sexta-feira, 27 de junho de 2014

Royals Love_Capítulo Final

Capítulo Final

Quando o casamento se encerra, Richard leva sua esposa para cabana e lá têm uma linda noite de núpcias, regada a completa paixão e amor que sentiam um pelo o outro, selando, enfim, a união que agora era vista e reconhecida por todos.

Terra de Selphod.

A Duquesa de Selphod,  Victória Dulce Lamér lia com atenção a grande nota que saiu no jornal da cidade. O príncipe de Vernay havia se casado com a princesa de Modrieva e o jornalista estava fazendo questão de retratar a felicidade dos jovens em meio ao enlace matrimonial.

Ela engoliu em seco, enquanto algumas lembranças amargas invadia sua mente:

"Vernay, 1801.

- Enfim consegui vir te ver, Richard. - Victória sorriu, encontrando o amado e jovem príncipe em meio há alguns amigos.

Richard olhou pra ela e sorriu de lado.

- E por que queres me ver, Victória?

- Como por que? - o sorriso dela diminuiu, vendo os amigos de Richard rirem e cochicharem ao olhar pra ela. - Estamos juntos agora, Richard. Sei que és sua obrigação vir até mim, mas não consegui resistir. Estava passeando com uma amiga antes do chá das cinco e o vi aqui... Vim falar com você. - ela sorriu.

- Estamos juntos? - ele perguntou, franzindo o cenho. - Não me recordo de ter firmado compromisso algum com a senhorita.

Victória abriu e fechou a boca duas vezes, enquanto via os amigos de Richard gargalhar. O próprio príncipe sorria de lado, como se estivesse se esforçando muito para não cair na risada.

- Estás louco, Richard? E... E o que aconteceu entre nós, ontem? - ela disse mais baixo, apenas para ele ouvir.

- O que aconteceu entre nós foi algo normal, querida Victória. A senhorita quis se entregar a mim e eu realizei seu desejo. Isso acontece sempre, meu bem.

- Mas... Mas não foi assim, Richard! Foi algo especial, foi... Você não pode simplesmente falar que foi algo normal. - ela murmurou, atordoada. - Eu pensei que eu significasse alguma coisa pra você.

Richard suspirou e se aproximou dela.

- Victória, ouça bem. Eu nunca lhe prometi nada, então você não deve me cobrar nada. O que aconteceu ontem, terminou ontem, ponto final. Entenda isso, tudo bem? - ele disse, olhando pra ela atentamente. - Passar bem.

Dito isso, Richard virou-se de costas e se afastou com os amigos, deixando Victória decepcionada no meio da praça de Vernay."

Tudo aquilo era tão vívido em sua memória, que ela poderia até sentir seu coração queimar por conta da decepção. Richard fora seu primeiro amor, seu primeiro homem, e depois de se entregar a ele, Victória se viu completamente sozinha. Eram jovens naquela época, mas ela sabia muito bem o que queria.
Ela o queria. Richard era o príncipe de Vernay, um casamento com ele significava uma vida de luxo para todo o sempre. Primeiramente ela se aproximou por interesse, mas logo se apaixonou. E se entregou. Foi como dar um tiro no próprio pé. Ele rapidamente se afastou, e ela ficou sozinha, com a honra manchada.

Por sorte, sua mãe lhe conseguiu um casamento decente. Dois anos depois, ela se casou com o Duque de Selphod, Thomas Christopher Lamér II. Foi um casamento seguro, onde o Duque a recebeu da forma que estava. Mas logo ela percebeu que seu marido era mais do que um homem ao qual devia respeito. Thomas tinha uma mente perversa, tal qual Victória. Rapidamente tornaram-se aliados.

- Victória. - Thomas a chamou. - O que tens? Estás tão pensativa. 

- Leia isso.

Thomas se aproximou da esposa e pegou o jornal que ela lhe estendia. Deu uma lida rápida e logo voltou se olhar pra ela.

- Ah sim... O casamento do tal príncipe de Vernay. Eu ouvi falar. - ele disse, sentando-se ao lado dela no sofá da grande sala de estar. - Ele que é o homem de seu passado, não é?

- Sim, é ele. - ela disse, ácida.

- Meu bem... Vejo que não gostaste dessa notícia. - ele riu. - O que tem em mente, Victória? Vamos, diga-me... Quero vê se seus planos combinam com nos meus.

- Então tens planos, meu marido?

- Sim, eu tenho. Eu sempre tenho e sabes disso. - ele olhou pra ela. - Conte-me os seus.

- Estou pensando que... Não seria tão ruim se fôssemos a Modrieva. Pelo o que me disse, você e o Rei Alexander Henri são bem próximos.

- Sim, nós somos. - ele disse, se levantando. Colocou um pouco de vinho no pequeno cálice e tomou, apreciando a bebida. - Temos negócios juntos e também somos... Colegas, por assim dizer. Tem tempo que não o vejo.

- Poderíamos vistá-lo, então. Soube que se tornou pai há pouco tempo. E não fomos ao casamento, apesar de termos sido convidados. Temos desculpas de sobra para irmos ao reino dos negócios.

- Isso é uma verdade, minha cara esposa. - ele sorriu, terminando sua bebida. - E isso se encaixa perfeitamente em meus planos. Você já viu a rainha de Modrieva? Uma linda mulher, Henri sabe escolher muito bem.

- Estás interessado na ex-princesa de Vernay, meu marido? - Victória perguntou, com um sorriso no canto dos lábios. - Sempre soube que gostava de aventuras, mas não sabia que és tão doido assim. Pelo o que ouvi, dizer, o rei Henri é bastante... Possessivo. - ela respondeu, provocando-o.

- Sabemos que ele não é páreo para mim, minha querida esposa. - ele riu. - Eu sempre consigo o que quero, como sei que você sempre consegue o que quer. Posso vê em seus olhos as boas intenções que tens com essa viagem.

- Tenho as melhores intenções possíveis, meu amado. - ela disse, se levantando e indo até ele. - Sabes o quanto sou esperta quando quero algo, não é?

Thomas sorriu de lado e foi até ela, agarrando-a com força pela cintura. As bocas quase coladas uma na outra.

- Sim, eu sei muito bem... Sei também o quanto és deliciosa, minha esposa... - ele beijou o pescoço dela. - Talvez devêssemos aproveitar enquanto não vamos atrás de nossas novas conquistas.

- Concordo plenamente, meu marido...

Thomas a beijou com força, jogando-a no sofá logo em seguida, fazendo da tarde dos dois uma sessão de prazer puro e selvagem, como já estavam acostumados.


Modrieva estava prestes a ser atacada por um casal com milhares de más intenções. Só resta saber como poderão se proteger e contra-atacar. 


The End
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Royals Love_Capítulo 21

Capítulo 21



. Minutos depois, Nina vem com o bebê nos braços envolto numa manta branca. Henri e Virginie a ajudam a sentar na cama para receber o pequeno herdeiro. Nina o coloca nos braços da mãe:

- Aqui está o seu menino, majestade. Ele é belo e forte. Vai ser um ótimo rei, como seu pai.

- Obrigada, Nina... - Genevieve olhou atentamente para o filho, que já estava mais calmo, mas observava a tudo com curiosidade. - Olá, meu pequeno... Você é tão lindo e tão apressado, obrigada por ser tão forte. Eu amo muito você, muito. - ela sussurrou pra ele, beijando sua testa com carinho. - Veja como ele é lindo, meu amor... Ele tem seus olhos.

Henri olhou para o bebê e sorriu.

- São tão azuis quanto os meus, minha rainha. - ele diz sorrindo - Mas veja, os lábios dele são seus... Na verdade, são idênticos.... - ele ri - Como pode?

- Eu não sei, só sei que é incrível. - ela diz, segurando a mãozinha pequena do bebê, enquanto a cunhada e as empregadas saiam do quarto, deixando-os a sós. - Obrigada por tudo isso, Henri. Quando me casei com você... Nunca pensei que fosse ser tão feliz. Obrigada por me fazer tão feliz. - ela olhou nos olhos dele.

