sua mente. Gostar dele era algo que a assustava e a deixava resignada.

Depois de rodarem pela cidade para dar tempo dos convidados chegarem ao castelo, finalmente entraram no grande salão que estava impecavelmente decorado. Uma música tocava no ambiente e logo foram cercados por nobres e convidados, que desejavam felicidade ao mais novo casal. Enquanto Henri sorria de orelha à orelha, Genevieve sorria de leve com agradecimento, passando facilmente que estava tímida. Não pôde deixar de notar quanto o marido estava feliz, enquanto segurava sua cintura possessivamente.

O jantar fora servido e a mesa onde os noivos estavam era ocupada pela família. Genevieve observava atentamente aos olhares trocados entre seu irmão e sua cunhada. Não sabia se gostava daquele relacionamento; até então, o que sabia sobre Virginie é que ela era uma moça quieta e polida como o irmão, não tão rígida ou antipática, mas ainda assim ela tinha em sua cabeça que Virginie tinha o mesmo caráter que seu marido e isso a desagradava. Percebendo que a esposa nem havia tocado na comida, Henri sussurrou gentilmente em seu ouvido que era para que comesse, ou então não conseguiria chegar de pé ao final da festa.

Contrariada, comeu um pouco, ficando propositalmente alheia a conversa que existia na mesa, onde todos - exceto seu irmão e Virginie - conversavam como se um casamento fadado ao fracasso, não estivesse sendo selado.

Logo após o jantar um mestre de cerimônias convocou os noivos para a dança. Henri levou sua esposa para o centro do grande salão, tomando-a pela cintura, enquanto uma música romântica tocava ao fundo. Genevieve estava quase rígida ao sentir o marido tão de perto, sua respiração pegando em seu rosto. Quando o contato com o olhar ficou intenso demais, ela olhou em volta do salão. Henri sorriu e sussurrou ao seu ouvido:

- Se ficar tão rígida assim sentirá dores e vou ter que te fazer uma massagem, minha esposa...

- Não precisa se preocupar com isso, meu querido marido. Eu ficarei bem. - ela diz em um tom sarcástico.

- Seu sarcasmo me excita tanto. - Ele sorri deslizando a ponta dos dedos circulando a nuca dela.

Genevieve o olhou com a boca ligeiramente aberta.

- Certas coisas não precisam ser ditas, Vossa Majestade.

- Concordo minha amada. É preferível demonstra-las. - Disse sorrindo de lado voltando a sussurrar no ouvido da esposa - A propósito, mal posso esperar por nossa noite de núpcias... Irei mostrar-te em atos exatamente o sinto por você.

- Rei Henri... Devo lhe dizer que estás bastante enganado ao achar que terá algo de mim que não seja ignorar o fato de que existes. - ela deu um meio sorriso. - Esse casamento aconteceu apenas porque tinha algo para chantagear meu reino, ou seja, é por conveniência e eu não tenho que fazer nada com o senhor.

- Engana-se ao pensar assim, minha doce esposa. - ele riu pra ela - Há várias maneiras de resolver problemas e felizmente, tudo deu certo como deveria ser. Mas não vamos falar disso agora, quero aproveitar esse momento e vou fazê-lo sem demora... - Henri disse tomando os lábios da esposa com posse e paixão.

Continua...
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