quarta-feira, 7 de maio de 2014

Royals Love_Capítulo 03



Capítulo 3 

No salão Henri conversava com alguns nobres quando a música do baile começa a tocar. Seus olhos imediatamente procuraram por Genevieve, a linda princesa que não sai do seu pensamento desde que a viu pela primeira vez, pela rua falando com uma peregrina. Essa ideia de igualdade o incomodava, mas logo que a princesa estivesse em seus poderes isso ia mudar.

Quando sua vista a alcançou entre os convidados , pediu licença e foi de encontro a ela. Genevieve conversava com mais duas moças quando o rei chegou perto delas.

- Boa noite senhoritas. - Disse a todas e se virou para Genevieve. - Será que a linda princesa me daria a honra desta dança? - Falou num tom galanteador.

Genevieve o olhou, observando as duas outras moças suspirarem ao vê o Rei tão de perto. Guardando uma resposta mal educada, ela sorriu de leve e se virou para as duas.

- Alguma das senhoritas daria a honra dessa dança ao Rei?

Henri não podia acreditar naquilo. Ela tinha dado um fora nele? ninguém nunca deu um fora nele. Aquela carinha de anjo sabia esconder a diabinha que saiu por seus lábios, mas ele não se mostraria fraco pra uma mulher. Isso jamais!

- Acho que a senhorita não escutou bem. Com o perdão das moças presentes, o convite foi feito a senhorita mesmo, Princesa Genevieve... Vais me negar uma simples dança?

Os olhos das moças arregalam percebendo o clima pesar entre rei e princesa.

- Ah... Perdoe-me, Vossa Majestade, o senhor não tinha citado nomes. - ela sorriu de leve. - Mas creio que não seja de bom tom uma moça solteira dançar com um homem para todos verem... Me desculpe, mas não posso aceitar.

Ele sorriu de lado. Henri olhou para as moças junto a Genevieve dizendo: 

- Com licença senhoritas, mas precisamos de privacidade. As moças olham para a princesa e saem cheias de inveja contida.

O rei volta a atenção para a sua linda princesa.

- Pronto, podemos conversar à vontade. - ele sorriu - Continuando... Não sou qualquer um, cara donzela... Qualquer moça neste salão daria um braço para ter a oportunidade que estou lhe dando.. Porém, nenhuma me agrada como a senhorita. - Sorriu de leve.

Genevieve olhou discretamente ao redor, vendo que a maioria das pessoas estavam realmente os observando. Alexander era a estrela da noite e onde quer que ele estivesse, era óbvio que iria chamar a atenção.

- Tudo bem. - ela murmura, deixando bem claro que estava contrariada

Henri dá o braço pra ela entrelaçar o seu. Genevieve revirou os olhos saindo com ele daí até a biblioteca.

Quando se encontram sozinho o rei continua a conversa:

- É impressionante que uma princesa tão bela não aceite uma dança comigo. - disse olhando pra ela - Por que me negas?

- Porque não sou como as outras mulheres com quem deve estar acostumado a se relacionar, Rei Alexander. Sua posição social não me impede de negar uma dança ao senhor.

- Não é necessário discutir sobre, o que digo é Lei, frágil donzela.

- Vossa majestade me arranca boas risadas... Está um tanto tarde pra fazer piadas, não acha?

- Não acho. Definitivamente sou péssimo em fazer gracinhas, principalmente neste horário. Quando a noite se faz presente prefiro outros sons à risadas e arroubos desnecessários. Deveria saber disso, donzela, já que está prestes a pertencer a mim por completo.

- Desculpe-me, mas creio que Vossa Majestade está um tanto quanto equivocada ao pensar que serei sua com tanta rapidez. Deveria medir um pouco sua audácia, meu senhor. Até conseguir provar pra mim que é digno de me receber como sua, terá o tratamento que merece: apenas o respeito que uma cidadã tem que ter por seu Rei. Nada mais do que isso

- Em primeiro lugar, além do respeito cada cidadão deve obediência absoluta ao Rei. Segundo, minha audácia nada tem a ver com maltratar pessoas, se é o que pensas. Ao contrário, acredito que ser audacioso atrai pessoas, sobre tudo donzelas tão independentes como a senhorita. - Falou sorrindo de lado. - E finalizando, não seja tola como as outras e sinta-se privilegiada, minha cara. Desfrutaras da companhia do Rei, isto deve deixa-la satisfeita.