- Eu que devo agradece-la meu amor! - Ele diz tocando o rosto dela com carinho - Você aturou com todos os meus defeitos e não fugiu de mim. Quando casamos eu sentia que você era minha, mas não sabia se continuaria comigo. A cada briga tive tanto medo de te perder, Genevieve, mas aí o que temos foi aumentando, aumentando... E temos nosso bebê. - Ele sorri e beija a cabecinha da criança - Não existe riqueza nesse mundo maior que a minha família. Eu amo vocês demais.

- Nós o amamos muito mais, meu amor. - ela sorriu emocionada e chegou um pouco para o lado, beijando os lábios do marido. - Eu pensei em um nome para o nosso bebê... Quero saber se você concorda com ele. - ela olhou pra ele e o viu assentindo para que continuasse. - Pensei em Rodolph Henri Oleander Tussaud... O que acha?

Henri abriu um sorriso encantador que começou em um canto dos lábios seguindo até o outro lado.

- É perfeito, minha rainha. Eu aprovo. - ele diz. - Agora deixe-me pega-lo um pouco?

- Claro... - ela sorriu e esticou um pouco os braços para que ele pegasse o filho.

Henri pegou o filho nos braços e colocou perto do seu rosto dizendo que o amava muito. Levantou-se da cama e foi até a janela. O tempo estava agradável, mas as janelas se mantinham fechadas por causa do vento. Henri mudou a criança de posição em seu colo o deixando de frente para a paisagem. Ele suspira sentindo a felicidade plena brotar em seu peito.

- Está vendo tudo isso, meu filho? Tudo isso é teu e de tua mãe. Você vai crescer forte e ser um grande rei... E vai cuidar do povo assim como sua mãe me ensinou como deveria. Modrieva é sua casa, meu querido Rodolph e nela você será muito feliz... - ele disse e deu beijo no filho.

Mais tarde daquele mesmo dia.... A notícia do nascimento do bebê se espalhou por todo o reino. Os moradores do vilarejo exaltam de alegria. O rei anuncia que haverá uma grande festa para celebrar a chegada do herdeiro. A festa acontece mesmo durante a preparação do casamento de Virginie. Falando no casal.... Estes dois não poderiam ser mais felizes. Com o apoio de Henri as coisas melhoram consideravelmente. Os pais de Richard consentem com o a união, sobretudo Nicholas. Mas Richard deixa bem claro que dependendo dele nada sairá de Modrieva por conta de seu casamento com Virginie. O rei vendo a relutância do filho preferiu aceitar e concordar do que perdê-lo.

Numa linda tarde de primavera terminava de colocar o véu sobre o rosto. Estava a noiva mais linda que se podia imaginar. Sua cunhada Genevieve estava tão orgulhosa daquele casamento. Sentia-se até um pouco mãe dela naquele momento. As duas sorriram e se abraçaram apertado. Virginie a agradece por tudo que fez por ela, seu irmão e todo o reino. Sem sua presença Modrieva continuaria com a velha sombra de um passado cruel e opressor.

Genevieve sorri dizendo que fez apenas o que deveria ter feito. Enquanto falavam Henri entrou no quarto e olhou a irmã de cima a baixo. Sorriu por vê-la tão linda naquele vestido. Com cuidado a abraçou e beijou sua face falando como estava bonita de branco. Tímida Virginie o agradeceu. Ele diz que já estão na hora. Se despede brevemente dela e carrega a esposa consigo para a igreja. A noiva iria um pouco depois deles. Carlota termina os últimos detalhes dos enfeites de cabelo e entrega-lhe o buquê.

Na igreja os convidados esperavam ansiosos. O noivo caminhava inquieto de um lado para o outro, com os nervos à flor da pele. Assim que chegou, Genevieve e Henri foram cumprimenta-lo. Henri sorriu e dando tapinhas em seu ombro disse para ficar calmo, pois a noiva estava linda e logo chegaria. Richard sorri e diz que ia tentar relaxar. Meia hora depois de sair do castelo a carruagem estaciona em frente a igreja. Virginie sente o coração saltar, enfim sua hora tinha chegado. Henri a esperava na porta e a ajudou a descer.


- Estou tão nervosa, meu irmão... Nem acredito que vou me casar - ela diz com a voz embargando.

- Não chore minha irmãzinha. Seu sorriso é mais belo que suas lágrimas. - Ele disse enxugando uma lágrima que havia escorrido - Richard está a sua espera e, eu nunca pensei que diria isso, mas... Vocês foram feitos um pro outro, pois ele também está nervoso. - ele ri.

- Oh Deus... - ela riu - Então vamos lá deixa-lo mais calmo.

- Sim, vamos. - Ele disse dando o braço para ela segurar.

Virginie respira fundo e as portas da igreja se abrem. Todos ficam de pé e uma música doce e romântica é tocada no fundo. Os dois seguem passo a passo pelo corredor até o altar. Virginie e Richard estão vidrados um no outro. Presos no olhar amoroso que trocaram desde o primeiro dia que se encontraram. Lagrimas vem aos olhos de Virginie e ela agradece por estar de véu sobre o rosto. Richard desce os dois degraus assim que sua futura esposa chega. Henri dá um abraço na irmã, beija seu rosto por cima do véu e a entrega ao noivo. Richard pega sua mão e beija docemente sussurrando como estava divina. Ela sorri e diz que ele também estava lindo.

Juntos o casal se pôe diante do padre e o ritual começa. O padre segue as orações e os convidados o acompanham. Não demorou muito e o momento dos juramentos chega. O padre pede que o casal fique de frente um para o outro. Eles obedecem e ficam de mãos dadas. Olhando para o príncipe pediu que fizesse os votos matrimoniais.


- Meu doce anjo... - ele começou, tocando as mãos dela e olhando em seus olhos. - Eu me lembro muito bem do dia em que a vi pela primeira vez, sentada ao trono com um olhar triste e longe. A primeira coisa que veio a minha mente é que eu tinha de fazer algo para mudar aquilo, para deixa uma princesa tão linda como você, feliz outra vez. Hoje você está aqui na minha frente, tornando-se minha esposa e quero que saiba que fazê-la feliz é objetivo que carregarei por toda a minha vida. Prometo amá-la, protegê-la, estar sempre ao seu lado em todos os momentos. Eu te amo muito, minha Virginie. Meu doce anjo.

Virginie lutou contra as próprias lágrimas para não desabar ali. Padre pede que ela agora faça os seus votos.

- Quando nos vimos pela primeira vez eu senti dentro do coração que você seria alguém importante. Quando conversamos e nos conhecendo melhor esse sentimento aumentou e descobri que não poderia mais ficar longe de você. Nem que fosse apenas por sua amizade meu coração sentia necessidade da sua presença. Amor... Meu amor... Obrigada por estar comigo em todos os momentos e por ser o meu herói de armadura reluzente... - ela engole o choro e continua. - Eu te amo demais Richard e... Vou ama-lo pela eternidade, meu príncipe.

Todos os presentes se emocionam com aquelas declarações tão bonitas e sinceras. O padre autoriza a entrada das alianças. As pessoas se voltam para o corredor central e observam um menino entrar com uma pequena almofada nas mãos. Virginie fez questão de convidar uma criança do vilarejo para levar o simbolo do seu amor. E ele estava tão feliz naquela roupa bonita. Seu sorriso era inocente e largo. Ao chegar no altar as entregou a Richard. O príncipe pega as alianças na mãos e agradece ao garotinho vendo o padre prosseguir.

Depois da benção e orações os noivos trocam as alianças e seguem para o momento mais aguardo.

- E pelo poder que vem de Deus... Richard Léon Blanchard Bellemare e Virginie Louise Blanchard Bellemare... Eu os declaro marido e mulher. O noivo pode saudar a noiva com o ósculo da paz. - Sorrindo disse o padre.

