quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Cap21_Green Light [+18]


Capítulo 21

Três meses depois...

Com toda a confusão devidamente esclarecida, uma nova etapa começou na vida do quarteto. Ao contrário do que pensavam, arrumar um emprego estava realmente difícil. Não por não serem bons, mas por não ter mercado de trabalho na área em que eles eram especializados. Por um momento, pensaram em voltar com a corrida. Mas eles sabiam o quanto aquilo gastava dinheiro e não poderiam se dar ao luxo de gastar o que tinham no banco.

Vendo que a situação dos rapazes estava apertada, Rose conversou com Mabelle e juntas, começaram a fazer um doce bastante conhecido pelos franceses. Os Macarrons era uma ideia para conseguirem um dinheiro extra no final do mês. Quando contaram isso aos homens, eles imediatamente disseram não, mas as meninas estavam decididas a ajudarem em algo e assim fariam. Gregory continuou a bater o pé e a dizer que não, principalmente porque Mabelle estava grávida de quatro meses e ele não queria que ela de cansasse e se preocupasse com nada, mas sendo tão teimosa quanto ele, Mabelle não desistiu da ideia da amiga.

Por fim, elas começaram a fazer os doces e por ser algo "novo" ao paladar dos americanos, logo conquistaram clientes. Realmente o dinheiro que estava entrando agora fazia uma grande diferença. Sobre a gravidez de Mabelle, assim que souberam, os pais dela imediatamente a mandaram voltar para França, mas o que estava feito, estava feito e era claro que Gregory jamais deixaria sua mulher ir embora com o seu bebê na barriga. Depois de muita conversa, ele conseguiu convencer aos sogros de que tudo deveria permanecer como estava.

A empresa de automotiva, Rowsen Motors, estava pondo todas as suas ações a venda. Quando a notícia estampou a capa dos maiores jornais dos Estados Unidos, Gregory e Leonardo não puderam acreditar. Aquela empresa tinha um renome internacional, está sendo colocada a venda daquela maneira era algo realmente chocante. Os dois logo pensaram que poderiam fazer daquela empresa, algo muito maior do que já tinha sido e era. Mas como poderiam comprar ações se não tinham dinheiro? Mesmo junta do tudo o que tinham, jamais teriam grana o suficiente para comprar as ações de uma empresa tão grande e se realmente a quisesse, tinham que correr contra o tempo. O leilão das ações aconteceria no mês seguinte. Tinham exatamente 28 dias para começarem a correr atrás do dinheiro e ao menos sabiam por onde começar.

- Pedir dinheiro ao meu pai está fora de cogitação. Depois de tudo o que aconteceu com a corrida, ele mal fala comigo... - Leonardo disse, abraçando a cintura da namorada.

Era uma sexta-feira a noite e estavam os quatros reunidos na sala, tentando encontrar uma solução para tudo aquilo. Gregory disse:

- Eu me recuso a pedir alguma coisa pro meu pai. Depois ele vai jogar na minha cara que não sei fazer nada sozinho. - ele disse cruzando os braços enquanto estava deitado com a cabeça no colo de Mabelle enquanto recebia seus carinhos.

- Eu poderia pedir alguma ajuda ao meu pai... O que acha, Greg? - Mabelle perguntou, olhando pra ele.

- Não amor, imagina! Seus pais já nos ajudam muito. Não quero envolver eles em nossos negócios. Vamos dar um jeito não se preocupe.. - ele disse e virou dando um beijo na barriga gradinha dela.

- Essa semana eu falei com a mamãe e comentei alguma coisa com ela... - Rose falou. - Ela disse que pode nos ajudar sem que o papai saiba.

- Porra Rose por que você fez isso? - Gregory reclama emburrado - Ela vai ficar de cabeça quente e não vai poder fazer muito. Você sabe que ela faz tudo o que o papai manda.
- Greg, não fala assim! A mamãe disse que dá o jeito dela e outra, depois que saímos de casa as coisas mudaram por lá. Você devia ligar pra ela de vez em quando né... - Rose fala firme.
Ele revira os olhos, e bufa:

- Eu falo isso pra ele, Rose, mas ele me escuta? - Mabelle revirou os olhos.

Ele revira os olhos, e bufa:

- Você dois são perfeitinhos um pro outro... Até pra me pressionar combinam, você está vendo né mon cher? Depois eu sou o vilão da história. - Gregory diz apelando pra namorada

- Mas eles estão certos, mon ange. Você está brigado com o seu pai e não com a sua mãe, deveria procura-la mais vezes. - ela diz, sorrindo docemente pra ele e olhando de relance para a TV. O filme "Jogo de Amor em Las Vegas" estava passando. Os personagens apostavam totalmente bêbados em uma das máquinas do cassino. Uma ideia louca surgiu na mente de Mabelle, enquanto ela os via ganhar na TV. - Quando vocês apostavam na época das corridas, costumavam a ganhar?

- Com certeza, eu sempre ganhava as apostas... Greg que era meio pé frio. - Leo disse, provocando o amigo.

- Na maior parte do tem sim amor, por que? - Greg disse olhando pra ela.

- Porque... Se vocês realmente forem bons, podem triplicar o que tem no banco, jogando em Las Vegas. É arriscado, obviamente, mas vocês já estão acostumados com isso, não é?

- Oh, isso é bem ousado, mas eu gostei. - Rose comenta. - O que vocês acham?

- Eu acho uma loucura... - Greg murmura.

- Eu acho uma ideia super foda. Lembro muito bem das minhas ultimas férias em Vegas. Voltei com o bolso tão cheio, que nem sabia com o que gastar... - Leonardo disse, rindo. - Serio, francesinha, eu gostei muito. E Greg, para de ser do contra, cara. Qual o problema?

- Isso são jogos de azar, Leo. Tenho de medo de voltarmos mais lisos do que fomos. - respondeu ele - Mas se todos estão de acordo, só me resta acatar, né?

- Ai la vem o drama! - Rose falou rindo - Vamos a Vegas e vemos se isso vai dar certo ou não. Só saberemos tentando, ué!

- E é só termos os pés no chão. Se perdemos da primeira vez viemos embora. E é claro, não vamos apostar tudo o que temos, vamos apostar parte do que temos. Se formos inteligentes e se a sorte estiver ao nosso lado... Voltaremos ricos, mon cher. - Mabelle sorriu pro namorado, enquanto acariciava o cabelo dele.

Gregory pensa alguns minutos e revirou os olhos.

- Certo.. Vocês me convenceram... Vamos a Vegas. - ela disse.

- Ah que demais! Vamos pra Vegas, amor. - Rose sorri e beija com um selinho o namorado.

- Sim, nós vamos baby! E nada de sair das minhas vistas... Vegas tem muitos homens... - ele para um pouco e logo depois continua. - Acho melhor deixarmos vocês aqui, não é Greg? Vegas não é lugar pra uma mulher inocente e muito menos uma mulher grávida.

