Capítulo 18
O motorista segue tranquilamente pelas ruas francesas, ouvindo o
quarteto conversar animadamente no banco de trás. Estavam ansiosos pela noite
de diversão que iriam ter. Meia hora depois, eles estão seguindo o segurança
até a área VIP da boate. Já era tarde e pessoal estavam em seu ápice em meio a
música eletrônica. Pegaram uma bebida e logo depois caíram na pista de dança.
Foi uma noite divertida. Em meio a bebida e a dança, os casais
conseguiram se divertir de verdade. Já estava quase amanhecendo quando enfim
deixaram a boate. Mabelle estava realmente bêbada e durante a viagem de carro
dormiu no ombro de Gregory, que ria de qualquer coisa. Rose também estava
bastante alta, e Leonardo era o mais sóbrio do grupo. Seguiram para o hotel e
Gregory levou Mabelle no colo até seu quarto, onde se despediu do amigo e da
irmã. Leonardo segurou a namorada pela cintura e entrou em seu quarto, ouvindo
a risada dela.
- Está feliz, amor? - ele perguntou sorrindo pra ela.
- Estou... A noite foi... Maravilhosa! Uhuull... - ela disse
pondo os braços no ar.
Leonardo riu e a abraçou pela cintura.
- Minha gata está tontinha... Será que sobra alguma coisa pro
namorado? - ele perguntou, cheirando o pescoço dela.
- Hum... Claro amor... Sou todinha sua... - ela disse mordendo o
lábio. - Mas antes eu... Quero pegar uma coisa...
- Está bem, eu te espero aqui. - ele disse, sentando-se na cama.
Rose se afasta dele e começa a andar em direção ao banheiro. No
meio do caminho ela vai se desequilibrando até quase cair, mas por sorte se ela
se apoia na cômoda do quarto.
- Ops... Eu quase... Cai... - ela fala caindo na risada - Ai meu
Deus, ta tudo rodando...
- Você quer ajuda, amor? - Leo perguntou, se levantando e indo
até ela.
- Não... Não amor... Eu tô bem. Foi só um erro de calculo.. -
ela ri - Eu volto já.
- Está bem, qualquer coisa me grita. - ele diz rindo ao vê o
estado da namorada.
- Tá bom, meu gato.. - Ela dá um selinho nele e segue pro
banheiro.
Passam dez minutos e Rose sai do banheiro apenas de lingerie. Com
os cabelos presos no alto e a linda máscara preta que tinha usado na festa.
{ Trilha da cena }
- Agora sim estou... bem, amor. O que você achou? - ela disse se
apoiando no batente da porta.
- Caramba, amor... - ele murmurou, se levantando e indo até ela.
- Rose, você está muito gostosa.
- Obrigada... Que bom que você gostou... Eu tava pensando nisso
desde a festa.. - ela disse indo até o namorado.
- Verdade? - ele a viu assentir. Tomando-a pela cintura, ele
beijou o ombro dela, vendo a alça do sutiã cair. - E no que mais você pensou,
amor?
- Pensei emm você... Fazer amor com você vestindo apenas ela... E depois sem
ela... - ela disse e suspira sentindo os lábios dele em sua pele.
- Então acho que temos que pôr seu desejo em prática... - ele
diz, subindo as mãos pelas costas dela e desatando o fecho do sutiã. Quando a
peça caiu entre os dois, ele deu um beijo em cima de seu mamilo. - O que diz
sobre isso?
- Hmm.... Digo que você está muito vestido... - ela disse
pegando nos botões da camisa, abrindo uma a um até tira-la. - Pronto, uma coisa
a menos. - Ela sorri.
- E quanto ao resto? - ele pergunta, olhando pra calça que ainda
vestia.
Rose sorri de lado colocando as mãos sobre o cós da calça. Desce
até o cinto. O desabotoa e joga no chão. Abre a calça deixando que sua mão
encosto no membro enquanto descia o zíper. Puxou-a pra baixo até o chão e
voltou acariciando a pernas do namorado voltando a ficar de pé.
- Adoro você assim... - ela sussurra. - Me dá... Arrepios ter um
namorado tão... Gostoso...