Richard sorriu de lado e pôs uma mão na cintura da esposa e a outra tirou o véu de seu rosto. Passeou a ponta dos dedos com carinho pela pele sedosa de Virginie e se aproximou, roçando seus lábios devagar. Virginie suspirou de leve e ele aprofundou o beijo, que foi regado de amor e carinho, selando a união do mais novo casal.


O casal é ovacionado com uma calorosa salva de palmas. Os pais de Richard e Henri com sua esposa e filho descem do altar e cumprimentam os noivos, saindo em seguida. Richard e Virginie saem após os cumprimentos e entram na carruagem para darem uma volta até que os convidados pudessem chegar ao castelo, que não era tão longe dali. Aos poucos as pessoas chegam e vão se enturmando umas com as outras. As classe mais humilde fica encantada com a decoração. Nunca tinha visto algo tão bonito.

Os noivos chagam meia hora depois dos convidados. Recebem as boas vindas como altezas Blachard Bellemare. Virginie não conseguia deixar de sorrir, estava plena e feliz. Paolo foi até eles e os conduziu para seus tronos reservados. De lá puderam observar como as pessoas estavam se divertindo. Alguns nobres resistiam a presença dos humildes ali, mas outros ficam admirados com a coragem do rei Henri em unir dois mundos tão diferentes. Para Genevieve isso era a realização de um sonho. Com o filho nos braços ela sorria olhando para o esposo. Henri estava orgulhoso do que havia se tornado com o auxilio da esposa. Foi muito difícil mas ele conseguiu enxergar aquele povo com os olhos caridosos da mulher.

Em um dado momento Paolo chama a atenção de todos para que fosse aberto um espaço para a valsa dos noivos. Richard levanta do trono e pega a mão da esposa. Desceram juntos até o meio da sala ouvindo os primeiros acorde de da valsa da flores.




Richard repousa uma das mão na cintura e a outra segura a de Virginie na altura do seu ombro. Ambos sorriram sutilmente começando a dançar. Seus pés mal tocam o chão. De lado para o outro o corpo acompanha a música que ressoam forte nos ouvidos se todos quando chega ao refrão. Genevieve encosta o rosto no ombro do marido e suspira. Henri beija a cabeça dela entendendo o que ela sentia. Os noivos continuam a deslizar pelo salão com harmonia. Girando e girando... Uma cena digna das fábulas que tanto fizeram Virginie sonhar com esse momento. Agora ela sorria para o seu grande amor, certa de que viveria feliz para sempre até os últimos dias de sua vida.

Novamente a valsa foi tocada e as pessoas são convidadas a partilhar da valsa com os noivos. A rainha deixa seu bebê sob os cuidados de Nina e vai dançar com seu amado rei. Os nobres fizeram seus pares e também se unem a eles numa coreografia bela e harmoniosa.



Continua...
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Royals Love_Capítulo 20

Capítulo 20


No dia que a costureira real estava tirando as medidas da princesa para fazer o vestido de noiva, Genevieve lembrou poderia ter feito tudo aquilo se uma raiva absurda não tivesse nascido antes.

- Meu coração está batendo mais forte a cada hora que se aproxima o casamento minha cunhada, isso é normal né? - perguntou inocente.

- O meu casamento não foi o mais normal de todos, minha cunhada. - Genevieve diz, sorrindo no final. - Mas eu senti esse frio na barriga também.

- Oh sim... Espero estar firme e forte quando atravessar a igreja com meu irmão. Ainda bem que ele e Richard se entenderam, graças a Deus. - ela sorriu.

- Ainda bem mesmo... - Genevieve disse soltando um suspiro. A dor incômoda que estava sentindo pela manhã estava voltando, latejando no pé da barriga de uma forma estranha. - Henri está feliz com o seu casamento, eu sei disso. Ele é orgulhoso, mas ele está satisfeito ao vê forma como você e meu irmão se amam.

- Isso me deixa muito aliviada, minha cunhada. Henri é tão fechado.. Bom, era mais antes de você, mas ainda continua teimoso e cheio de orgulho. Ah, estava quase esquecendo de contar... Richard e eu não vamos morar no castelo dos seus pais. Vamos morar na cabana... Amo aquele lugar, me traz tantas lembranças boas. - ela suspira apaixonada.

- Não acredito, Virginie! Isso é maravilhoso, minha amiga... Ficaremos perto uma da outra. - Genevieve sorriu para cunhada, fazendo uma careta de dor no final. Um gemido escapou de seus lábios.

A costureira e Virginie se entreolharam, ao vê a rainha se apoiar em um dos móveis do quarto de Virginie.

- A senhora está bem? - a costureira perguntou, olhando a rainha com atenção.

- Não... - ela gemeu, pondo a mão na barriga. - Virginie, venha aqui, por favor!

- Sim minha cunhada... - A princesa disse indo até ela imediatamente. - O que houve? Está sentindo dor? - disse pegando a mão dela.

- Muita dor... Eu acho que o bebê vai nascer, mas ainda não está na hora... - ela gemeu novamente com lágrimas caindo. - Chame meu marido, por favor, eu quero Henri aqui!

- Santo Cristo! - ela diz com mão na boca - Sim, minha amiga vou chama-lo, mas sente-se na cama. Aby, me ajude aqui, por favor.

Com cuidado as duas deram apoio a Genevieve sentou-se na cama gemendo de dor. Virginie saiu dali as pressas. No caminho encontra com Nina e pediu a ela que subisse com Carlota, pois o bebê queria nascer. A empregada leva um susto, mas diz que vai até lá ver a situação. A princesa segue procurando. Rodou o castelo inteiro e só o encontrou na sala de armas com versando com o chefe dos soldados reais. Afobada ela despeja a notícia de uma vez. Henri sibila alguma coisa até cair a ficha que seu filho estava vindo ao mundo mais cedo. Preocupado ele sai correndo da sala e Virginie o segue de volta para o quarto.

Henri entra no quarto sem ao menos ser anunciado. Ele corre até a cama e senta ao lado da esposa.

- Meu amor, o que está havendo? Está tão cedo, não está? - ele disse fazendo carinho nos cabelos dela.

- Está... Eu estou com medo, Henri, eu não quero que aconteça nada com o nosso bebê.... - ela chorou, passando a mão pela barriga. - Dói muito, não me falaram que doía tanto assim...

- Oh minha rainha... Não fique assim... - ele disse compadecido - Você é forte e nosso bebê também. Eu te amo e vai dar tudo certo. - ele diz e dá um beijo em sua cabeça. - Virginie chame por Nina e Carlota...

- Eu chamei meu irmão, elas estão vindo. - ela responde sentando do outro lado da cama e arruma os cabelos dela tirando os do rosto, pois a dor era tão grande que fazia a jovem rainha transpirar.

- Vai ficar tudo bem, minha cunhada. Confie! - ela diz calma.

- Eu estou tentando... - ela murmurou, segurando forte a mão do marido quando outra dilatação veio. Seu instinto a fez gritar e empurrar com força para baixo. - Por Deus, peça para elas virem mais rápido!

- Aby, desça na cozinha e veja porque demoram tanto, por favor.. - Virgine pede a costureira.

Com uma saudação a mulher sai as pressas.

Não demorou muito até ela voltar com as duas; mais uma bacia com água morna e muitas toalhas e lençóis e uma tesoura.

- Pronto... Pronto majestade. Já chegamos e vamos ajuda-la, viu? - Nina disse calma. Ela olha para Henri e se dirige a ele - Majestade, o senhor pode esperar lá fora. Quando terminar vamos chama-lo.

Ele franze o cenho pra ela.

- Como? Eu não vou sair daqui Nina. Sou o pai dessa criança e é minha mulher que está parindo. Ficou maluca?

- Não é isso majestade, é que não é bom que o marido veja o parto. Pode ser ruim para o futuro do casamento. - ela explica.

- Ruim por que? É tão grave assim? - ele pergunta contido.

- Pode ser traumático. A situação de uma mulher ao dar a luz é algo divino, mas para o casamento não é bom. Confie em nós. Carlota e eu já ajudamos a muitas crianças virem ao mundo. O senhor e a princesa Virginie vieram ao mundo por nossas mãos. Sua criança está segura. - ela disse vendo que Carlota estava terminando de preparar Genevieve para o parto.