- Concordo Leo. Nossas mulheres podem esperar por nós aqui, em casa elas estarão seguras. - Gregory completou.

- Ah ta bom... E vamos muito deixar vocês irem sozinhos pra Las Vegas. Nem pensar! - Mabelle disse, cruzando os braços

- Nem pensar mesmo! - Rose fala no mesmo tom - Se lá tem homens, tem o dobro de mulher pra ataca-los. Jamais vou deixar meu homem solto por aí, é ruim hein. - ela franze a testa e torce o lábio.

- Baby, pra que tanto ciúmes? Não vamos fazer nada demais, não é, Greg? - ele sorri de lado pro amigo entrar na brincadeira

- Claro. Vamos apenas jogar... Ganhar e voltar pra casa. - ele completa - Tá vendo, não a perigo algum nisso. Mon ange, pode até contar no relógio que estarei de volta antes que sinta saudade.

- É mesmo? Então vocês não se importariam se Rose e eu, durante esse tempo, fôssemos a França, não é mesmo? Meus pais estão me cobrando uma visita a muito tempo, tenho certeza que pagariam a nossa passagem com um sorriso no rosto. - ela diz, emburrada.

- Nem fodendo! - Gregory fala em sobressalto - Aquele almofadinha vai estar lá só esperando uma chance pra dar em cima da minha mulher. Na França você só pisa comigo do lado, mon cher.

- Então acho que... Vai ter que levar a sua namorada gravida para Las Vegas, mon petit. - ela sorriu, tocando no queixo dele. - Quando embarcamos?

- Isso é chantagem, Mabelle. - Leonardo disse e logo depois riu. - Não sei, por mim, podemos ir amanhã se quiserem.

- Então vamos fazer as malas pessoal. Não podemos perder tempo. - Rose fala animada.

Os três riram ada empolgação de Rose, mas também estavam animados. na manhã seguinte Gregory liga no aeroporto e se informa sobre o horário dos vooos para Las Vegas e se tinha vagas. A mulher informa que há vagas e o voo sairia as cinco da tarde. Sem perder tempo ele fez uma reserva prévia de quatro lugares. Mabelle e Rose arrumam as malas com a ajuda dos namorados e partem do apartamento com duas horas de antecedência temendo o trânsito até o aeroporto.

Era sábado e as ruas estavam congestionadas, como tinham previsto. Gastaram uma hora e dez minutos. Quando chegam, entram rapidamente se dirigindo ao balcão do checking. A moça pede os passaportes e documentos pessoais. Minutos depois os quatro estão liberados para a sala de embarque. Ansiosos, mal viam a hora de chegar na cidade que nunca dorme.

Já era noite quando embarcaram na cidade dos jogos e luzes. Um táxi os levaram até o hotel onde tinham reservado os quartos. Como já estava tarde, iriam por os planos em prática no dia seguinte.


Não era muito cedo quando os casais despertam e pedem o café da manhã. Devido a toda correria que estavam tendo e o cansaço da viagem decidida de última hora, eles dormem até se sentirem saciados. Após se alimentarem bem. Greg liga no celular de Leo e pergunta se ele e sua irmã estavam afim de ver a cidade. Leo consulta a namorada, que aceita na hora. Confirmando o que iriam. eles para se encontrar no saguão em meia hora.

O dia estava agradável, com um sol típico de primavera. Os casais andaram juntos pelas lojas e as garotas logo acharam uma pequena loja de bebê. Foi impossível se conterem ao verem tanta variedade e quando foram encontrar os garotos em um barzinho próximo ali, chegaram cada uma com algumas sacolas. Dali, partiram para um restaurante simples, onde as mesas ficavam na calçada para poderem apreciar a vista.

O passeio estava sendo leve e bem divertido e os casais. Eles conheceram muitos lugares e viram muitos artistas de rua muito talentosos performando. Além de sósias de Elvis Presley e Marilin Monroe por toda a parte. Posaram com eles e tiraram muitas fotos. O mais legal foi a visita ao museu de cera. Nossa, Mabelle e Rose ficaram encantadas com as esculturas dignas e feitas muita perfeição. Obra de gênio, realmente. As que os meninos mais curtiram foram as estátuas de super heróis e logo tiraram muitas fotos com o homem de ferro. As garotas ficaram enlouquecidas com a seção de artistas musicais. Omg, as duas tiraram dezenas de fotos ao do Rei do Pop Michael Jackson. Nem os Gregory e Leonardo resistiram em fazer uma pose ao lado do rei.

Assim o passeio segue até as quatro da tarde, quando eles decidiram voltar para o hotel para descansar. A noite seria longa pra eles e a sorte se Deus permitir estaria do lado deles.
Às nove e meia da noite eles entraram em um dos cassinos mais conhecidos de Vegas. O lugar era grande e luxuoso, o cheiro de bebida e as vozes altas em meio a música tomava conta de todo o salão.

Logo um homem vestido de terno se aproximou deles, perguntando se precisavam de alguma ajuda. Disse que a caixa para fichas de jogos era a esquerda e que, infelizmente, as mesas de pôquer estariam ocupadas por uma hora. Gregory agradeceu as informações e disse que estavam apenas decidindo por onde iriam começar. Simpático, o homem disse que qualquer coisa era só procurar por ele.

- Pra começo de conversa, eu preciso beber alguma coisa. - Leo disse, olhando pra eles. - Vocês me acompanham?

- Claro. Preciso relaxar antes de esvaziar a banca. - Greg disse rindo.
- Ah eu também quero. - Rose falou - Acho que vou pedir margueritas.

- Ah, eu também quero! Mas meu bebê e eu vamos no suco mesmo... - Mabelle sorriu. - Pelo menos alguém tem que ficar sóbrio aqui.

- Ta certo francesinha. O bar é logo ali, assim a gente aproveita e decide por onde começamos. - Leo diz, pegando a mão da namorada.

- Eu pego um suco com você amiga.. Depois eu bebo. - Rose sorriu para Mabelle.
- Isso ai garotas... Bebidas é só pros marmanjos. - Greg brinca

- Isso mesmo, amor, porque você fica caidinha muito rápido.. E fica muito tarada quando esta desse jeito. Não quero ser atacado em público tão cedo. - Leo diz, prendendo o riso.

- Leo! - ela diz ficando vermelha feito pimenta. - Eu pensei que voce gostasse desse meu lado.. - ela sussurra so pra ele.

- Ah... Eu gosto muito, anjo. Mas é melhor deixar esse seu lado pra mais tarde. - ele se aproxima do ouvido dela e sussurra - Assim poderemos aproveitar muito mais.
Rose apenas sorriu e mordeu o lábio pra ele. Gregory e Mabelle seguiam logo atrás conversando.
- Se voce cansar é só dizer que voltamos para o hotel, certo? Não quero que minhas garotas fiquem exaustas por causa de jogos. - Ele diz atencioso.