- Realmente deve ser incrível ficar ao lado de uma pessoa tão carismática como o senhor. Creio que seria uma falta de respeito fazer o contrário. - ela murmura, com sarcasmo.

- Seu linguajar é afiado como a espada que carrego na bainha, senhorita. - ele ri - Se usasse calças compridas poderíamos resolver este empecilho num duelo, mas como és uma donzela farei melhor... - Ele se aproxima a pegando pela cintura. Encostou na parede com os rostos bem próximos - E agora, my lady, vais continuar sendo tão implicante com o seu senhor?

Genevieve levantou o rosto e o olhou com o nariz empinado.

- Vossa Majestade, desculpe-me perguntar, mas sua mãe e seus educadores não lhe ensinaram que é falta de modos atacar uma mulher solteira e indefesa?

- Agora falas como uma incapaz.. - ele ri - Surpreendente! Outrora estavas cheia de poderes, e no dado momento queres que eu a liberte. - Henri desliza dois dedos sobre a lateral do rosto da princesa - Creio que seu pedido não poderá ser cumprido, minha cara, o seu Rei precisa ensinar-lhe boas maneiras.

- Pode ficar tranquilo quanto as minhas boas maneiras, Vossa Majestade. Minha mãe fez questão de mostrar como devo me portar em cada situação. Sinto em lhe dizer, mas não cabe ao senhor a incumbência de me ensinar algo. - ela diz, sem se mostrar abalada.

- Ótimo ouvi-la dizer isso, assim me poupa de discursos intermináveis. Lady Genevieve... Tens consciência que seu nome é como um sussurro quente em noite fria? - Ele disse apertando a cintura dela com as mãos. - És muito bela para ficar sozinha por aí... Pode ser perigoso. - Murmurou com o hálito limpo e caloroso.

- Sei que é perigoso, Vossa Majestade. Por isso, onde quer que eu vá, meu pai faz questão de que seus subordinados me acompanhem. Preso sua preocupação, mas a mesma é totalmente desnecessária.

- A donzela não entendeu o que quis dizer. Terei de mostrar com ações, se me permite.... - Henri sorria de lado, tentando seduzi-la.

- Prefiro que seja objetivo e fale, vossa majestade.

- Como quiser, my lady.... - Henri cola os lábios no ouvido dela e sussurra  - Seu Rei deseja beijar os lábios desta donzela implicante de beleza encantadora.

Genevieve repreende um suspiro, mordendo o lábio inferior.

- Meu Rei não é meu marido... Então não pode exigir algo assim. - ela murmura

- Mas não estou pedindo vossa mão, minha cara, quero apenas saber que gosto tem seus lábios e me deliciar com eles. - Ele disse encostando seu corpo no dela. - Devo lembra-la que Sou o Rei destas terras, jovem Genevieve.

- Disse muito bem, vossa majestade: És Rei destas terras, não meu dono. O senhor manda nelas e não em mim, que ao menos moro no seu reino. - ela diz, olhando pra ele com audácia. - Procure uma de suas súditas e beije a elas.

- Já o fiz, minha cara, e de antemão confesso que nenhuma delas me atrai. São fáceis e fazem o que mando, sempre. As concubinas estão em declínio. Eu a quero agora, Genevieve, isto é uma ordem real. - Disse rouco e autoritário

- Não tenho culpa se estás insatisfeito com as mulheres de seu reino, vossa majestade. Mas não mandas em mim e quero deixar bem claro que jamais mandará. - ela tenta passar, mas ele a prende mais na parede. - Se puder sair de minha frente, eu agradeceria.

- Novamente terei que repetir, óh céus! A jovem donzela lava bem os ouvidos quando se banha? - ele franziu a testa, mas logo riu de lado.

- Creio que minha higiene não seja da sua conta, vossa excelência, assim como toda a minha vida! - ela diz, irritada

- Não sinta ira, minha cara. Sua frustração vai se dar por encerrada apartir de agora....