Henri ficou muito pensativo. Queria ficar, mas estava com medo. O que poder ser tão traumático no nascimento de seu filho? ele perguntava a si mesmo.

- E se eu ficar só do lado dela... Pode? - perguntou ele.

Nina sorriu para o rei.

- O rei prometer não sair daí, pode. - ela responde.

- Tudo eu não vou sair. Ficarei comportado como estou desde já. - ele diz assentindo.

Virginie sorriu e ajudou a pegar as toalhas e por perto da cama junto a bacia com água. Nina olha para Genevieve com carinho e se dirige a ela:

- Majestade, vou lhe tocar embaixo para saber que posição a criança está. Está bem? Fique calma e tudo vai dar certo. - ela diz.

- Tudo bem, mas seja rápida, por favor Nina... Dói muito. - ela disse com a voz entrecortada.

- Farei tudo o que puder, majestade. - ela assente e se poe a lavar as mãos antes de examina-la.

Com o toque Nina sentindo que a criança estava na posição certa. Genevieve gemia cada vez mais quando as contrações aumentavam. Virginie fica ao lado da cunhada tentando tranquiliza-la. As empregadas então começam a fazer o seu trabalho. Com as pernas da rainha bem abertas pediram que respirasse fundo e fizesse bastante força. Genevieve a obedece segurando firme na mão do marido. Ela grita de dor e Nina pede outra vez que faça mais força. Respirando fundo ela une força e empurra o bebê pra fora sentindo tudo dentro dela se abrindo. Henri ficou com aflição de vê-la tão sofrida, mas nada podia fazer, apenas ficar ao seu lado estava ajudando.

Virginie secava a testa dela de tempos em tempos. Carlota ministrava ajuda a Nina durante o parto. A criança era grande e precisava de muito esforço da mãe sair.

- Quero que a senhora respire fundo e ponha toda a força que tiver empurrando para baixo. Precisamos que os ombros passem primeiro. - Nina disse.

Genevieve assente e se pôs a respirar fundo. Fazendo a força pedida ela empurra com toda força para baixo, assim como Nina pediu. Henri que apenas segurava sua mão começa a incentiva-la:

- Isso.... Força meu amor... Eu estou aqui... Eu estou aqui. - ele diz.

A rainha grita alto sentido o filho sair dela. Nina rapidamente puxa a criança para fora.

- É um menino, é um menino! - Diz a empregada com um largo sorriso.

Todos começam a sorrir e Genevieve chora de emoção em meio a exaustão que sentia. Carlota corta o cordão umbilical e cuida da limpeza do bebê. Nina termina os cuidados com a mãe. Henri olha emocionado para esposa e beija seus lábios com amor enquanto escutavam o choro forte da criança.

- Obrigado meu amor, eu te amo tanto... - sorrindo ele a beijou novamente fazendo carinhos em sua cabeça.

- Eu te amo muito mais, amor... - ela sorriu cansada e olhou ao redor. - Onde está me filho, traga-o aqui, Henri. Quero vê-lo. - ela pediu risonha.

- Nina e Carlota estão cuidando dele, minha cunhada. Daqui a pouco ele estará em seus braços. - Virginie respondeu. - Parabéns, minha amiga. Você foi muito bem. - Ela diz pegando em sua mão.

- Obrigada, minha cunhada. Foi difícil, mas eu consegui. - ela sorriu. - Estou muito feliz.

- Minha mulher é uma heroína. - Henri disse orgulhoso - Mas não fale muito, você precisa descansar, hum?

- Está bem, senhor mandão. - ela ri de leve

Eles sorriram e a deixaram descansar.


Continua...
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Royals Love_Capítulo 19

Capítulo 19


Richard agradeceu rapidamente e seguiu Nina até o quarto de Virginie. Assim que entrou viu a princesa quase rolando em cima da cama, chamando por seu nome. Com o coração partido ele se aproximou e a abraçou com força, beijando sua têmpora suada e quente.

- Eu estou aqui, anjo... Eu estou aqui e nunca mais sairei de seu lado. - ele disse no ouvido dela.

- Richard... Não me deixa... Por favor... - ela delira - Meu irmão Henri... Fica comigo... Eu te amo…

- Eu nunca mais vou te deixar, meu anjo… Nunca mais. - ele murmura.

Nina entrou no quarto com um remédio e com o auxílio de Richard, ministrou-o em Virginie. Depois de alguns minutos a princesa se acalmou e Richard ficou deitado ao lado dela, fazendo compressa em sua testa. Quando a temperatura diminuiu bastante, ele a colocou em seu peito e beijo sua testa, acariciando seus cabelos negros.

Horas depois Virginie acordou e viu Richard a seu lado, olhando pra ela. Sua face tinha preocupação e mais uma vez pensou estar alucinando. Com um pouco de coragem ela levou sua mão ao rosto dele e o tocou para confirmar sua presença ali.

- Richard… Você está mesmo aqui, meu amor… - Murmurou mirando seus olhos.

- Sim, meu anjo, eu estou aqui. Finalmente consegui vir te vê. - ele disse, tocando o rosto dela com carinho. - Eu sinto muito por tudo isso, Virginie, eu jamais imaginei que você estava assim, eu não sabia de nada, nem dos planos de meu pai, nem de sua doença… Assim que soube eu vim correndo para Modrieva. Saber que estava desse jeito estava acabando com isso, meu amor.

- Achei que nunca mais eu fosse vê-lo, Richard… - ela disse com os olhos marejando e um sorriso frágil se fez em seus lábios - Graças a Deus você está aqui. Eu não suporto ficar sem você… Eu te amo muito…

- Eu não suportaria viver sem você, Virginie. Eu a amo muito para conseguir ficar longe. Eu brigaria com o mundo se fosse preciso para apenas vê um sorriso seu. Seu irmão e meu pai não são nada para impedir a força do amor que sinto por ti. - ele olhou nos olhos dela. - Precisamos ficar juntos para mostrar a eles que não podem nos impedir de ficar juntos, meu anjo. E pra isso você precisa melhorar.

Ela suspira e encosta a cabeça no peito dele.

- Eu vou melhorar, meu amor. Por nós dois, vou me esforçar para ficarmos juntos pra sempre. E tens toda razão, ninguém pode nos separar. Ninguém! - ela disse o abraçando forte. - Obrigada por lutar por mim, meu cavaleiro.

- Eu sempre vou lutar por você, meu anjo. Sempre. - ele puxou o rosto dela e deu um beijo carinhoso em seus lábios. - Eu amo você, Virginie Louise.

- E o amo mais, Richard Léon. - ela sorri pra ele. - Você falou com meu irmão, sobre nós?

- Sim, meu anjo, eu falei... No começo foi bem difícil, mas acho que ele percebeu que você só melhoraria quando enfim ficássemos juntos. Espero que ele não mude de ideia.

- Também espero que não. - ela disse baixinho - Então acho que podemos namorar mais tranquilos agora, não é? Sem precisar nos esconder..

- Não, eu não penso em namoro... - ele olhou pra ela com atenção. - Eu quero me casar com você, Virginie.

- Oh Richard... Casar? - ela diz emocionada.

- Sim. - ele sorriu docemente. - Nos amamos tanto, meu anjo, não tem porque esperarmos mais, não acha? E tem outra coisa... Eu não suporto mais essa distância, não aguento mais esperar. Vou aproveitar que tudo já foi descoberto e assumir um compromisso sério com você. Pedirei a sua mão em casamento para Henri.

- Santo Deus... Ele vai enlouquecer, mas casar-me com você é o que mais quero, meu amor. Quero sua por inteira e pra sempre. - disse ela. - Estou pensando uma coisa... Poderíamos morar na cabana, gosto tanto de lá. A brisa que vem da colina é tão gostosa e aquele pasto verde me encanta. O que você acha?

