sábado, 3 de maio de 2014

Royals Love_Capítulo 02


Capítulo 2

No reino de Modrieva os empregados estavam espalhados por toda parte. Tudo estava perfeitamente arranjado para a coroação de Henri. Em seu quarto ele olhava pela janela a extensão daquele lugar. O vale seguia verde até perder de vista. Ele suspira sentindo o peso da responsabilidade em seus ombros. Sentia que dali em diante sua vida não seria mais a mesma e sua fama de bom vivã estava com os dias contados. Voltando o olhar para seu aposento sentiu-se sufocado e decidiu caminhar um pouco.

Nos seus aposentos Virginie começava a colocar as roupas que vestiram na festa. Escolheu um vestido completamente preto e jóias escuras. Seus longos cabelos negros foram presos num belo adereço feminino digno apenas da realeza. As criadas apertam o espartilho cingindo os rins da moça até superficialmente prender o ar dos pulmões. Isto era um costume normal, entre as mulheres nobres. Quando mais apertado o espartilho mais acinturada e atraente era a donzela.

- Já chega. Estou me sentindo tonta! - Virginie reclama com a criada.

- Me perdoe majestade, mas achei que quisesse...

- Não quero ficar atraente, Carlota! Se pudesse estaria morta com meus pais a esta hora.

- Não diga isso majestade... - murmurou a criada - A senhora é tão bela e cheia de vida. Logo encontrará alguém que trará felicidade ao seu coração.

Virginie revira os olhos e com peso solta o ar dos pulmões.

- Quero ficar sozinha Carlota. Por favor. - ordenou.

- Sim majestade. - Carlota responde e sai dali com as outras empregadas.

A jovem princesa põe a mão no estômago sentindo o choro brotar. Novamente se encontra melancólica. Virginie entrou em estado depressivo desde a morte dos pais. Sua mãe era tudo pra ela. Seu porto seguro. O pai mesmo sendo tão severo lhe fazia falta. Perdê-los tão precocemente fez com ela desistisse de ser feliz. Olhando seu reflexo no espelho viu apenas um vulto sombrio da garota que um dia sorriu.

Com a baixa estima e a fama do seu reino, as pessoas a apelidaram de princesa negra. Voltando-se para si Virginie se deu conta que o irmão a olhava a certa distância quando se virou na direção da porta do quarto.

- Silencioso como uma raposa, meu irmão... - Ela disse limpando as lágrimas do rosto.

- Preto novamente, Virginie? - ele balança a cabeça negativamente - Esqueceu que hoje serei nomeado rei?

- Não esqueci meu irmão, e estou feliz por você, mas não estou com animo de festa... - Murmurou.

Ele se aproxima ficando atrás dela. Os dois estão diante do espelho.

- Troque o vestido, nossos súditos não podem vê-la tão depressiva. - disse sério.

- Henri... Eu não preciso me trocar. Usarei o que está vendo. - ela rebate no mesmo tom.

- Virginie, não estou negociando com você... - Disse firme - Troque o vestido e quando descer quero ver um sorriso nesse rosto, entendeu?

Ela fecha a cara e respira fundo sem dizer uma palavra. Seu maxilar trava por ter que receber ordens tão inúteis.

- Ótimo! Estarei esperando por você no salão. Preciso fiscalizar os serviçais. Até breve, irmãzinha. - ele repousa um beijo leve no rosto dela e sai do quarto.

Virginie chama alto por Carlota apenas para terminar de se arrumar. Nessa noite ela não ia obedecer ao irmão. Mesmo que depois tivesse que enfrenta-lo.

[ Princesa Virginie, irmã de Alexander Henri ]

A Rainha Elizabeth Blanchard Bellemare terminava de se arrumar, olhando ao longe toda Modrieva. Havia viajado junto a seu marido e filhos para a coroação de Alexander Henri como novo Rei daquele país tão rico. Antes de dispensar sua serviçal, pediu para que chamasse Genevieve. Precisava convencer a filha a ir à festa antes que o assunto caísse nos ouvidos de seu marido. Minutos depois, Genevieve apareceu no quarto, fechando a porta atrás de si.