- Sim, senhor Baker. Mas por enquanto nós estamos muito bem. - ela olhou pra ele e sorriu. - Você está muito sexy com esse terno... Logo mais vou ter que arrancar olho por olho de todas as mulheres desse salão.

Ele riu.

- Mas ja mon cher, nem chegamos ainda.. Deixe pro final, assim você pega todas de um vez. - ele brinca.

- Meus hormônios não estão instáveis, mon petit. Posso joga-los contra você a qualquer momento, ai terá que chupar dedo quando chegarmos ao nosso quarto. - ela piscou pra ele.

- Oh não amor, então vou ficar quietinho. Prometo. - ele disse e beijou o rosto dela. - Assim esta bom? - ele diz

- Que interesseiro! - ela deu um tapinha no braço dele - Só quer saber do meu corpo.. Acha isso certo? - ela riu

- Acho sim amor e voce só esta em alerta por causa do meu forte definido. -ele sorri de lado - Sabe, se aqui estivesse vazio eu faria amor com voce em cima de uma mesa dessas. - sussurrou apontando com o olhar para as mesas de poker.
- Gregory... Não faz isso comigo. - ela sussurrou, se contorcendo de leve.

Sorrindo ele disse.

- A minha gravidinha já ficou animada, que delicia, mon cher. Acho que vou deixar o Leonardo e a Rose jogarem e nós vamos resolver nossos desejos em outro lugar, hm? Greg chupou o lóbulo e o mordeu de leve.

- Sabe... Eu apoio essa sua decisão. - ela murmurou, suspirando no final.

- Ótimo meu bem, por que isso é só o começo. Piscou e sorriu a ela.

- Como assim... "só o começo"? - ela olhou pra ele.

- Logo você vai descobrir, mon cher, mas na hora certa. - ele disse terminando com um sorriso torto.

Dando um beijo no rosto dela Gregory não diz mais nada e se aproxima do balcão juntos a Leonardo e Rose. Pede as bebidas e esperam sua vez para usar uma daquelas mesas, que poderiam mudar suas vidas.


Meia hora depois, duas mesas foram liberadas. O mesmo rapaz que havia os atendido no começo da noite, os avisa quando uma nova rodada de "Blackjack" está para começar. Gregory é conduzido até a mesa próxima ao bar, enquanto Leonardo foi conduzido até a mesa do outro lado do cassino. Rose e Mabelle ficam próximas, mas não muito perto porque poderia atrapalhar a todos.

A banca pedia mil dólares como valor mínimo de aposta. Na mesa de Gregory, mas cinco pessoas estavam com ele. Depois que as apostas foram feitas, começou a distribuição das cartas. O jogo era simples, mas contava com a sorte acima de tudo - o jogador recebe duas cartas, que juntas, têm de somar até 21 pontos. Têm o direito de pedir mais cartas se assim for preciso. Passou de 21 pontos, está automaticamente fora do jogo.

As duas primeiras cartas de Gregory foram as de número 6 e 3. Juntas, somavam 9 pontos. Ele observou a carta dos outros participantes, uma ficava com a face para cima e a outra para baixo. Todas as cartas de letras valiam 10 pontos e a carta A valia 1 ou 11. Nenhum de seus adversários tinha uma dessas cartas, pelo menos as que estavam com a face virada para cima.

Contando apenas com a sorte, Gregory pediu mais uma carta. A carta de letra A foi dada a ele, somando assim, 19 pontos. Sempre fora bom nesse tipo de jogo, mas conteu o sorriso vitorioso. O jogo poderia mudar a qualquer momento e a chance de sair uma carta com valor de 10 pontos ainda era muito grande. O adversário a sua direita concluiu 15 pontos. O da sua esquerda concluiu 16. Os outros concluíram 18, 14, 15 e 16, respectivamente.
Gregory sorriu de lado, vendo o carteador dizer que ele era o vencedor. Uma soma de vinte mil dólares em fichas fora empurrado para ele. Havia acabado de ganhar vinte mil dólares e a noite estava apenas começando.

Na outra mesa Leonardo estava com uma carta de numero dez logo de cara. Os outros três apostadores olham pra ele enquanto pensava se pedia mais uma carta à banca. Assentindo para o carteador recebeu mais uma de numero 7. O carteador para o jogo e pergunta se algum dos cavalheiros gostaria de mais alguma carta. Leonardo balança a cabeça levemente dizendo não. O apostador do seu lado direito também não quis arriscar. Ele tinha 15. Ambiciosos os outros dois pedem cartas e perdem, pois um tira 23 e o outro 25. Estavam fora e Leonardo ganha aquela rodada valendo dezessete mil. Rose sorri e aperta de leve o ombro do namorado sussurra no ouvido dele algo que o faz sorrir e beijar seus lábios.

As apostas aumentam. A rodada agora valia quarenta mil somando o que todos apostaram. Leonardo mantinha a concentração no jogo. O carteador distribui as cartas novamente. Tira 4. Os outros homens tiram números médios como: 7, 9, 5 e Leo tira 6. Conforme o jogo seguia a adrenalina aumenta quando um dos jogadores tira 19. Rose sente a garganta apertar. 

- Quer mais uma carta senhor? – Disse o carteador a Leonardo.

Ele respira fundo. Estava com 17. O certo seria parar ali mesmo, mas algo dentro dele sobrepondo sua razoa dizia para que arriscasse. E foi o que ele fez. A carta que veio, inacreditavelmente era um 5. Um único número que arrancou um grito agudo da herdeira Baker e a fez agarrar o pescoço do namorado quando o carteador novamente dá a vitória a Leo. Suas cartas foram perfeitas nessa jogada! O vinte e um fez tão esperado fez o coração daquele jovem bater forte dentro do peito. Mabelle estava certa quando teve a ideia brilhante de irem a Vegas, pois a sorte estava mesmo do lado deles e a noite seria muito promissora se continuasse assim.

Depois mais duas rodadas, Gregory e Leonardo fecham a noite com um pouco mais de cem mil dólares. Felizes, eles pegam as namoradas e vão direto para o bar do cassino, pedindo várias bebidas. Já estavam na terceira dose quando Leonardo ergueu seu copo e olhou para os três sentados na mesa:

- Vamos fazer um brinde a essa onda de boa sorte que está tomando conta de nós, pessoal! - ele disse, rindo. - Eu estou sentindo que vai ser daqui para melhor!

- Isso! E um brinde especial pra mulher maravilhosa que teve a ideia de nos trazer até aqui... - Gregory falou sorrindo pra namorada.

- À nós e a Mabelle... - Rose sorriu ao erguer a sua taça.

- Seus bobos... - ela sorriu e ergueu a taça com o suco que estava bebendo. - À todos nós e ao nosso futuro!