- É mesmo, meu bem? E o que posso fala sobre você, hm? - ele
sorriu e a pegou no colo, levando-a até a cama, quando o corpo de Rose relaxou
sobre o colchão, Leonardo beijou a barriga dela, subindo até os seios. - Você é
deliciosa, Rose... E é toda minha.
Pousando as mãos sobre os cabelos dele, suspirou.
- E você é meu... Todinho meu.. - ela diz.
- Só seu, meu anjo... - ele sussurrou, começando a se dedicar ao
corpo dela.
Beijou seus seios, um de cada vez, massageando e apertando,
ouvindo Rose arfar cada vez mais alto pra ele. Quando ela começou a fica
eufórica, ele se abaixou, passeando pela barriga até chegar a intimidade dela.
Tirou a calcinha lentamente, vendo-a morder o lábio quando ele passou a língua
por suas coxas, até se encontrar no clitóris. Lambeu lentamente, ouvindo seu nome sair do fundo da garganta
dela. Começou a chupá-la com devoção, passando dois dedos por sua entrada
molhada. Quando a penetrou, sentiu seus dedos serem sugados por ela, enquanto
os levava até o fundo e fazia círculos profundos lá dentro. Ele sentiu o membro
pulsar forte dentro da cueca, quando ela gritou alto e gozou pra ele.
Subindo por seu corpo, Leonardo deu um beijo profundo nela,
ainda ouvindo-a gemer baixinho.
- Eu amo você, Rose. - ele murmurou entre os lábios dela
- Hm, eu também te amo, Leo... Te amo muito... - sussurrou quase
sem voz fazendo carinho na nuca dele.
Leonardo sorriu e se ajoelhou, tirando a cueca. Ao se deitar na
cama, ele puxou Rose pela cintura, fazendo-a se sentar em cima dele.
- Quero vê-la aí, baby... Cavalgando em mim, com essa máscara em
você. - ele murmurou, apertando suas pernas com as mãos grandes.
- Está bem meu lindo... Hoje faço o que você quiser... - ela
sorri de lado levando as mãos ao membro e o colocou em sua entrada. Desceu o
corpo devagar até chegar ao fundo. Ela respira fundo e morde o lábio. Apoiando
as mãos, uma de cada lado da cabeça dele movia o quadril pra frente. Leonardo
arfa. - Assim está bom, amor? - Rose murmura beijando o rosto dele.
- Muito, meu anjo... Continue. - ele pediu, apertando a cintura
dela.
Sorrindo, Rose, continuou, logo acelerando os movimentos. Com a
ajuda de Leonardo, ela facilmente começou a subir e descer no colo dele,
jogando a cabeça pra trás e gemendo. O prazer os invadia cada vez mais rápido.
Ajudando na penetração, Leonardo começou a elevar o quadril,
indo cada vez mais rápido até no fundo de sua garota. Gemeram alto e juntos
quando Rose começou a apertá-lo dentro de si. Ao ver que ela precisava apenas
de uma ajuda para explodir, Leonardo começou a tocar seu clitóris em gestos
circulares, cada vez mais rápido. Rose olhou pra ele e gritou por seu nome,
começando a gozar intensamente pra ele.
Leonardo a deitou na cama e a beijou com pressa, metendo rápido
dentro dela. Bastou apenas mais umas investidas para que encontrasse sua
libertação, jorrando sua essência dentro dela. Ofegante, Leonardo saiu de
dentro dela, deitando-se ao seu lado e a colocando em cima de seu peito, depois
de retirar a máscara do rosto dela.
- Eu te amo, baby. - ele disse, dando um beijo doce em seus
lábios.
- Ain... Eu também... -ela ofega sorrindo, sem forças.
- Hm... Acho que alguém está com sono. - ele disse, sorrindo de
leve ao vê-la quase fechar os olhos.
- Só um pouquinho mor... Namorar é gostoso, mas cansa.. - Rose
sorriu se aninhando no pescoço do namorado.
- Devo concordar... - ele riu e abraçou, acomodando-se para
dormir. - Boa noite, meu anjo. - sussurrou, dando um beijo na testa dela.
- Boa noite amor, te amo. - Respondeu o pescoço e suspirou se
entregando ao sono que já lhe fechava os olhos.