- Chamou, minha mãe? - perguntou.

Elizabeth apontou para a cama e Genevieve se sentou, olhando para a mãe com atenção.

- Sim minha filha, preciso que se levante agora mesmo e vá se vestir. Vamos a coração de Alexander.

- A senhora, meu pai e mais meu irmão podem ir, minha mãe. Mas eu me recuso a ir à esse baile, coroação ou o que seja. Tudo o que ouvi desse futuro Rei me desagradou muitíssimo. Não quero participar desse circo. - ela disse, cruzando os braços.

- Genevieve, não temos tempo para dramas infantis. Seu pai quer que vá, então você vai. - ordenou. - Vamos, depressa.

- Por que minha presença é tão importante, minha mãe? Tenho certeza que serei apenas mais uma na multidão, simplesmente não darão por minha falta. - ela revirou os olhos.

- Por causa da realeza em teu sangue e o nome que carrega. Todos os nobres estarão lá e você também estará. Nadia.... Nadia.... - Ela grita até a criada entrar esbaforida no quarto.

- Sim majestade.

- Ajude Genevieve a se arrumar com o mais belo vestido. Vamos encontrar o rei!

- Sim majestade. - a criada respondeu com reverência começando a mexer nas roupas da moça.

Genevieve suspirou com força, mostrando o quanto estava contrariada com aquela situação. Falava com todos do seu reino, desde o povo mais rico ao mais pobre e tudo o que ouvira sobre o tal Alexander Henri havia a deixado bastante desgostosa sobre ele. Todos falavam que ele era o tipo de pessoa que humilhava alguém de classe inferior e isso era algo que Genevieve desaprovava profundamente. Não tinha realmente a mínima vontade de comparecer àquela coroação, mas no momento ela não tinha muito que fazer a não ser acatar as ordens da mãe e do pai.

O salão estava repleto de convidados. Somente nobres, chefes de estado e realezas dos arredores receberam os convites. Henri estava ansioso pra receber a coroa, assim poderia governar plenamente Modrieva.e coloca-la no eixo da mesma maneira que seu pai fazia.

O conselheiro mais velho do reino não tarda a chamar a atenção de todos para o grande momento. Henri se põe a frente dele pra ouvir toda a leitura do documento de compromisso e fidelidade ao povo. Atento o jovem responde positivamente aos juramentos. Logo foi permitido que se ajoelha-se para receber a coroa. Com mais belas palavras Alexander Henri Tussaud era o mais novo rei de Modrieva. Lentamente se levantando virando o corpo na direção dos presentes para ser ovacionado com calorosas salvas de palmas e muitos sorrisos. Ele discretamente assentia com a cabeça para agradecer a saudação dele. Em seguida, sentou-se no trono ao lado de sua irmã para apreciar a festa que iniciava diante deles.

Do outro lado do salão estava a realeza de Vernay. A princesa Genevieve e seu irmão tomavam uma bebida enquanto conversavam.

- Por que tens esta expressão minha irmã? Estamos numa festa, alegre-se! - ele diz com um sorriso sarcástico.

- Alegrar-me? - ela riu sem humor. - Com que? Olhe para esse povo, meu irmão... A falsidade exalada aqui está me dando náuseas. Sabe o que eu gostaria de está fazendo agora? - ele arqueou uma sobrancelha, indagando-a a continuar - Preferia está em uma das festas de Joanna, no meio daquele povo dançante e divertido... As festas ao qual vou escondida de nossos pais. - ela sorriu.