Ao som do tilintar das taças o quarteto toma um gole de suas bebidas. Animadamente eles conversam e riem contando tudo que sentiram na mesa de apostas. Rose até imita o olhar concentrado do namorado enquanto pensava o que fazer. Gregory ri alto dizendo que estava na mesma tensão. Ele dá um beijo em Mabelle e pergunta se eles estão a fim de dar uma volta. À noite a cidade era bem mais divertida. Imediatamente Leo e Rose respondem que sim e após pagarem a conta, os quatro saem para se divertir até não poder mais.

Continua...
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Cap20_Green Light [+18]



Capítulo 20

Duas semanas se passaram rapidamente. Gregory e Leonardo reuniram todas pessoas que participavam da Street Five e anunciaram o término das corridas. Todos ficaram chocados e logo uma chuva de "por quês" começou, mas disseram apenas que era por motivos pessoais.

Quando tudo ficou resolvido, eles se juntaram com os corredores e negociaram seus carros, que eram os melhores de todos. Gregory tinha um total de três carros e Leonardo tinha dois. Os venderam rapidamente e por um preço muito bom, mas o dinheiro foi direto para a conta bancária, onde ficaria até eles decidirem o que iriam fazer com eles. Agora estavam atrás de emprego, e tinham esperanças de conseguirem isso o mais rápido possível.

Mabelle chegou logo em casa logo depois do almoço. Passou o tempo inteiro aflita, enquanto assistia as aulas teóricas do dia, na faculdade. De longe, ouviu o barulho na cozinha. Deixou a bolsa em cima do sofá e encontrou a amiga mexendo em algumas panelas no fogo.

- Rose... Cheguei, mon cher. - ela disse, sentando-se no banco.

- Oi amiga! Como foi a facul?

- Foi bem, mas eu estava com a cabeça um pouco longe... - ela murmurou e olhou para as próprias mãos. Logo depois voltou o olhar pra amiga. - Rose... Eu preciso conversar com você.

Rose terminou de mexer na panela, desligou o fogo e se virou pra amiga sentando-se no banco, em frente ao balcão da cozinha.

- Pode falar Maby.. Aconteceu alguma coisa? - ela diz preocupada.

- Sim... - ela murmurou, erguendo o olhar pra amiga. - Lembra desses enjoos repentinos que eu ando sentindo? Ontem na faculdade eu não só senti enjoo, como desmaiei também. - ela viu a amiga abrir a boca para começar a falar, mas fez um gesto com a mão pedindo pra esperar. - Não foi nada demais, eu apaguei por alguns minutos e me levaram pra enfermaria. Queriam me mandar pro hospital, mas eu recusei. Mas o problema não é só esse, Rose... Além dos enjoos e do desmaio, a minha menstruação está atrasada a quase três semanas. - ela fez uma pequena pausa e então despejou tudo de vez. - Acho que eu estou grávida, Rose. Eu estou apavorada!

- Oh meu Deus Mabelle... Eu nem sei o que dizer amiga. Ao mesmo tempo que estou feliz por você também estou com medo. Nunca fomos mães né? - ela morde o lábio e suspira. - Mas fala pra mim... Você contou isso pro Greg?

- Não! Eu estou morrendo de medo, Rose. Os meus pais vão me matar e também tem tudo isso que Gregory está passando... - ela passa as mãos pelos cabelos, nervosa. - Eu não sei o que fazer. Eles quiseram fazer um exame de sangue em mim na faculdade, mas eu estou tão apavorada que estou com medo de fazer o tal exame e... Dar positivo.

- Oh amiga... - Rose pega a mão dela e aperta na sua. - Vamos fazer assim. Que tal se eu for na farmácia comprar um teste simples e você faz aqui, hm? Pelo menos tiramos a dúvida e acabamos com essa angústia.

- Tudo bem... Mas e se der positivo, Rose? Minha vida vai virar de cabeça pra baixo e a do seu irmão também. - ela murmurou.

- Vai, mas vocês não estão sozinhos amiga. O Leo e eu vamos ajudamos e pensa numa coisa... O bebê que "possivelmente" está entre nós é fruto do amor de vocês. Um bebê sempre é uma benção pra um casal, mesmo quando a situação não é o que planejamos. As vezes, Deus quer que as coisas aconteçam assim Maby.

- É verdade... - ela murmurou, se permitindo sorrir um pouco. - Tudo vai dar certo, independente do resultado. Assim espero.

- Vai dar certo, amiga! Tenha fé. - Rose sorriu pra ela e desamarrou o avental. - Olha, vou descer agora na farmácia tá? Assim vamos saber se vou ser tia ou não. - ela disse sorrindo com a ideia.

- Está bem... Eu vou tentar não roer o resto das minhas unhas! - Mabelle riu de leve.

- Okay. Volto já. - ela disse ao pegar a bolsa e a chave.

Rose sai de casa sem conter o sorriso nos lábios. Nossa, se isso fosse verdade ela seria titia. Oh Deus, Gregory vai pirar. Ela ri com a ideia enquanto caminha pela rua. Minutos depois entrou na farmácia e pediu um teste dos mais eficientes que ele tivesse. O homem entrega uma caixinha rosa e diz que aquele era o mais seguro do mercado, mas indicou que o melhor mesmo era o exame de sangue. Rose responde que o teste não era pra ela, e sim para uma amiga. O homem sorriu de leve e perguntou se desejava mais alguma coisa. Ela diz que não e paga o produto. Voltou pro apartamento rapidinho e foi logo dizendo assim que entrou:

- Amiga cheguei... Onde você está?

- Estou no quarto. - Mabelle gritou, ouvindo os passos da amiga. Logo Rose entrou no quarto. - Achou o teste?

- Trouxe sim. O farmacêutico disse que este é o melhor. - Rose disse entregando a sacolinha pra ela - Ain estou ansiosa... - ela sorriu.

- Eu também! - Mabelle disse, pegando a sacola. - Eu vou fazer, você me espera?

- Espero claro. - Rose disse sentando na cama. - Qualquer coisa grita.

Mabelle assentiu e entrou no banheiro. Tirando o exame da caixa, começou a ler as instruções de como o usava. Estava nervosa, era óbvio, mas realmente era melhor acabar com aquela "tortura", como Rose mesmo disse. Fez o exame e assim que terminou, saiu do banheiro e encontrou amiga sentada em sua cama.

- Na caixa tá escrito pra esperar alguns minutos. Se ficar rosa é positivo. - ela disse, sentando-se ao lado da amiga.

Rose suspira e sorri levemente.

- Independente do resultado vou estar sempre aqui, viu amiga... Sempre. - ela diz.

Mabelle e Rose olhavam apreensivas para o teste, quando ouviram as risadas altas de Gregory e Leonardo. Elas se olharam alarmadas e Mabelle ouviu Gregory chamá-la na sala. Assustada, ela deixou o exame nas mãos de Rose e saiu do quarto, encontrando o namorado e o amigo na cozinha.