Depois de toda a
loucura, os jovens tinha que voltar para casa. Mabelle pediu aos pais para que
terminasse seus estudos no país do namorado. Relutantes, eles negam o pedido,
mas ela insiste e diz que ficaria pior ter que viajar mais de quatorze horas
toda vez que quisesse vê-lo. E além do mais, ela não estaria sozinha, junto a
Rose as duas estudariam no mesmo campus. Depois de muita psicologia os pais da
francesinha a deixam seguir viagem junto ao trio. Gregory fica radiante com a
notícia e na despedida promete ao casal que não vai desgrudar da amada.
Da janela do avião,
eles dão até logo a terra dos perfumes caros e croissants. Rose e Leonardo mal
podiam esperar para chegar em casa. Essa viagem foi excelente e estreitou ainda
mais os laços do casal. Se com eles era só alegria, o que dizer de Gregory e
Mabelle? Os dois eram só flores e corações durante todo o trajeto de volta.
Beijos, carinhos e palavras doces confirmam a união solida que tinham firmado
desde o passeio na torre Eiffel.
Horas depois o avião
pousa em solo americano. Ao serem autorizados pela comissária de bordo os
passageiros levantam dos assentos e se espreguiçam. Gregory e Leonardo
estenderam os braços para o ar até sentirem estalos nos ossos, e imediatamente
relaxam a tensão de passar tanto tempo no ar. Mabelle e Rose pegam as bolsas de
mão no compartimento que ficava sobre a cabeça deles e se dirigem ao corredor.
Os garotos pegam na mão de suas namoradas e deixam a aeronave. Atravessam a
pista até a sala de desembarque, pegam um carrinho e esperam por suas mãos que
viriam deslizando pela esteira.
Enquanto esperavam
Rose retorna as ligações de sua mãe que viu no celular. A mãe diz que está
esperando por eles logo ali do outro lado e está morrendo de saudades. A caçula
se derrete com a voz da mãe e diz que já está indo, só faltava pegar as malas.
Elas se despedem e Rose volta para perto do namorado.
Minutos depois... Eles atravessam o saguão. Caminham um pouco e
logo veem a Sra. Baker sorrir e acenar com a mão. Sorrindo os jovens vão ao seu
encontro.
- Sejam bem vindos de volta meus queridos! - Elisabeth falou
sorrindo.
- Mamãe... - Rose falou indo abraça-la com força. - Fiquei com
tanta saudade..
- Eu também, minha pequena rosa. - ela disse.
- Oh Rose desgruda, que a mãe não e só sua. - Gregory fala
rindo.
- Ela é minha sim, seu chato. - Rose fala e mostra a língua.
Greg revira os olhos.
- Ah Rose, dá licença vai... - ele disse tirando a irmã dali e
abraça a mãe até levanta-la do chão - Cheguei, minha velha! - falou rindo.
- Velha? Ah seu moleque, sem vergonha! Você pode ser grande, mas
ainda sou mãe, me respeite. - ela fala fingindo de brava.
Gregory riu a colocando de volta no chão.
- Hum, mas a senhora sabe que eu te amo né? - ele diz e beija o
rosto dela.
- Sei sim, seu safado. - ela responde e ri. - Agora deixe-me
abraçar os outros também. Meus filhos são tão possessivos... - ela sorri indo
abraçar Leonardo - Oi Leo, que bom te ver, filho! - diz carinhosa.
- Tia Lizzie! É muito vê a senhora também... - ele diz,
abraçando-a de volta. - E olha, eu cuidei da Rose direito, ok? Sei que vai me
perguntar isso. - ele sorri e pisca pra ela.
- E eu pergunto mesmo! Conheço a pecinha que tenho em casa. -
ela ri em cumplicidade com ele, enquanto toca o rosto dele. Seguindo a linha
ela sorri abertamente pra Mabelle e abraçou. - E você minha querida, que bom
vê-la de volta em nosso país. Não me diga Gregory a arrastou a força até aqui?
- Foi quase isso, tia Lizzie... - Mabelle disse, abraçando-a. -
Ele insistiu muito e eu não tive como recusar.