- Você e esses peregrinos... - ele balançou a cabeça - Não sei o que dizer, uma hora vai acabar sendo pega, Genevieve. Minhas desculpas estão ficando gastas. - Richard bebe mais um gole de vinho e seus olhos param na princesa Virginie. - Sabe, embora os peregrinos sejam divertidos, prefiro a realeza, irmãzinha... - Ele sorri de lado.

Genevieve olhou pro irmão e sorriu de lado.

- Estás de olho na tal princesa negra, meu irmão? Cuidado... O irmão dela é capaz de lhe capar completamente, pelo menos, é o que as más línguas dizem... - ela riu, tomando um gole de seu suco.

Richard riu.

- Até parece que encostam a mão em mim tão facilmente. Sou cavaleiro desde a infância. Antes que se aproxime de mim o rei estaria com belos cortes em sua fuça real. E você observou bem, estou interessado na princesa negra. Esse mistério que transmite... Me deixa maluco.

- Você és louco, meu irmão... Eu gosto de festa da classe inferior e você gosta da princesa do reino inimigo... - ela balançou a cabeça e riu. - Ainda bem que somos muito amigos e guardamos bem os segredos um do outro. E só pra constar... Não vou muito com a cara dessa tal Virgiene. Sei que perdeu os pais e sinto muito por ela, mas ela não dá um sorriso, olha à todos como se nada fossem. Provavelmente deve ser tão esnobe quanto o irmão.

- Perdoe-me Genevieve, mas você ir com a cara de alguém é raro. - ele riu - Eu a conheço para dizer isso, mas será que não está sendo precipitada, minha irmã? Talvez a princesa negra só precise de amor... E com certeza isso vai ser um prazer para mim poder oferecer isso a ela. - Disse sorrindo. - E depois de ganha-la, talvez eu lhe arranje um encontro com a majestade real. - Provocou.

Genevieve o olhou raivosa.

- Por Deus, Richard! Eu quero manter distância desse homem, Deus me livre e guarde. Olhe pra ele, é ainda pior do que ela. - ela revirou os olhos, contrariada. - E quanto a você, espero que saiba o que está fazendo. Virginie não é como as moças com quem você costuma sair... Com certeza ela deve ser bem inalcançável e dura, a julgar por sua expressão.

Ele gargalhou e deu mais um gole no vinho.

- Esta certo, uma coisa de cada vez. Certamente, ela é a diferença que preciso. Estou farto que mulheres fáceis, minha irmã. Quero a princesa negra pra mim!.

Genevieve olhou para seu irmão e sorriu. Ela sabia que, assim como ela, quando ele colocava algo na cabeça, dificilmente alguém conseguia tirar.

- Então.... Boa sorte com a princesa anti-pática, quer dizer... Com a princesa negra. - ela disse, batendo sua taça de leve na taça dele.

A festa seguia animada. Quando era oportuno, Henri e sua irmã saíram do trono começando a circular entre os nobres. Virginie mantinha o semblante enigmático e pouco falava. Algumas moças ricas a olhavam de longe fazendo comentários aos sussurros e riam. Farta daquilo Virginie vai até o grupo perguntando como estava divertida a festa. As jovens se calam imediatamente.

- Se é sobre mim que falam, continuem. É agradável saber o quanto zombam de quem as sustenta. - disse ríspida. – Aliás, lembrem-se disto quando continuarem a rir em minhas costas. - Dizem isso, ela sai de cabeça erguida.

Com passos duros Virginie caminhou até a varanda para tomar um pouco de ar. Richard observava cada passo dela, e a seguiu. Vendo a princesa de costas tomou coragem, e se aproximou:

- Com licença... - ele pediu, parando ao lado dela, pegou em sua mão e deu um beijo cálido. - Prazer, meu nome é Richard Blanchard Bellemare. Príncipe de Vernay.

- Encantada. – Disse fazendo reverência – Sou Virginie Louise Oleander Tussaud. Princesa de Modrieva, irmã do rei Alexandre Henri. - Responde sem sorrir.