  
Rose, sem saber o que fazer, saiu do quarto de Mabelle e entrou no seu, escondendo o exame na primeira gaveta que viu. Se Gregory achasse aquilo sem uma conversa antes, o apartamento iria virar de cabeça pra baixo, ela conhecia muito bem o irmão que tinha. Estava saindo do quarto, quando encontrou com Leonardo no corredor. Ele sorriu e a beijou, dizendo que iria apenas tomar um banho rápido e logo estaria na sala com os amigos. Ela assentiu e o deixou passar, sentindo o coração bater mais leve depois do susto.

Leonardo jogou uma água no corpo, sentindo os músculos se relaxarem embaixo do jato d'água quente. O dia tinha sido puxado, atrás de empresas e mais empresas para arrumar um trabalho. Depois do banho, se secou e colocou uma cueca, antes de ir para o quarto. Vestiu uma bermuda que estava em cima da poltrona e abriu a gaveta de blusas. Estava procurando uma de seu time de Beisebol, quando viu algo estranho em cima de suas camisetas. Pegou o objeto e sua boca se abriu em um "o" ao constatar o que era aquilo. Ele poderia não ser um conhecedor da vida feminina, mas sabia reconhecer algo como aquilo quando o via. Era um teste de gravidez. Dois pontos queria dizer positivo, não era? Seu coração se afundou no peito. Puta merda... Ele seria pai! Rose estava grávida!

- Fodeu! - ele murmurou, colocando o teste de farmácia em cima da cômoda e passando as mãos pelos cabelos.

Sem ao menos pensar direito, ele abriu a porta do quarto e gritou:

- Gregory! Gregory, venha aqui cara! - ele gritou, ouvindo o amigo dizer que já estava indo. Gregory apareceu no corredor e entrou quarto. Leonardo fechou a porta e se virou pro amigo com os olhos arregalados. - Cara.. Fodeu! Tudo, entende? Puta que pariu!

- O que foi Leo!? Por que esse desespero todo? - Gregory disse olhando para o desespero do amigo.

- Cara... Olha o que eu encontrei na minha gaveta. - ele disse, indo até a cômoda e pegando o teste. - Porra, isso é um teste de farmácia, cara! Rose está grávida... Eu vou ser pai, porra!

Gregory olhou pra ele por alguns segundos sem dizer um única palavra. Chocado. Assim que assimilou o fato disse:

- Porra Leo tu engravidou a minha irmã? E cedo assim cara!? Puta que pariu, vocês não se cuidam não? - ele disse perturbado.

- Eu me cuido sim, cara! Mas tem vezes que eu esqueço a camisinha... Mas eu sempre gozo fora! - ele passou a mão pela cabeça. - Só teve uma vez que eu gozei dentro, uma única vez, puta merda!

- Eu não se te mato ou tenho pena por causa desse desespero.. - Gregory fala - Me deixa ver esse teste.. - pediu ele. Leonardo o entrega na mão do amigo. Greg olha aquelas duas fitinhas rosas e balança a cabeça. - Puta merda... Não dá pra acredita que a minha irmãzinha vai ser mãe.. - murmurou.

- Não dá pra acreditar que eu vou ser pai, puta merda... Eu vou falar com Rose, porra, ela deve tá mais desesperada do que eu. Preciso acalmar minha mulher, cara. Ela que tá carregando o bebê e não eu... - ele suspirou pesado.

Gregory apenas assentiu, sem ter mais o que dizer. Saíram juntos do quarto e foram até a cozinha, onde Rose e Mabelle conversavam sobre algo que estavam lendo em uma revista. Leo chegou perto de Rose e suspirou. Pegou em sua mão e a beijou com carinho.

- Baby... Eu já sei de tudo. - ele disse, olhando nos olhos dela. - Eu sei de tudo, Rose, mas quero que saiba que estamos juntos nessa, eu sempre vou estar com você, ok? Eu te amo, meu anjo, sabemos que é cedo, mas vamos saber contornar as coisas.

- Poxa amor, tudo bem. Vamos ficar bem, eu sei disso. - ela disse olhando pra ele com carinho. - Eu também te amo muito, meu amor. Está com fome? Fiz stroggonof de frango.

Leonardo olhou pra Gregory, que apenas balançou a cabeça e suspirou.

- É desejo? Caramba, Rose... Eu que tinha que tá fazendo essas coisas, não?

- Não amor, que isso. Só fiz porque deu vontade e faz tempo que eu não faço. - ela riu. - Eu sei que vocês adoram. Só isso.

- Está bem... Eu fico feliz que você não esteja desesperada. Quer dizer, toda mulher fica nessa situação, não é? - ele coça a cabeça de leve.

Mabelle riu.

- Essa conversa está estranha ou é eu que estou boiando? Não estou entendendo nada.

- Eu só acho que a gente tem que comer logo antes da comida esfriar, não é Leonardo? - Gregory fala franzindo o cenho de leve, como se pedisse pra ele relaxar.

- É... Eu acho isso também. - ele disse, indo até o armário e pegando os pratos. - Vou pôr a mesa.

Mabelle se levantou e ajudou ao amigo a pôr a mesa, enquanto Gregory e Rose colocavam as comidas no recipiente. Minutos depois, todos estavam reunidos a mesa.

Rose serviu o jantar e os quatro começam a se servir.

- Como foi o dia de vocês? Gregory perguntou as meninas.

- Foi... Normal. - Mabelle disse, terminando de comer e se lembrando do teste. - E o seu, mon cher?

- O meu foi agitado, mas bom. O Leo e eu entregamos nosso projeto em algumas empresas e falamos com alguns conhecidos. Agora só falta esperar o retorno deles. - Ele respondeu pra ela

- Que bom! - Rose falou - E eles deram algum sinal de que o projeto ia ser aceito? - Perguntou a Leo.

- Bem... Não deram certeza de nada, mas nosso projeto é bom e estamos confiantes. - Leonardo disse e olhou pra ela. - Não quero que se preocupe com isso, tá bom amor? Você não pode ficar nervosa.

- Tudo bem amor, mas por que você... - ela murmura pensando em perguntando por que ele está estranho, mas desiste continuando a jantar. - Ah deixa pra lá...

- Deixa pra lá mesmo, mocinha... - ele chegou perto dela e sorriu de leve, repousando a mão em sua barriga. - Agora a senhorita está carregando o nosso bebê. Não pode ficar se preocupando com coisa alguma.

Mabelle arregalou os olhos e tossiu, tomando um gole da água que estava em seu copo. O que era aquilo?

- Como? - Rose murmurou alto demais com os olhos arregalados. - Porque você está falando assim, Leo? - ela murmura.

- Como por que, meu amor? Eu vi o teste de gravidez dentro da minha gaveta... - ele disse e olhou pra ela de cenho franzido. - Droga... Você ia fazer surpresa e eu estraguei tudo, não foi? Me desculpa, baby, mas eu fiquei tão desesperado que... Eu nem pensei direito.