- Ela não resiste ao meu charme, mãe! O que eu posso fazer? -
Gregory fala dando os ombros.
Todos riram e Lizzie fala:
- Sim meu filho, você é irresistível, mas eu que te pus no mundo
viu, mocinho, portanto os créditos são meus e do seu pai. - ela sorrindo.
- Aeee bobão, vai falar besteira, tomou... - Rose tira onda
dele.
- Ah é? Então vem cá... - Gregory vai até a irmã, a pega pela
cintura e joga nos ombros ouvindo seus gritinhos.
- Cara! Solta minha namorada, faz isso com a sua, velho. Com a
minha não! - Leonardo disse, começando a rir.
- Ela é muito folgada, cara e merece uns tapas na bunda. Isso
sim. - Greg fala rindo.
- Greg me solta, seu idiota! Tá todo mundo olhando.. - Rose fala
batendo nas costas dele.
- Gregory ponha irmã no chão, o namorado dela e a sua namorada
estão aqui. Santo Cristo, vocês parecem crianças! - Lizzie fala rindo.
- Tá bom... -ele resmunga e põe a irmã no chão.
Rose faz uma careta pra ele e vai pro lado do namorado com um
bico emburrado gigante.
- Não se preocupa, meu anjo... Palmadas é só em casa, não faço
esse tipo de coisa sexual na frente dos outros. - Leonardo disso, piscando pra
namorada.
- Oh mon Dieu... Todos vocês são loucos! - Mabelle diz, rindo. -
Vou voltar pra França, vocês estão me assustando.
- Isso eu não vou deixar nem por um decreto! - ele disse. -
Vamos pra casa agora, mon cher.
- Isso mesmo! Vamos pra casa, pois você precisam descansar. -
Lizzie falou ao grupo. - Você fica conosco hoje, Leo?
- Se não for incomodar... - ele diz, abraçando a namorada.
- De modo algum, você é de casa filho! - ela diz sorrindo de
leve.
- Obrigado, tia Lizzie. - ele sorriu e olhou pra Gregory. -
Vamos?
- Vamos. - Gregory assentiu começando a empurrar o carrinho de
malas com Mabelle ao seu lado segurando na dobra do seu braço.
O grupo se dirige para a saída. O carro da família os esperava.
Alfred, o motorista, cumprimenta os jovens e dá boas vindas. Com as malas no
carro e o coração cheio eles seguem de volta pra casa, finalmente.
O trajeto até a mansão é feita em meio a uma conversa animada. O
quarteto contava como foi a viagem e Mabelle contava a Elizabeth como seus pais
estavam, e que haviam lhe mandado beijos e abraços. Quando Alfred estaciona
dentro perto dos jardins, Rose e Gregory respiram aliviados por finalmente
estarem em casa.
Os seguranças entram com as malas e assim que todos entram na
casa, dão de cara com Mark, que estava sentado no sofá, lendo um jornal. Assim
que vê os filhos, ele se levanta.
- Como foi a viagem, queridos? - ele pergunta, chegando perto de
todos.
- Foi maravilhosa, papai! Nós fomos a torre eiffel e teve um
baile de máscaras na casa da Maby... Foi simplesmente fabuloso! - Rose fala
empolgada e tudo de uma vez.
- Eu imagino que sim, minha querida. E você Gregory, como vai?
- Ótimo pai! Estou novo em folha, a viagem foi muito boa.. -
Responde ele, sorrindo.
- Por aqui também foi tudo ótimo, não é, meu bem?
- Ahn... Sim, Mark. - Elizabeth diz, sabendo muito bem onde o
marido queria chegar. - Crianças, por que não vão lavar as mãos para almoçar?
Tenho certeza que está quase tudo pronto. - ela sorriu de leve, chegando perto
do marido.
- Espere, Lizzie, ainda não terminei. - Mark disse, tirando o
sorriso do rosto. - Gregory, esse tempo que você ficou fora do país, chegaram
umas papeladas pra você.
- Papéis? Bem, eu não estava esperando nada. - ele disse olhando
para o pai. - O que era?