- Devo confessar, princesa Virginie, que apesar de estar muito quieta a senhorita é o centro da festa. - ele disse, sorrindo um pouco. - Não quero ser ousado ou algo do tipo, mas de todas as moças da festa, a princesa é mais linda. Estou encantado com tamanha beleza.

- Obrigada pela corte, príncipe Richard, mas imagino que há pretendentes melhores e mais divertida no salão. - Disse olhando pra ele. - Perdoe-me, não estou para climas de festa. - Falou baixo voltando seu olhar para o jardim iluminado por tochas de madeira.

- Creio que está errada, princesa Virginie. Só saberei se és uma boa companhia se me permitir ficar.

Ela balança a cabeça.

- Você é corajoso ou tolo... Quem gostaria de ficar ao lado da princesa negra? - Ela murmura com amargura - As pessoas acham que não sei o que elas pensam. - ela suspira - Eu sempre sei. Vejo nos olhos delas quando me observam...

- Acho que não enxerga completamente, princesa... - ele disse, olhando diretamente pra ela. - Desculpe-me dizer, mas não me observou direito. Em meus olhos só há admiração. E quero ficar ao seu lado porque enxerguei na senhorita uma moça bela e pura, que precisa de mais companhias.

Virginie o encarou sem ter o que dizer, pois que o acabara de ouvir era verdade. Seu olhar desarma e lentamente a ruga em sua testa se desfaz.

- Está bem príncipe Richard... Pode ficar. - Ela disse mais tranquila.

- Obrigado. - ele sorriu e fez uma reverência de leve. - Por que não começa a me contar um pouco sobre você?

- Sobre mim? – ela solta um breve sorriso sarcástico - Conhecer-me vai fazer com que fuja a galope para longe de mim. - Ela sorri contida.

- Só saberemos se você começar, princesa... Mas já aviso que não sou o tipo de homem que foge por qualquer coisa. - ele diz, incisivo.

- De certo é um cavaleiro, presumo... - disse ao olha-lo por inteiro.

- Com certeza. - ele disse, sorrindo pra ela. - Não só cavaleiro, princesa, como também comandante de tropa em meu reino. Toda a cavalaria é comanda por mim.

Virginie mantém o sorriso enigmático.

- Em Modrieva também temos um bom exército. Meu irmão faz questão treinar com eles e às vezes, costumo participar. Gosto do poder que uma boa espada pode transmitir.

- Está querendo dizer que sabes lutar, princesa?

- Sei lutar e já duelei também. Claro que não me considero uma amazona, porém, estou me esforçando para ser. - ela disse orgulhosa.

- Confesso que estou surpreso. À primeira vista a senhorita me parece uma moça frágil, mas vejo que é completamente diferente. - ele sorri. - Estou ainda mais encantado, por que... É realmente muito difícil encontrar moças que não se interessem apenas por moda e maquiagem. És realmente diferente, princesa Virginie e eu aprecio isso. Parabéns.

- Obrigada príncipe Richard, sabia que também encanta a maneira como me vê. Geralmente, sou vistas como aberração pela classe masculina. Eles querem mulheres que vivam apenas para satisfazer o seu bel prazer. Não gosto disso. Penso que deve haver igualdade entre nós. Mulheres não são seres inferiores. Somos fortes e podemos provar, basta haver a chance. - Ela sorri pela primeira vez.

- Penso da mesma forma. - ele diz, assentindo. - Minha irmã mais nova tem a mesma linha de pensamento do que você, então, não tive como crescer pensando de maneira diferente e na verdade, não quero pensar de outra maneira. Creio que nós, homens e mulheres, temos de ter direitos e deveres iguais. A senhorita, por exemplo, sabe manejar uma espada como uma guerreira, mas tenho certeza que também sabe manejar um pincel com uma leveza incrível. Isso é fascinante, a maneira como somos capazes de fazer várias coisas e ainda assim sermos quem somos. - ele diz, traduzindo um sentimento profundo nas entrelinhas.