- Não é isso amor, acho precisamos conversar... Vamos terminar aqui e depois falamos, tá? - ela disse olhando pra ele e em seguida pra Mabelle discretamente.

- Rose, não tem o que conversa. Eu sei que você deve estar assustada, isso é normal, eu também estou, mas estamos juntos nessa meu amor e...

- O teste é meu, Leonardo. - Mabelle disse, o interrompendo.

- O que? - Greg disse quase engasgando, pois ele bebia um suco nessa hora. Após limpou a boca com o guardanapo continuou com os olhos arregalados pra namorada- Você é a grávida?

Rose morde o lábio e fala:

- Greg, a Mabelle está grávida. E antes que perguntem, o exame só foi para no nosso quarto por que assustamos quando vocês chegaram. - ela se vira pro namorado - Amor me perdoa por isso... Ainda vamos ter o nosso também, tá? - ela murmura sem jeito.

- Ah... Então você não está grávida? - ele pergunta, vendo Rose confirmar. - Puta merda, não sei se fico aliviado ou decepcionado... Caraca, que confusão!

Gregory ainda estava em silêncio tentando assimilar aquilo. A história na verdade tinha outra versão. Deus, ele seria pai e não seu melhor amigo. Sua garganta imediatamente fecha e ele não consegue mais comer.

- Vocês me dão licença... - ele murmura se levantando da cadeira.

- Greg, onde você vai... - Rose pergunta, mas ele não responde e segue para o quarto.

Mabelle suspirou e se levantou da mesa. Chegou no corredor ainda em tempo de ouvir a porta do quarto sendo batida. Mordendo o lábio, nervosa, ela bateu na porta e entrou devagar.

- Gregory... - chamou por ele, fechando a porta.

- Estou aqui... - ele murmura em frente à janela.

Ela se aproximou e parou ao lado dele, vendo as luzes da cidade ao longe, pela janela. Querendo ou não, ela também não sabia o que dizer.

- Me desculpa por toda essa confusão.. Não era pra isso ter acontecido. - ela murmurou, olhando pra frente.

- Quando ia me contar? - ele perguntou baixo, se virando para olha-la.

- Eu comecei a desconfiar essa semana... Mas só hoje tive a coragem de fazer o teste. - ela disse, sem olhar pra ele. - Quando você chegou, Rose e eu estávamos esperando o resultado aparecer, mas não deu tempo de eu vê. Soube que deu positivo por causa de toda a confusão que rolou no jantar.

Gregory a olhou por um tempo e de repente a abraçou forte em seus braços.

- Como você está se sentindo, hm? - perguntou calmo.

- Eu estou bem assustada... - ela disse em um sussurro, a voz embargando. - Os meus pais, eles vão... Me matar e... Você também. Nós estamos passando por tudo isso e agora eu estou grávida. É tanta coisa acontecendo... - ela para com a voz sumindo por conta do choro.

- Hey, hey hey... Não chora não, mon cher.. -ele diz com o rosto dela entre suas mãos. - Quem disse que vou te matar, santo Deus? Estou surpreso e com medo também, mas... Não quero te matar, poxa eu amo você Mabelle...

- Mas... Você saiu da mesa daquele jeito... Pensei que estivesse com raiva de mim. - ela diz, soluçando no final.

- Eu sai porque foi tudo muito rápido e não por sua causa. Agora já não somos mais dois, meu bem... - ele sorriu tocando a barriga dela. - A partir de hoje a senhorita ficar mais calma e deixar as preocupações, comigo ouviu bem? - sorriu de leve. - Não quero que esquenta a cabeça, vamos ficar bem e vou cuidar de vocês dois, ta?

- Acho que você trocou de lugar com Leo... Está igual a ele, há alguns minutos atrás. - ela sorriu de leve. - Eu amo você, Greg, amo muito... Obrigada por ser tão bom pra mim... - ela murmurou, o abraçando pela cintura.

Ele sorriu.

- Sua bobinha, quem tem que agradecer sou eu. - ele afasta de leve e pegando o queixo dela o erguendo. - Je t'aime plus, mon amour... (Eu te amo mais, meu amor) - Disse num sussurrou encostando seus lábios dando um beijo de amor para selar o quanto estava feliz por eles e esta nova jornada que começavam.

Continua...
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Cap19_Green Light [+18]


Capítulo 19

Ao contrário da volta para casa, a ida para o apartamento de Leonardo foi feita no mais completo silêncio. A vida inteira de Gregory passava como um filme em sua cabeça. Seu pai sempre fora seu amigo, ele pensava que poderia contar com o seu "velho" para tudo, mas não foi bem isso que aconteceu. Obviamente ele sabia que o que fazia era errado, mas nunca esperou que seu pai pusesse ele e mais a sua irmã para fora de casa.

Querendo ou não, ele sentia a culpa ruir cada canto de seu coração. De um filho rico, ele passou para um cara sem casa. Sua cabeça estava a ponto de pifar, enquanto ele pensava no que tinha de fazer. Não era apenas ele. Era ele, sua namorada e sua irmã. E ele sabia que o lance das corridas havia babado de vez. O mundo estava ruindo sobre sua cabeça e ele não sabia o que fazer quanto a isso.

- Eu estou com você, Greg. - Mabelle murmurou apenas para ele ouvir, puxando a cabeça dele em sua direção para poder olha-lo. - Eu sempre vou estar com você e vou te ajudar no que for preciso.

- Obrigado, meu amor. - ele disse entre o suspiro e um beijo suave nos lábios dela. - Eu vou cuidar de você, ta? Não se preocupa.

- Eu não estou preocupada comigo, amor... Eu estou preocupada com você. - ela acariciou o rosto dele - Sei o quanto está sofrendo, eu posso sentir.

- Isso vai passar, meu amor. Eu tenho você e isso pra mim já basta. - - Gregory murmura acariciando o rosto da namorada. - Te amo.. - a beijou nos lábios e a abraçou, buscando forças.

- Eu te amo muito mais, mon ange. - ela sussurrou em seu ouvido, abraçando-o com força.

No banco da frente Rose tinha a cabeça encostada no ombro de Leonardo. Ele a acariciava respeitando seu silencio. Assim que chegaram em frente ao prédio, Alfred desceu para abrir a porta. Os quatro desceram e se puseram a caminho do apartamento. Leonardo ao passar pelo porteiro que chame alguém para ajudar o motorista com as malas. O homem assente e faz o que lhe pede.

Depois de subir de elevador ate o ultimo andar finalmente eles poderiam descansar daquela loucura. Gregory e Mabelle seguem pra sala e sentam no sofá. Rose espera Leo fechar a porta, depois segue com ele pra sala. Os dois também se sentam.

- Sinceramente eu nunca vi o papai tão nervoso daquele jeito... Meu Deus, ele ficou furioso. - Rose comentou.