- Bem, eu não sou de abrir correspondências alheias e você sabe
disso, mas estava escrito "Urgente" no envelope, pensei que poderia
ser alguma conta importante. Estava no seu nome e no nome de Leonardo também,
aliás. - ele disse. - Eu só não entendi o porque do meu filho e do melhor amigo
dele que eu também considero como meu filho, estarem envolvidos com carros de
corridas clandestinas. Vocês poderiam me explicar isso?
Mabelle olhou para Gregory alarmada, apertando sua mão e
sentindo o corpo do namorado se retesar.
- Pai... Eu posso... explicar... - Gregory fala pausadamente,
engolindo em seco.
Rose também segura firme na mão de Leonardo, que olha pra olha
como se dissesse "ferrou!" Ela sussurra sem voz "eu estou com
você" e aperta sua mão. O rapaz suspira e assente.
- Mark, por favor, eles acabaram de chegar. Deixe isso para
depois, meu bem. - Lizzie apela com calma ao marido.
- Não mesmo, Lizzie. - Mark disse, cruzando os braços. -
Explicação, Gregory. É exatamente isso que eu quero. Qual dos dois vai começar?
Gregory e Leonardo se entreolharam e Gregory balançou a cabeça,
dizendo que começaria. Era o seu pai e ele o conhecia muito bem para saber que
era dele que ele queria uma resposta.
- Tudo bem... Estamos envolvido nessas corridas, sim pai. Mas é
só pro diversão, não fazemos mal a ninguém e... Com isso estamos praticando o
que aprendemos na faculdade, além dos carros temos que administrar tudo então..
Está sendo um aprendizado. É, isso. - ele disse resumindo bem a história.
- Ah... "É isso"? - Mark ri, sem humor. - Bem,
Gregory, não sei se você e Leonardo sabem, mas corridas são contra lei. Não me
venha com a desculpa que isso é um "aprendizado", porque sabemos
muito bem que é tudo, menos isso! Eu não sou idiota, não tente me fazer de um.
A questão é: isso é errado! Eu não criei o meu filho, não o banquei na
faculdade mais cara da Califórnia, para ele desperdiçar tudo em uma merda de
"rali"! - ele gritou, perdendo a paciência.
Mabelle e Rose se encolheram, vendo que aquilo não acabaria nada
bem.
- Mark, não é assim. - Leonardo começou, olhando pra ele. -
Sabemos que isso é contra lei, mas nunca fomos pegos. E nunca seremos.
- E agora você prevê o futuro? Incrível! - Mark disse, passando
a mão pelos cabelos. - Gregory, você sempre teve tudo o que quis. Eu sempre te
dei tudo o que você quis e creio que errei exatamente nesse ponto. Se eu
tivesse sido mais firme com você, tenho certeza que batalharia para ter uma
vida digna, e não ganharia dinheiro sujo no meio de tanta merda! Eu não criei
você pra ser um trambiqueiro! - ele gritou novamente, olhando seriamente para o
filho.
- Eu não sou um trambiqueiro, pai! - ele disse alto soltando a
mão de Mabelle - A faculdade que o senhor pagou está muito bem paga, mas se o
senhor acha que perdeu com isso eu devolvo. Devolvo cada centavo que o senhor gastou.
- disse duro.
- Calma Gregory, pelo amor de Deus! - Diz a mãe, aflita.
- Você devolve? Com esse dinheiro sujo que ganhou fazendo coisas
de um marginal? Não, muito obrigado, Gregory! Prefiro ser pobre do que ter
comigo um dinheiro vindo de um lugar como esse! - Mark disse, apontando o dedo
pra ele.
- Pai não fala assim... - Rose fala com a voz embargada.
- Deixa Rose, deixa ele falar. Assim eu posso ouvir o que o
nosso pai realmente acha de mim. - Gregory fala com o maxilar tenso e o peito
rasgado por dentro.
- Você não sabe o quanto eu estou decepcionado, Gregory.
Decepcionado com os dois, mas, sobretudo com você. Eu nunca pensei que me
traria um desgosto tão grande como esse. Toda vez que ouvia você falar:
"Espere, pai, Leonardo e eu estamos trabalhando em um projeto
maravilhoso", eu me enchia de orgulho. Agora eu sei muito bem que porra de
projeto é esse, e é por causa desse projeto que eu quero você fora da minha
casa, agora!