- Entendo e concordo com o que diz, com exceção da destreza em pintura. Mal consigo pintar uma maçã... - Disse rindo tímida. - Vejo que tens a mente aberta. Gosta de artes, príncipe Richard?

- Sim, sou um total apaixonado por arte e literatura. Um homem não tem de ser feito apenas de força e poder, creio que um homem de verdade tem de ter, acima de tudo, conhecimento. Tem de aprender apreciar uma verdadeira arte e entender o que muitos autores quer dizer em suas linhas. Ampliar os horizontes é um dos meus maiores lemas.

- De fato somos pessoas surpreendentes, príncipe Richard. - Sorriu.

- Somos e combinamos bastante, princesa Virginie. - ele sorriu e a olhou. - Estou curioso para vê-la como uma espada na mão... Estou pensando se podemos nos encontrar algum dia, para um duelo... O que acha?

- Acho uma boa ideia, príncipe Richard. Só não sei como faremos isso... Não costumo sair com frequência do castelo. - ela encolheu os ombros, tímida.

- Não costuma ou não pode sair?

- Não posso... - Murmurou triste.

[ Príncipe Richard, irmão de Genevieve ]

Richard sorriu de lado.

- Minha irmã também não pode... Mas isso não a impede de sair. - disse, sabendo que aquilo aguçaria a curiosidade da moça.

- A sua irmã consegue sair? Como? - Virginie pergunta muito interessada.

- Bem, somos confidentes... Então ás vezes eu dou uma desculpa por ela, mas como sei que você não tem que interceda por ti, sugiro que saia a noite... Quando todos estiverem dormindo. - ele diz. - Eu posso vir encontrá-la se quiser.

Virginie riu encantada com a coragem do jovem príncipe. Seu modo diferente de ver a vida chamou sua atenção.

- Sua perspicácia é admirável, Príncipe Richard. A ideia é boa e acho que posso com isso. - ela assente sorrindo. - Quando podemos ir?

- Eu ficarei em sua cidade até depois de amanhã... Pode ser amanhã à noite?

- Não quero ser mal vista, mas amanhã será mais difícil. Toda a guarda vai estar aqui para uma assembleia com meu irmão. - Disse ela. - Podemos ir... Hoje? - murmurou tímida.

Richard sorriu de leve. A princesa era ainda mais corajosa do que ele pensava.

- Claro. Agora?

- Se não for aventura demais... Por que não? - Ela sorriu.

- Por que não? - ele riu e ergueu o braço pra ela, para que pudesse entrelaçar ao dele. - Por onde temos de ir, princesa?

Virginie enlaçou seu braço no dele, sorrindo.

- Podemos ir pela sala de armas. Lá tem uma saída para o jardim e há essa hora está vazia.

- Tudo bem. Sou como um cego aqui, princesa... Terá de me guiar.

- Certamente, vou guia-lo. - Logo se ouviu música. O baile estava sendo iniciado. - Venha... Já começaram o baile. Temos que aproveitar.

Richard assentiu seguindo a orientação de Virginie. Eles saem discretamente passando as margens da multidão. Caminham por um longo corredor até chegar a porta da sala de armas. Virginie vê a porta destrancada e passa com Richard por ela. Ela sabia que não era certo, mas por que não fazer? Sua vida estava sendo desperdiçada naquele castelo. Embora os treinos de espada tenham ajudado, a depressão tinha tomado suas forças tempo demais. Estava na hora de fazer uma mudança. E Richard talvez seja o escolhido para essa missão.

A princesa aponta a outra porta que dava para o jardim. Richard assente abrindo-a. Com cuidado olhou se tinha guardas do outro lado. Quando se certificou que não tinha ninguém, chamou a princesa e os dois saíram quietinhos para um lugar que só ele conhecia.

Continua...

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