- Por um lado eu o entendo. - Leonardo disse, olhando pra eles. - Mas o que ele fez foi muito errado. Ficar magoado é uma coisa... Colocar os filhos pra fora de casa é outra totalmente diferente.

- Ele só disse o que pensa de verdade, Leo. Eu não volto mais naquela casa até me reerguer. Não enquanto provar pra ele que sou capaz de construir minha vida. - Gregory disse sentindo o amargor da situação.

- Você está certo, Gregory. E eu vou te ajudar nisso. O seu pai vai ver que somos capazes de nos mantermos sozinhos. - Leonardo disse e olhou pra todos atentamente. - Eu quero que vocês morem aqui, comigo. Quero que fiquem o tempo que precisar. Esse apartamento é muito grande e tem espaço de sobra.

- Obrigada, Leo. - Mabelle disse, olhando pra ele e sorrindo de leve.

- Nós somos uma grande família agora, francesinha. Rose é minha namorada, Greg é meu irmão e você é minha amiga. Estamos juntos nessa.

- Ai amor... Você não existe, obrigada. - Rose o beijou nos lábios com doçura e segurou sua mão, apertado. - Vamos ser uma família muito feliz, e Deus vai nos ajudar. - ela disse os encorajando.

- Sim, ele vai, meu anjo. - ele sorriu de leve, beijando a mão dela.

Rose sorriu e beijou o rosto dele.

- Amores, acho que o melhor agora é descansarmos e deixar pra pensar no que fazer amanhã. Hoje nossa cabeça não vai funcionar. Não é verdade, amiga?

- Penso o mesmo. Ficamos 14 horas dentro de um avião e agora tivemos muitas emoções... É melhor irmos dormir para digerirmos isso tudo.

- Difícil vai ser dormir né... - Greg murmura. - Mas elas estão certas. Eu só quero tomar um banho e deitar a cabeça no travesseiro e esquecer esse dia de hoje. Apenas isso. - ele disse suspirando pesado.

- Eu também quero fazer o mesmo. - Leo disse, se levantando e junto com a namorada. - Greg, você sabe onde é o quarto de hóspedes. A casa é sua, cara. Vamos, baby?

- Valeu cara, eu sei onde é. - Gregory respondeu - Boa noite pra vocês.

Rose solta a mão do namorado e vai até o irmão. O abraça forte e beija seu rosto.

- Fica bem tá maninho, vai dar tudo certo. Você vai ver! - Ela diz com um sorriso doce no rosto.

- Obrigado Ro, por tudo viu? - ele disse e beijou a testa dela. - Agora vai, seu amor tá te esperando. - ele forçou um sorriso.

- Tá bom. - ela sorri e vai abraçar Mabelle - Boa noite amiga e dorme bem, tá?

- Obrigada, mon petit. Durma bem também. - ela sorri de leve, terminando de abraçar a amiga.


Após as despedidas os casais se dirigem aos quartos. Gregory e Mabelle banho juntos, mas sem as estripulias que costumam fazer. Não havia clima pra isso. Assim que terminam, colocam uma roupa confortável e deitam na cama. Gregory coloca a namorada deitada sobre seu peito e faz cafuné na cabeça dela em silencio enquanto pensa em tudo que ouviu.

Leonardo e Rose também fazem o mesmo. Após o banho o casal deita na cama e tenta relaxar depois do dia longo que tiveram. Rose ainda comenta algumas coisas sobre o que o pai disse. Estava inconformada sobre aquela situação, mas o leite já estava derramado. Não havia o que remediar.

Não demorou muito e as moças adormecem profundamente. Estavam exaustas. Gregory e Leonardo tentam dormir, mas estava difícil. Quando o relógio marcava três e meia da manhã Gregory não conseguia ficar mais na cama. Levantou devagar para não acordar Mabelle, vestiu uma camiseta e foi até a cozinha tomar um copo d'água. Minutos depois Leonardo também apareceu por lá. Os dois estavam como zumbis.

- Você também, cara? - Gregory disse ao ver o amigo com a típica expressão da insônia.

- Sim... Não consigo pregar os olhos! - Leonardo disse, sentando-se no banco da cozinha. - Pelo visto você também não.

- Impossível. Os gritos do meu pai estão ecoando na minha cabeça até agora. - Greg fala sentando junto com ele - Cara, que merda isso ter acontecido justo agora. Eu já estava me preparando pra contar tudo pra ele, mas na hora certa, poxa! O que me deixou mais ferrado foi ele me chamar de marginal. Porra, posso ter sido filho da puta em muita coisa, mas marginal eu nunca fui. Você sabe disso. - ele desabafa.

- Eu sei muito bem, Gregory. O que nós dois fizemos é contra lei e sabemos disso, mas não fizemos mal a ninguém. O seu pai exagerou muito, em tudo! - Leonardo disse, suspirando. - Mas eu acho que ele disse tudo aquilo porque estava de cabeça quente, Greg. Ele vai pensar melhor e vai vê que fez a coisa errada, te chamando de tudo aquilo. Logo ele vai vim atrás de você.

- Ele não vai vir, Leo. Eu nem me esquento com isso. - Gregory falou balançou a cabeça - O Sr. Baker é orgulho demais pra dar o braço a torcer. Sobretudo a quem ele expulsou de casa. Cara, ele ter me jogado pra fora por causa dessa história é uma coisas, mas a Rose não. Apesar de já saber namorar ela ainda é uma menina e me preocupo. Ela é minha única irmã... Quase abracei ela ali mesmo quando a vi me defender.

- Rose é demais, cara e não digo isso só porque ela é minha namorada. Eu sei muito bem que ela sairia de casa mesmo se seu pai não a expulsasse. - ele disse, sorrindo ao saber bem o gênio que a namorada tinha. - Apesar de nova, ela é muito responsável.

- Sim, Rose é uma garota e tanto. Você tem sorte, amigo por ela nunca foi de ficar namorando não. Namoro sério mesmo que eu sei, foi apenas um e claro que botei o cara pra correr logo depois que descobri as intenções do infeliz. Nojento, só queria se aproveitar dela. Rum!


- Ainda bem que eu apareci para salva-la... - Leonardo disse, rindo. - Quem diria em, Greg... Nós dois apaixonados de verdade. Se há alguns meses atrás me falassem que eu estaria assim hoje, eu teria gargalhado e chamado a pessoa de louca.

- Eu também daria muita risada. Isso coisa de louco, né? Tudo isso acontecer assim. Que a Rose tinha uma queda por você era ate engraçado, mas não achei que seria fisgado tão rápido. - ele riu.

- Ah é mesmo? E a francesa? Me lembro muito bem de quando você falava que ia ser "apenas um caso e nada mais". Hoje está ai, completamente de quatro, atravessou o oceano só pra ir atrás da garota... - ele riu e balançou a cabeça.

Gregory riu.