- O que? Mark, não! Está maluco? - Elizabeth perguntou, olhando
para o marido com horror.
- Maluco estava Gregory, que pensou que poderia fazer o que
quisesse e sairia ileso. Mas dessa vez eu não vou passar a mão pela sua cabeça
de novo, Gregory Baker! Você não é auto-suficiente para fazer algo contra lei e
agir como um criminoso? Então também será auto-suficiente para viver sozinho,
sem a minha ajuda.
- Não pai, não faz isso! O senhor não pode mandar o Greg
embora.- Rose fala indo até o irmão. - Eles não fizeram isso por mal, por favor.
- ela disse quase chorando.
Respirando fundo Gregory olhou pra mãe e a irmã. Olhou mais uma
vez para o pai e disse:
- Se o senhor quer assim, tudo bem, vou respeitar. Agora eu digo
uma coisa... Esse dia de hoje não volta nunca mais, mas o tempo vai dizer e um
dia o senhor ainda vai ter orgulho de mim, pai. Vai olhar nos meus olhos e
dizer que... Essa merda toda que eu fiz.. Valeu a pena. - Ele fala com a voz
presa na garganta. - E sinceramente espero que isso não aconteça tarde demais.
Falando assim ele pegou a mão da namorada, dizendo ainda:
- Vem amor, não somos mais bem vindos aqui..
- Mabelle, você não precisa ir. Ela fica, Gregory.
Olhando para o sogro, Mabelle engoliu o choro e disse com
convicção.
- Eu vou pra onde Gregory for. Se ele não pode mais ficar aqui,
eu também não ficarei.
- Se eles vão eu também vou! - Rose fala sem titubear - Também
fiz parte disso, papai. E se o meu irmão não é bem vindo, não posso deixa-lo na
mão.
- Por Deus Mark, nossos filhos estão saindo de casa. Pare com
isso, antes que se arrependa, homem! - Elizabeth implora.
- Você também fez parte disso? Como assim, Rose? - Mark
perguntou, sem dar ouvidos a esposa.
- Eu participei sim papai, e foi correndo que descobri que sou
capaz de muitas coisas. Graças ao meu irmão descobri que posso ir longe, sonhar
alto. - ela disse olhando pra ele.
Gregory sente o coração balançar ao ouvir isso da irmã. Em
silêncio ele se orgulha da mulher forte que ela estava se tornando.
- Ótimo então, Rose. É isso que quer? Então vá com ele. Mas
assim como Gregory, terá de aprender a andar com as próprias pernas. - Mark
disse, irredutível.
- Eu vou papai, e vou ajudar Gregory a se reerguer. Mãe... Eu te
amo. Te ligo quando estivermos instalados. - ela disse sentindo uma lágrimas
descer. ela limpa e funga engolindo o choro. - Vamos logo Greg, não quero mais
ficar aqui. - ela disse dando as costas aos pais voltando para perto de
Leonardo.
Leonardo deu a mão a namorada e olhou para Mark, sem demonstrar
fraqueza.
- Você não sabe o erro que está cometendo, Mark. - ele disse,
vendo o sogro com o maxilar rígido. - Enquanto acha que expulsar seus filhos de
casa fará com que eles cresçam, eu te digo: Rose e Gregory já cresceram o
suficiente. Isso que está fazendo só terá uma consequência: seus filhos se
afastarão de fazer e quando você os quiser de volta, talvez seja tarde demais.
- ele se virou para o amigo. - Vamos pra minha casa, Greg.
Gregory assentiu. Elisabeth vendo que sua família estava divida
e não havia remédio, ela foi ate os jovens e abraçou a cada um deles desejando
bênçãos e que Deus os protegesse mais a partir daquele momento.
Enfurecido Mark saiu da vista deles indo direto para o seu
escritório. Lizzie aproveitou a saída do marido e pediu a Alfred que levasse os
jovens até onde eles desejassem. Sendo assim, cada um de mais um abraço
apertado de despedida e partiram para uma nova jornada onde tudo que aprenderam
teria de ser posto em pratica.
Continua...
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