- Eu acho perfeito, anjo. Eu jamais aceitaria morar com meu pai, não depois de tudo o que ele estava planejando. - ele disse, amargurado. - Morar na cabana será ótimo, eu posso reformá-la e aumentá-la também.

Ela sorri tocando o queixo dele com o dedo indicador.

- Já está pensando em crianças, meu amor?

- Sim senhora, muitas e muitas crianças! - ele sorri. - E também ficaremos perto de minha irmã e nosso sobrinho. Morar aqui está perfeito. - ele ri.

- Com certeza, será maravilhoso! Posso ajudar sua irmã com o bebê, e já que meu futuro marido está querendo muitos filhos tenho que começar a treinar. - ela ri.

- Isso mesmo! Mas tenho certeza de que serás uma ótima mãe, meu amor. - ele sorriu. - Agora, que tal comer um pouco? Estou sabendo que está sem comer nada, anjo, e pra melhorar você precisa comer. Nina estava fazendo uma sopa pra você.

- Eu não sinto fome, Richard. Só de tê-lo aqui já me basta. - ela disse docemente.

- Meu bem, eu realmente queria ser o bastante para fazê-la viver, mas não sou. Você precisa comer, Virginie, mostrar ao seu irmão que está melhorando, para ficarmos juntos de verdade. Faz um esforço, amor... Por mim?

- Hum... Está bem... Por você me esforçarei. - ela assente

- Isso mesmo, minha doce princesa. - ele sorriu e a beijou de leve.

O casal continuar a conversar até que Nina os interrompe quando entrou com a bandeja de sopa quente. Se estômago enrolou com o cheiro, mas ela precisava comer. Há dias não se alimentava direito. Richard vê a expressão repulsiva da namorada para a comida e insiste ao lembra-la de sua promessa. Se poder voltar atrás, ela pega a colher nas mãos e preenche com sopa. Assoprou para esfriar um pouco e comeu. Devagar com uma colherada de cada vez ela foi indo até deixar o prato limpo. Com o passar dos dias Virginie foi se readaptando a rotina. Comia e dormia melhor. Richard passou alguns dias no castelo e em momento algum deixava sua namorada sozinha. Numa noite o rei quis perguntar e ver como sua irmã estava, mas não chegou a entrar no quarto. Da porta mesmo ele pôde ver Richard sentado na cama segurando Virginie em seus braços de uma maneira muito carinho. Eles dormiam profundamente; então Henri sorriu de lado e deixou a visita para outra hora.

Assim que se recuperou completamente, a princesa tem uma conversa muito franca com o irmão. Disse o quando estava equivocado em protegê-la demais . Esta função não era mais dele, e sim de Richard. O rei escuta com atenção as palavras da irmã e procura entendê-la. Enfim, eles se amavam e nada poderia mudar isso! Sem ter o que protestar ou criticar, Henri deu sua benção na união da irmã com seu amado príncipe.

Alguns meses depois os preparativos do casamento estavam sendo feitos. Virginie estava tão empolgada! Os convites eram lindos e a decoração escolhida era perfeita. Henri e Richard não brigavam mais como cão e gato. Genevieve tinha sua linda barriga de oito meses. O papai coruja era todo babão e queria protegê-la até o improvável.

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Royals Love_Capítulo 18

Capítulo 18

Virginie cai em choro compulsivo. Ela se joga nos travesseiros e grita a dor de ter perdido seu grande amor para sempre. Quando Henri dizia algo com tanto furor era óbvio que jamais voltaria atrás.

- Eu não vou casar com outro, não vou.... Prefiro que a morte me leve... - Virginie chora alto segurando os cabelos - Eu não posso viver sem ele... Não posso...

Genevieve se sentou na cama e passou a mão elas costas da cunhada, engolindo o choro.

- Você não vai perde-lo, minha cunhada. Henri só disse tudo isso porque está de cabeça quente. Eu vou fazê-lo pensar melhor, eu prometo a você, minha amiga. Você e meu irmão não irão se separar!

Virginie se vira pra ela com o rosto lavado em lágrimas.

- Mas ele não volta atrás, Genevieve. Conheço Henri... Minha vida acabou. Eu quero morrer se não... Se não puder mais ver o seu irmão, minha cunhada. Prefiro a morte! -ela diz caindo em choro profundo.

- Não diga uma bobagem dessas, Virginie, olhe pra mim - ela pegou o rosto da cunhada entre as mãos e a olhou. - Meu irmão jamais desistiria de ti, ele te ama de verdade, minha cunhada. E eu também não vou desistir de vocês, eu vou fazer Henri mudar de ideia e logo ele virá aqui, dizendo que você pode namorar com Richard. Você vai ver. - ela deu um sorriso otimista

- Que Deus te ouça, minha cunhada. Que Ele te ouça... - Ela diz a abraçando forte para pegar força.

Genevieve ficou com a cunhada tentando passar algum consolo até vê-la dormir pelo cansaço do choro. Devagar ela sai do quarto e avisa a Nina que volte depois com o jantar dela. A empregada a assente aproveita para perguntar como a princesa está. Genevieve diz a Virginie está inconsolável e que precisará de todo apoio possível. Nina se compadece dela e diz que vai ajudar em tudo que puder. A rainha dá um abraço agradecido nela e pergunta onde o marido estava. A criada responde que o rei se encontra no quarto. Genevieve vai até lá com uma ideia na cabeça e o coração preparado.

Ao entrar no quarto Henri estava de pé olhando o jardim pela janela. Genevieve senta na cama e espera um tempo para começar a falar. Quando inicia, seu tom é baixo e suas palavras saem muito claras. Durante um tempo a rainha protagonizou um monólogo, mas logo em seguida Henri participa dizendo como estava chateado e descontente com toda a situação.

Ela pede desculpa e argumenta os motivos que a levaram a esconder o romance do marido. Ele presta muita atenção no que escuta e tenta digerir tudo aquilo. Genevieve o faz lembrar-se de todas as coisas boas que viveram e o como o clima estava agradável depois das mudanças. Henri é obrigado a concordar com ela. Os dois conversaram até tarde e no fim do dia o rei se propôs a pensar no caso de sua irmã e cunhado.


Apartir da descoberta do romance escondido Virginie ficou com tanto pânico que mesmo o irmão tendo a tirado da punição do cativeiro, ela não conseguia mais comer direito ou dormir. Perder Richard virou uma ideia fixa em sua cabeça e por isso a moça começa a se entregar novamente ao estado depressivo do passado. Voltou a usar os vestidos negros, não erguia a cabeça e mal falava. Genevieve fica extremamente preocupada e questiona o marido por isso. Ele não precisava ter sido tão rude com a própria irmã. E mais ainda por que se apaixonou. A forma com que Henri enxergava Richard muitas vezes a tirava do sério.

Com o passar dos dias ao fim de uma reunião de conselho Paolo pede para conversar a sós com o rei. Henri lhe concede a permissão e os dois ficam sozinhos no escritório. Paolo tinha novidade sobre o rei de Vernay e não eram nada boas. Segundo informações seguras o sogro de Henri, o rei Nicholas tramava casar seu filho com Virginie para obter vantagens em ambas as terras.Fazendo assim outro acordo em forma de casamento. O rei de Modrieva novamente leva um baque. De quanta baixaria seu sogro ainda era capaz? Perguntou a si mesmo. Recordando novamente suas ideias sobre proibir o romance do casal, ele agora firma esse compromisso de permitir o envolvimento dos dois.

Ao cair da noite naquele mesmo dia, Henri chamou a esposa para conversar e contou a notícia que Paolo havia trago. Em primeira instância ela não acredita que Richard aceitasse um acordo desse tipo. Imagina, seu irmão não. Henri começa a explicar em detalhes um ideia dessa flui e logo a memória dela se abre ao dia em que foi "vendida" em troca da sobrevivência do seu povo. Lembrou-se que por impotência, o irmão se rendeu a vontade do pai e como ela conhecia bem o velho Nicholas, suspirou triste ao imaginar tal ato do príncipe.