- E estou pensando em formalizar as coisas... Ta, é meio cedo ainda mas, sinto que Mabelle é a mulher certa pra mim. Quero me casar com a francesinha. - ele sorriu.

- Eu sei como é, cara... Também sinto que Rose é a mulher certa pra mim. Quer dizer... Quando o nosso pau só levanta pra uma única mulher, quer dizer que ela é a certa, não? - ele pergunta e coça a cabeça.

- Bom, você esta falando da minha irma né, mas tenho que te dizer, quando isso acontece é amor mesmo. - ele riu - E vou dizer que faço gosto em ter você como cunhado..

- Eu sei que faz. Se não fosse eu, quem mais seria? - ele riu alto.


- Seu pilantra... - ele riu alto também e depois ficou serio - Ah Leo... O que a gente vai fazer agora hein, cara?

- Bem... Obviamente o lance das corridas chegou ao fim. - ele murmurou, só agora se dando conta de que sua "vida radical" tinha terminado. - E não estamos mais sozinhos, Greg. Eu tenho namorada, você também e apesar de termos uma grana no banco, não é muito para nos mantermos para sempre. O que temos que fazer agora é ir em busca de um trabalho. Vamos usar o nosso diploma e a nossa experiência para alguma coisa.

- É, agora vamos ter que ralar de verdade, amigo. O dinheiro que temos é bom, mas eu tava pensando... Se precisar, eu vendo o carro e pegou um mais simples, sei lá... Não vamos usar aqueles carros tunados nem tão cedo, então fica como investimento. O que você acha?

- Por mim tudo bem. Tiraremos uma boa grana com eles, tenho certeza. - ele disse, se espreguiçando. - Acho que finalmente o sono está vindo. Vou deitar, cara, porque a Rose acorda se não me sentir ao lado dela... - ele sorriu de lado. - Fazer o que, a gata me ama.


- Você não cria vergonha nessa cara mesmo, né? - ele ri olhando pro amigo.

- Eu também vou lá, quem sabe o sono chega. - Greg revirou os olhos.

- Vai cara... Ou então acorda a francesa pra te cansar um pouco, aí o sono vem rápido... - ele riu malicioso no final.

Gregory balançou a cabeça e riu vendo o amigo se levantar do banco. Os dois voltam para o quarto. Assim que Leonardo ergueu o edredom Rose ficou toda arrepiada e murmurou sonolenta que estava com frio. Sorrindo ele abraçou por trás colocando o braço envolta dela. Beijou seu pescoço sussurrando que estava ali e ia esquenta-la. De olhos fechados ela sorriu e suspirou se aninhando ele, e o casal adormece.

Gregory seguiu para o quarto logo em seguida. Assim que entrou no quarto viu a cama vazia e a luz do banheiro acesa. Os barulhos que viam lá de dentro logo chamou atenção e a passadas rápidas ele foi em direção ao banheiro, ainda vendo Mabelle sentada no chão, perto do vaso sanitário. Ela se levantou devagar e deu descarga, se apoiando na pia para se manter de pé. Preocupado, ele se aproximou dela e perguntou:

- Amor, o que você tem? Por que não me chamou?

- Eu estava tão enjoada que só deu tempo de vir correndo para o banheiro... - ela murmurou, abrindo a bica e lavando a boca. - Acho que a comida do avião não me fez bem.

- Oh meu amor... - ele se aproxima e acaricia as costas dela. - Vamos ao medico, se for intoxicação alimentar temos que ver, você não pode ficar assim. - diz atencioso.

- Acho que não é pra tanto, amor. Um remédio pra enjoo será o suficiente, vira e mexe eu tenho essas coisas. Meu estômago é chato demais e não aceita tudo o que eu como. - ela diz, revirando os olhos. - Não precisa se preocupar.

- Mas eu me preocupo, mon cher. Quero que fique bem... Vou na cozinha ver se consigo algum remédio, certo?

= Está bem. - ela assentiu, começando a escovar os dentes.

- Volto logo. - ele disse saindo do quarto.

Foi ate um dos armários na cozinha e pegou uma caixa pequena de cor branca. Tirou um comprimido e pegou um copo d'agua. Guardou a caixa no mesmo lugar e voltou para o quarto. Ao chegar Mabelle estava deitada. Gregory senta ao lado dela e entrega o medicamento.

- Pronto mon cher, beba.

Ela tomou o remédio e tomou o copo d'água. Quando terminou, sorriu de lado para o namorado.

- Você é um ótimo médico, mona amour...

- Minha paciente é tão linda que facilita, mon ange. - ele sorriu e pegou a mão dela, a beijou - Fica bem meu amor... Amo você..

- Eu vou se você se deitar comigo e dormir, mocinho... - ela sorriu, o puxando pra cama. Quando se deitaram, ela olhou pra ele. - Você está melhor?

- Sim e voce? - disse a colocando sobre o seu peito.

- Eu vou ficar bem se você ficar bem. Tudo isso vai se resolver, Greg. - ela murmurou, dando um beijo nos lábios dele.

- Tenho fé que sim, mon cher. - falou acariciando o rosto da namorada - Falei com o Leo e já temos um direção. Vamos ficar bem, e nao quero que se preocupe, viu?

- Tudo bem. E Rose e eu estamos aqui e vamos ajudá-los também. Ou está achando que só porque somos mulheres. não vamos colocar "a mão na massa", mon cher? - ela sorriu.

Ele sorriu pra ela.

- Vocês são terríveis, sabia. - falou e a olhou com carinho - Amor, vocês não precisam trabalhar, Leo e eu damos conta, pode acreditar..

- Ah tá bom... E vamos ficar de pernas pro ar enquanto vocês nos carregam nas costas? Nada disso, mon petit. A época da mulher ser dona de casa já passou há muito tempo, sabia? - ela tocou o queixo dele.

- Uau, minha gata quer ser independente... - sorriu de lado - Hey gostei da ideia de carregar você nas costas... Posso ser seu cavalinho, que tal?

- Ser meu cavalinho? Por que eu acho que tem segundas intenções nessa sua frase?

- Porque você é uma mulher inteligente, meu bem e esta completamente certa sobre minhas intenções... Minha ruiva é muito excitante, sabe..

- É mesmo? - ela sorriu de lado. - O meu namorado também é muito excitante...

Gregory sorriu. Ele a pós sobre si e a puxou pela nuca dando um beijo cheio de amor e paixão. Agarrou sua cintura e mudou de posição ficando por cima.

- Você é tão linda... - ele sussurrou a admirando.

- Você também é tão lindo, Greg... - ela murmurou, acariciando o rosto dele. - Je'taime, mon cher.

- Eu te amo mais, mon cher.. - ele a beijou suavemente - Amo... Amo... Amo... - sorriu.

Dito isso, Gregory a beijou com carinho, acariciando todo o corpo da namorada. A noite foi longa e intensa para os dois amantes.

Continua...
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