Com posse o Rei Henri tomou os lábios da princesa. Relutante, ela se mexe para escapar dele, mas não consegue. Os braços fortes da majestade a aprisionando contra a parede. O beijo se dava intenso e violento, mas depois que o rei usou a língua para prova-la melhor, a jovem começou a se desarmar. Aos poucos houve retribuição da para dela. Henri desliza a mão pela coxa dela puxando o vestido para tocar sua pele branca. Ao fazer isso levou um empurrão da princesa.

- Nunca mais ouse tocar em mim, Rei Alexander! Não me confunda com uma das mulheres fúteis com quem já ficou um dia, pois estou muito longe de ser uma delas! Eu fui clara? - ela pergunta, limpando os lábios no final

- Jamais eu a confundiria com outras mulheres. Você é única! Quanto a toca-la isso é só uma questão de tempo. Em breve estarás em minha cama fazendo o que eu quero... Obedecendo ao seu rei. - Ele disse passando o dedo no canto dos lábios.

- O senhor é tão prepotente! O que o faz pensar que eu me deitarei com o senhor? Confesso que estou bastante curiosa para saber o motivo de seus devaneios.

- Garanto que não são devaneios que farão a senhorita se deitar comigo, pelo contrário, os motivos são reais, porém não lhe competem saber. Não ainda. - Ele disse - É deveras curioso a donzela repelir o beijo que lhe dei e ainda permanecer aqui... - Ele cruza os braços sorrindo - Acaso desejas outro privilégio do vosso rei?

Genevieve o olhou de cima a baixo, recusando-se a cair naquele joguinho idiota ao qual o rei estava fazendo. Respirando fundo, ela deu dois passos para se retirar da biblioteca:

- Passar bem, vossa majestade. - ela murmura e sai, batendo a porta atrás de si.

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Enquanto isso, no jardim, barulhos de espadas se chocando era audível. A princesa Virginie e o príncipe Richard "lutavam" em meio a risadas e provocações. Quando cansaram, Virginie se sentou no banco e Richard a acompanhou.

- Devo confessar... Achei uma adversária a minha altura, princesa Virginie! - ele riu.
Creio que encontrei o mesmo, príncipe Richard. - Sorriu olhando pra ele - Obrigada por me tirar de lá... Minha realeza, às vezes é um fardo. - Falou tímida.

- De nada, senhorita. A minha também é, apesar de eu ser homem e ter mais liberdade, tem horas que simplesmente da vontade de jogar tudo pro ar. - ele suspirou e logo depois sorriu. - É sempre bom ter um pouco de diversão. Podemos fazer isso mais vezes.

- Eu adoraria. Podemos marcar outros duelos. Prometo deixar você ganhar na próxima. - Ela sorriu divertida e relaxada.

- Eu deixei você ganhar, princesa! - ele riu e tirou o relógio no pequeno bolso em sua roupa. - Sinto muito em decepcionar, mas creio que já está na hora de entregar a princesa à realeza.

- Está bem... Vamos. - Ela suspira abaixando a cabeça para esconder a feição triste.

- Oh, não fique triste, querida Virginie... Prometo que logo, logo estaremos juntos novamente. - ele sorriu e beijou a mão dela carinhosamente.

Sorrindo, Virginie voltou a enlaçar seu braço ao de Richard, voltando para festa.

Genevieve voltou pra festa com cara de poucos amigos. Se antes já não gostava de Alexander, agora sua antipatia aumentara. Quem ele pensava que era para fazer aquilo? Beijá-la de surpresa, como se fosse uma das mulheres com a qual estava acostumado a lidar? E o pior... Ela gostou do beijo. No fundo, gostou, mas transformou isso em ódio. Ainda bem que nunca mais veria o tal Rei na sua frente.

O rei voltou ao seu trono com um sorriso no rosto e fazia questão de trocar olhares com Genevieve, que, ao seu ver, ficava linda com aquela cara de irritada. Virginie também voltou ao seu trono, mas agora o seu humor estava bem melhor. Ao ser perguntada pelo irmão onde estava, ela inventou uma desculpa dizendo que tinha ido ao toalete.

Assim como o irmão, Virginie trocou vários olhares com Richard durante toda a noite e no fim da festa, se despediram formalmente. Quando os principais convidados tinham ido embora, ela pediu licença e foi para o seu quarto, deitando com um sorriso no rosto pela primeira vez em muito tempo.

Continua ...

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