Após o jantar foi a vez do rei conversar com sua irmã. Ele comenta tudo que ouviu do conselheiro e diz sua próprias opiniões sobre o assunto. Por Henri ele não era digno para Virginie. As respostas da princesa são poucas e monossilábicas. Ela apenas concorda com o que o irmão e se entrega a vontade dele. Sentia com mais essa, mais uma dor somada a tristeza profunda. Dias depois Virginie cai de cama. Tem febres altas que chegam a causar delírios. E neste delírios o nome do príncipe sempre estava em sua boca. Era óbvio que ela o amava de verdade e precisava dele mais do que nunca.


Genevieve escreve uma carta muito dura ao irmão dizendo o quanto estava triste por ele seguir o mal exemplo do pai. Disse também que o amava, mas que não estava de acordo com o plano de casar-se com Virginie para conseguir lucros a Vernay. Disse com detalhes o estado de sua cunhada com toda essa situação. Ao ler a carta Richard fica perplexo e perdido. Ele não tinha ideia que o pai planejava pra ele o mesmo que fez a sua irmã caçula. E sobre Virginie seu coração ficou despedaçado. A pobre estava doente por sua causa, mesmo sendo inocente. Ele tinha que resolver isso, sua amada estava entregando a vida a própria sorte.

Com o espírito remexido, ele sai cheio de pesar á procura do pai. Com a ajuda dos empregados descobriu que ele estava no escritório em reunião com os conselheiros. Então bruscamente ele abre a porta num empurrão fazendo um barulho que assusta a todos. De irritação até pelas tampas o príncipe despesa toda a sua com relação ao plano do pai. Disse que jamais aceitaria algo tão sórdido apenas para não perder as mordomias reais. Gritando aos sete ventos ele diz que preferia morar com os peregrinos sob a honestidade do que dentro de um castelo se aproveitando as pessoas.

Os conselheiros ficam chocados, sobretudo, o rei. Nicholas nunca tinha visto o filho tão alterado e raivoso, mas antes que dissesse qualquer coisa Richard termina seu discurso dizendo que em nome do povo de Vernay ele pediria desculpa ao rei Henri por tão grande insulto. Pois o povo de Vernay não precisava desses compromissos nojentos para sobreviver.

Assim que terminou, o príncipe saiu da sala de reunião sem dar tempo para ouvir qualquer um que ali estivesse. Desceu correndo para o estábulo e preparou seu cavalo. Montou nele e saiu depressa para Modrieva resgatar sua dignidade e salvar sua amada de um triste fim.

Em Modrieva as coisas não iam nada bem com a princesa. Henri estava muito preocupado e suas opções para fazê-la melhorar tinham se esgotado. Acabara de sair do quarto dela e seu estado era digno de pena. A linda princesa de Modrieva que tinha os olhos tão brilhantes ao descobrir o amor, agora estavam apagados e sem vida. Por comer muito pouco e não dormir, perdeu um pouco de peso. Diante disso a rainha teve uma ideia e comentou com o marido. Henri teve suas dúvidas quando a esposa disse que a única cura de Virginie era ter Richard a seu lado novamente. A majestade se reteve, mas com insistência ele acabou concordando.

O céu estava cinzento quando finalmente Richard entrou em Modrieva. Sentiu o coração oscilar ao chegar nos enormes portões do castelo. Ao se identificar, viu os soldados se entreolharem e negarem sua entrada. Com o maxilar travado ele disse que entraria no castelo custe o que custasse, nem que tivesse que matar um por um, ele tinha de vê sua amada Virginie! Paolo viu aquela situação e pediu calma, dizendo que iria perguntar ao rei se o cunhado poderia entrar.

Paolo pediu licença, vendo Henri e Genevieve na sala de estar e contou que estava se passando nos portões do castelo. Henri automaticamente disse não a entrada do cunhado. Genevieve respirou fundo e olhou para o marido com atenção.

- Henri... Eu sei que você está com raiva do meu irmão, mas todos merecem ser ouvidos. Até agora nós não sabemos a versão dele, e talvez o que ele venha nos dizer mude toda essa situação. Pense em sua irmã, que está enferma lá em cima, pense nela. Ela pode melhorar se você apenas tiver uma pequena conversa com meu irmão.

- Mas Genevieve, eu não quero falar com ele. Não há nada a ser dito. Tudo está as claras. Ele não diria nada de novo. - ele responde com o semblante sério

- Pelo o que eu saiba, o senhor ainda não tem o poder de prever o futuro, Henri. Não seja teimoso, por favor. O que custa conversar com Richard?

Henri diz não, mas a esposa continua a insistir até vencê-lo pelo cansaço.

- Está bem Genevieve, está bem! - ele diz pra ela e se vira para o conselheiro. - Mande-o entrar. - ordenou.

Paolo assentiu e saiu. Minutos depois voltou acompanhado por Richard, que tinha um semblante desesperado. Assim que viu o irmão, Genevieve se levantou e foi até ele, o abraçando com força.


- Oh, meu irmão... Como você está?

- Péssimo, Genevieve. - ele murmurou no ouvido dela, abraçando-a com cuidado por causa da barriga. - Eu não sabia de nada, irmã, eu juro que não sabia!

- Fico muito feliz em ouvir isso, Richard. - ela diz, se afastando um pouco.

- Como está minha Virginie? Ela está melhor? Diga que sim, pelo amor de Deus, Genevieve.

- Ela não está, meu irmão. - a rainha disse com pesar. - Mas ficará agora que você está aqui.

- Assim eu espero. Quero muito vê-la.

Henri se levantou e se aproximou deles, parando ao lado da esposa.

- Vê-la para que? - ele disse sério - Vossa presença não fará bem a ela. Você já a machucou demais com planos que tu e vosso pai armarão contra ela. Virginie não aceitará vê-lo, tenho certeza.

- Sei muito bem o que pensas de mim, Henir, mas estás errado. Eu não sabia sobre o plano de meu pai, soube por intermédio de Genevieve, que me contou na carta que me enviou.

O rei olha para a esposa e revira os olhos. Voltando a atenção pra ele novamente disse:

- Não sabia ou só porque caiu tudo por terra, estais querendo fugir da culpa? Minha irmã não é digna de pena para ninguém.

- Eu não sinto pena de Virginie, eu a amo! A amo com toda a força do meu coração e farei de tudo para tê-la de volta, Henri. Ao contrário de você, que precisou chantagear o meu reino para ter a mão de minha irmã, eu quero sua irmã para mim da forma mais digna que existe. Não gosto de jogo sujo, não gosto de mentiras, Virginie me conhece e me ama também. Nem você e nem ninguém podem impedir o que sinto por vossa irmã!

- Reconheço que meu ato não foi lícito, com sua família e reino, mas foi necessário na época. E do contrario do que dizes sobre mim, eu também amei sua irmã desde o primeiro dia que a vi. Portanto, lave a sua boca antes de falar o que não sabe. Henri respondeu duramente.

- Pois eu digo o mesmo. Também falas sobre o que não sabe, Henri. Não sabes do que eu sinto por sua irmã, não sabes do amor que nutrimos um pelo o outro. Não sabes o mal que estás no causando. Ponha-se em meu lugar, gostaria de estar afastado de Genevieve, sabendo que ela está doente e você não pode fazer nada porque lhe impedem de vê-la? - ele pergunta, pegando no ponto fraco de Henri.

Quando Henri ia responder-lhe a altura Nina desce as pressas as escadas. Ao ver os patrões disse que a princesa estava a delirar novamente e que a febre não estava cedendo. Henri imediatamente se pôs mais preocupado e olhou para a esposa, depois para Richard. Suspirou profundamente. Até quando Virginie aguentaria essa batalha por sua vida? Ele se perguntava em fração de segundos. Dando um passo atrás deu passagem ao príncipe disse a empregada:

- Nina, leve-o até o quarto de Virginie, agora! Já que é assim, não vamos perder tempo. Você pode acompanha-la, Richard. 

Richard agradeceu rapidamente e seguiu Nina até o quarto de Virginie. 

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Royals Love_Capítulo 17

Capítulo 17

Quando chegaram ao castelo, a noite já estava feita. Virginie, que acabou cochilando no ombro da cunhada no meio do caminho, pediu licença para se recolher assim que chegou. Desejando boa noite a ela, Henri e Genevieve a viram subir as escadas, indo direto para o quarto. Nina preparou um banho para o casal, enquanto Carlota prepara a uma comida leve, que Henri pediu para que fosse levada para o quarto assim que estivesse pronto.

Assim que terminaram de comer e Carlota retirou os pratos do quarto, Genevieve se deitou na cama, observando o marido tirar a blusa para ir se deitar. Sorriu de leve, ao se lembrar do longo dia com satisfação.

- Eu estou tão feliz por termos os ajudado, Henri.

- Eu também, meu amor... - ele diz esticando o corpo sobre a cama. Seus ossos estralam trazendo alívio. - Hum... Estou exausto... Disse virando de lado, encaixando o rosto no pescoço da esposa e o braço envolto na cintura.

- Você quer uma massagem, amor? Nem se sou boa nisso, mas posso tentar... - ela riu, tocando os cabelos dele.

- Hm... Mas você também está cansada, amor... - disse manhoso.

- Não como você! - ela se levanta e se ajoelha na cama. - Vamos, senhor preguiçoso, deite-se de bruços! A rainha está mandando. - ela brinca.

- Sim majestade, sou todo seu... - Disse sorrindo, ficando de bruços pra ela.

Genevieve ri e começa a massagear os ombros do marido, que tinham os músculos tensos por conta do esforço que fez durante todo o dia. A cada "nó" que o músculo desfazia, Henri soltava um suspiro de contentamento.

- Pode falar, eu sou boa nisso, não? - ela perguntou, perdendo o riso.

- Fantástica... Minha rainha... Fantástica... - ele murmura - Desce mais um pouco, no quadril... - pediu.

- Sim senhor. - ela obedece, descendo as mãos pelas costas dele. Quando chegou aos quadris ela o apertou de leve, sentindo o músculo se retesar e relaxar - Bom?

- Muito bom, continua, amor... - disse com a voz calma, relaxada
Ela riu e subiu, mas um pouco, massageando o centro das costas dele.

- Esta conhecendo mais um de meus dotes, senhor... - ela ia continuar a falar mais parou de repente, perdendo a respiração e os movimentos nas costas de Henri. Um leve tremor passou por barriga, seguido de outro um pouco mais forte. - Oh meu Deus, Henri! Henri, levante-se!

- O que foi meu amor? - ele disse preocupado sentando na cama rapidamente. - Sentes alguma dor?

- Não... Sinta isso. - ela colocou a mão dele sobre sua barriga. O tremor ficou ainda mais forte com o toque, fazendo-a sorrir emocionada.

- Está se mexendo... - Henri arregalou os olhos e logo sorriu - Nosso filho está se mexendo... - disse empolgado

- Sim! Henri, isso é incrível, meu Deus! - ela diz também empolgada e emocionada. - É a melhor sensação do mundo!

- Tens razão meu amor. - ele sorri - Será que ele pode nos ouvir?

- Eu não sei, mas acho que sim. - ela riu. - Tenta, fala com ele pra vê se ele ou ela, se mexe mais.

- Está certo. - assentiu empolgado abaixando o rosto até a barriga da esposa - Olá minha criança, sou eu, vosso pai... - ele olha pra a esposa, os dois riem. - Se você estiver me ouvindo mexa-se de novo, hum? Mexe para vossa mãe e eu sabermos que você nos entende... - diz ficando na expectativa

Assim que Henri se cala o bebê chuta com força, fazendo um pequeno ovo na barriga de Genevieve. Fora bem mais forte que os outros.

- Uau, Henri... - ela murmura, sem saber fazer outra coisa a não ser sorrir

- Nossa, este vai ser um grande cavaleiro... - o rei diz orgulhoso. - Papai está muito feliz com você entre nós meu filho, você vai ser grande e forte... E vai cuidar do povo como eu e vossa mãe.

- Sim.... Mas se for menina, meu marido? Ela pode esta se sentindo ofendida. - ela rir

Henri fica parado alguns segundos, pensativo.

- Hum, tudo bem... Se você for menina, vai ser nossa princesinha e vai ser tornar uma rainha perfeita como sua mãe. - ele disse dando um beijo na barriga dela - Melhor assim, amor?

- Agora sim, principalmente a parte do 'vai ser uma rainha perfeita como sua mãe '. - ela ri, deitando-se na cama

Dando uma gargalhada gostosa Henri deitou ao lado da esposa e a abraçou pela cintura.

- Minha rainha gosta de ser bajulada, hã? - ele disse dando um beijo no pescoço dela.

- Ah, sim eu gosto muito, principalmente se for pelo meu marido. - ela murmura, se encolhendo com os beijos dele.

- De mim você receberá tudo que quiser, minha amada, principalmente se fizer outra massagem deliciosa... -ele sussurra e sorri perto do ouvido.

- Eu sabia que o senhor iria se aproveitar de mim, senhor Henri. Acha isso justo? Sou uma mulher grávida agora. - ela disse, tentando parecer seria.

- Grávida por um momento, minha rainha, depois que a criança nascer estarás bem livre... - ele disse sorrindo. - E poderá me servir a vontade...

- Com certeza, porque eu nem terei uma criança para alimentar nesse meio tempo, não é, meu marido? Esquecestes que assim que o bebê nascer nós não poderemos fazer amor durante um mês? Minha mãe me disse isso... - ela murmurou, ficando corada no final.

Henri arqueia a sobrancelha com a novidade.

- Isto é sério?

- Sim. É por causa do resguardo... Pensei que tivesse lhe contado, amor.

- Não, você não contou. - ele disse suspirando. - Espero que passe rápido, minha esposa que se recupere bem e volte pra mim.

- Vai passar, meu marido. Enquanto isso, aproveitemos enquanto podemos. - ela sorriu de leve e o beijou com carinho - Eu amo você, Henri.

- Sim minha esposa. Eu a amo mais, Genevieve. - ele sorriu a abraçou para dormirem abraçados antes que o dia amanhecesse.

Um mês depois.
Finalmente Modrieva tinha voltado a seu curso normal. Com o Vilarejo totalmente reconstruído, os peregrinos poderiam votar sua rotina normal. Henri estava totalmente satisfeito, principalmente por agora está tão próximo de seu povo. Era realmente incrível o que um pouco de intimidade poderia fazer. Agora estava realmente perto de todos eles, entendia exatamente o que Genevieve queria dizer: os peregrinos eram pessoas calorosas, que ficavam contentes com o pouco que recebiam.

Depois de tanta burocracia e trabalho, o rei tinha finalmente conseguido uma folga. Queria apenas passar o dia em casa e curtir sua esposa, que agora estava com seis meses de gravidez e cada vez mais linda e esbelta. Depois de terminarem de arrumar o quarto do bebê, ele deixou a esposa e a irmã dobrando algumas roupinhas, enquanto desceu ao escritório. Começou a ler um documento que estava pendente, quando ouviu uma batida na porta. Nina pediu licença e entregou as novas correspondências que haviam sido entregues.

Assim que a empregada saiu da sala, começou a mexer na pilha de envelopes que estava a sua frente. Colocou de lado os que diziam respeito a trabalho e começou a procurar se tinha alguma carta de cunho pessoal dirigida a ele. Ainda analisava os envelopes quando um lhe chamou a atenção. Richard havia mandado uma carta para Genevieve. Sabia que não era correto, mas ficou curioso para saber o que o cunhado tinha a falar com a esposa. Resolvendo matar a curiosidade de uma vez por todas, pegou um estilete e abriu o envelope, pegando a carta e começando a ler:

"Meu doce anjo, Virginie.
A saudade corrói meu peito toda a vez que penso em ti, minha princesa. Sei que tenho sido um namorado muito descuidado, há uma semana que não lhe vejo, mas quero que saiba que estou louco para recompensar-lhe. O amor que sinto por ti só faz crescer, anjo e isso faz com que a saudade fique cada vez maior. Não vejo a hora de tocá-la, beijá-la e amá-la mais uma vez, dormir com você encostada em meu peito, como fazemos desde que começamos a nos amar. Prometo que irei vê-la o mais rápido que conseguir, meu anjo.
Com amor, Príncipe Richard Léon Blanchard Bellemare."

Henri leu e releu a carta várias vezes, querendo ter certeza de que seu cérebro não estava o enganando. Mas logo viu que não, seu cérebro não estava o enganando; estava escrito o nome de sua irmã ali! Virginie... Sua irmã mais nova, em quem ele confiava tanto, estava namorando escondida com seu cunhado, e o pior, sua esposa sabia de tudo e estava o apunhalando pelas costas descaradamente!
Com raiva, Henri gritou por Nina e ordenou que chamasse por Genevieve. A empregada o olhou alarmada; havia muito tempo que seu patrão não ficava tão bravo. Saiu rapidamente e chamou por Genevieve. A rainha parou de dobrar as roupas do bebê e pediu licença a cunhada. Desceu as escadas devagar e logo chegou ao escritório. Batendo na porta, ela entrou:

- Chamou por mim, amor? - perguntou.

- Chamei sim. - Disse com o rosto rígido - Eu quero saber o que significa isso? - ele entrega a carta nas mãos da esposa - Veja só o que está escrito, talvez assim você possa me explicar o que está acontecendo nesse castelo.

Genevieve olhou para a carta em sua mão e começou a ler. Seu coração deu um pulo logo na primeira linha. Henri havia descoberto tudo.

- Isso é... Bem, é uma carta que não foi escrita para você, meu marido. - ela murmura.

- Mas é claro que não está endereçada a mim, minha esposa. Está em nome de Virginie, a minha irmã... Será que não vê, está claro! Também, vindo de onde? Do aproveitador do seu irmão. - ele diz com raiva - Eu não acredito que as duas foram capazes de armar uma dessas debaixo do meu nariz! Não dá pra acreditar! - Disse dando um murro na mesa, fazendo a esposa sobressaltar assustada. Henri estava furioso.

- Henri... - Genevieve começou, olhando pra ele atentamente. - Por favor, acalma-se, não é desse jeito. Meu irmão não é um aproveitador, ele e Virginie se amam de verdade. E nós iríamos contar pra você, só que estávamos esperando o momento certo... Não era pra você descobrir dessa forma.

- Ah não? E seria proveitoso quando... Quando ela estivesse grávida? - ele diz alto. - Sinceramente Genevieve, eu sempre soube que você fugia das leis, mas isso passou dos limites! Estou decepcionado com as duas. - falou sério.

- Por Deus, não, Henri! - ela coloca a carta em cima da mesa e olha nos olhos dele. - Acredite em mim, nós estávamos perto de contar a você, só queríamos que fosse de uma forma que não o assustasse. Sabíamos que você não iria gostar no começo, mas eu falo sério, meu marido: Virginie e meu irmão se amam muito, tanto quanto nós dois. É um amor puro, Henri, que precisa ser reconhecido. Eles não poderiam ficar se vendo escondidos para sempre, por isso estávamos querendo conversar com você, sobre... Sobre a possibilidade de eles namorarem.

- Como é que é? Você só pode estar louca. - Henri olhou para a esposa franzindo a testa. Fechando mais ainda o rosto ele fala forte - Genevieve! Virginie não vai mais ver o seu irmão e muito menos sair desta casa. Nem que eu tenha que tranca-la no quarto, dessa vez ela irá me obedecer; e ai de você se eu souber vai me desafiar de novo. Entendeu?

- O que? Henri, você não pode fazer isso! Não pode prender sua irmã aqui dentro, por Deus! Isso não é o certo, pode ter certeza que ao fazer isso, você fará com que ela sinta ainda mais vontade de ficar com meu irmão. Proibi-los de se vê não adiantará em nada, você não vai fazer isso! - ela diz tão alto quanto ele, colocando a mão na cintura.

Henri fechou o cenho não dizendo mais uma palavra com a esposa.

- Carlota! Carlota... - ele grita, chamando a criada.

A empregada vem correndo ao ouvi-lo. Na cozinha Nina já tinha adiantado que ele estava furioso. Ao adentrar a sala Henri foi despejando mais fúria:

- Onde está Virginie? - perguntou.

- Está no jardim majestade. - ele disse com voz baixa.

- A traga pra mim agora mesmo e diga que a estou esperando! - ordenou com firmeza.

- Sim majestade. - Assentiu a empregada, sentindo o coração aflito pela princesa. Estava na cara que o rei havia descoberto sobre o namoro da moça.

- Henri, por favor... Esfrie a cabeça primeiro, depois fale com Virginie, por favor. - Genevieve pediu, chegando perto dele. - Você vai acabar se arrependendo, meu marido, pense melhor e depois converse com ela.

Henri se mantém impassível caminhando de um lado a outro da sala. Carlota dá o recado a Virginie e a previne do comportamento do irmão. A princesa sente o sangue sumir do corpo pelo medo do que poderia vir. Levantando do banco seguiu para dentro do castelo. Caminhou pelo corredor e entrou na sala.


- Aqui estou, meu irmão. - ela responde com a voz baixa.

O rei a olha sentindo suas veias em ebulição. Vê-la fazia com que tudo o que leu na carta se confirmasse. Chegando perto da irmã a pegou pelos braços e sacudiu dizendo com raiva:

- Por que você fez isso com nossa família, Virginie? Por quê? - ele grita.

Virginie emudece assustada e seus olhos demonstrando o medo latente.

- Eu... Eu... Não fiz nada de mal Henri... Por favor...

- Você desonrou nossa família, Virginie! - ele grita mais alto - Você me envergonhou debaixo do meu nariz. Todos sabiam, menos eu!

A princesa começa a chorar ainda nos braços do irmão.

- Eu ia te contar Henri, eu ia... Mas eu estava com medo de você proibir meu namoro com Richard, eu o amo meu irmão. Nós vamos nos casar, eu prometo. – as mãos dele continuam a aperta-la - Você está me machucando, solte-me, por favor... - ela suplica

- Solte-a, Henri, você vai acabar machucando sua irmã! - Genevieve pediu em voa alta, indo para o lado da cunhada. - Pare com isso, não é necessário usar violência, por Deus!

Ignorando os pedidos da esposa ele pegou sua irmã pelas pernas, jogando sobre os ombros. Genevieve fica boquiaberta com a truculência do marido e os segue pede que imediatamente coloque a moça no chão, mas novamente ele a ignora subindo as escadas. Virginie chorava enquanto iam para o seu quarto. Diante da porta ele abriu no mesmo furor. Entrou com a princesa nos ombros e a jogou sobre a cama dizendo:

- Você não vai sair deste quarto nem tão cedo e também não mais verá o irmão de Genevieve. Entendeu Virginie? - falou firme e de semblante duro.

- Não Henri, pelo amor de Deus, eu o amo. Não me proíba de ver Richard, eu lhe imploro! - disse a princesa, aos prantos.

- O que disse não voltarei atrás, Virginie. O que está dito, assim será! E saiba que nunca aprovarei esse romance sem cabimento entre vocês. Contente-se em se casar com o pretendente que irei lhe arranjar.

- Não! Eu prefiro morrer a me casar com outro. - ela grita chorando.
- Não quero ouvir lamentações, terá sorte se eu arrumar alguém que a aceite na situação que está... - ele a olha com tristeza e dor. - Mais tarde Carlota trará o jantar em seu quarto. Por hoje você não sai daqui de dentro. - ele diz a ela e olha a esposa - E ai de ti se ajuda-la mais uma vez, não se esqueça.


Ele termina e sai do quarto batendo a porta com força, deixando a esposa e sua irmã aos prantos.


Continua...
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