Capítulo 15
Horas mais tarde... Gregory, que não havia dormido ainda pela ansiedade,
consegue um voo para a uma hora da tarde. Leonardo já estava em sua casa com a
mala pronta. Rose também consegue arrumar sua coisas a tempo e os dois tomavam
café quando Greg entra alvoroçado.
- Eu consegui, Senhor, eu consegui...O voo sai a tarde.. - ele sorria
sentando a mesa. - Graças a Deus, tinha essa desistência, nossa..
- Você é muito sortudo mesmo Greg, é difícil ter desistência de voo pra
Paris tão assim em cima da hora. Quer suco? - Rose fala oferecendo a jarra.
- Quero, obrigado. - ele disse vendo ela o servir. - E sei disso, acho
que alguém lá em cima ainda gosta de mim. - disse e bebeu um gole do suco.
Leonardo riu.
- Por um momento eu achei que você ia enfiar os pés pelas mãos e fretar
um jatinho, cara.
- Não.. Eu até podia até pegar o do meu pai, mas é trabalho demais. Tem
que falar com um exercito até conseguir finalmente voar. Prefiro ir pelo
aeroporto mesmo. - ele disse.
- Isso é verdade. A última vez que usamos o jatinho do papai quase não
saímos mais do país. Era tanta burocracia... - ela revira os olhos - Mas eu
também prefiro as vias normais. Aquele trocinho treme muito no ar,
misericórdia!
- Tão medrosa, nem parece aquela leoa que competiu comigo... - Leonardo
comentou, tomando um gole de suco.
- Ah meu bem, mas carro é diferente! No carro temos mais chances de sobrevivência,
naquele troço, não....
- Oh assunto bom no café da manhã em Ro.... - Gregory fala rindo.
- Mas eu estou mentindo? Vocês sabem que é verdade. - ela rebate.-
Voltando a comer sua torrada com geléia.
Rindo eles terminam o café da manhã e depois de descansar vão conferir
se estava tudo certo com a bagagem. No horário marcado, Elisabeth e Mark levam
os três para o aeroporto. Se despedem com muitos abraços e desejam sorte. O voo
levaria quatorze horas, então assim que decolou Rose aproveitou para dormir
mais um pouco. Leonardo a acompanhou reclinando sua poltrona até o fim. Gregory
apenas reclina o banco, mas seus olhos nem piscam pra dormir. Colocou os fones
de ouvido e começou a ouvir a playlist disponível para a primeira classe.
Quatorze
horas e meia depois o avião pousava em solo francês. Rose foi acordada por
Leonardo, que havia acordado mais cedo e ficou conversando com o amigo. Se
esticaram e desceram do avião. Depois de pegarem a bagagem, Gregory chamou um
táxi e foram levados até o hotel que costumavam ficar quando viajam para
França. Depois de instalados, tomaram um banho e tudo o que Rose e Leonardo
mais queria era uma cama de verdade para descansarem, mas Gregory estava
ansioso demais para esperar e depois de alugar um carro, arrastou-os para a
casa de Mabelle.
A
francesa que havia chegado pela tarde no horário local, estava deitada na cama.
Não tinha mais lágrimas, todas foram gastas durante a viagem longa e cansativa
até o país natal. Sua mãe de hora em hora ia ao quarto da filha, que até agora
não tinha lhe contado o que tinha acontecido para ela ter voltado mais cedo pra
casa. Marie sabia que ela estava namorando com Gregory e quando soube da
notícia por telefone ficou muito feliz. Então, ela sabia que o único motivo
para fazer a filha desistir da tão esperada férias na América, algo havia
acontecido entre ela e o namorado. Depois de ir no quarto e vê que a filha
finalmente havia pego no sono, ela desceu e a empregada veio em sua direção:
-
Senhora Tissout, Rose e Gregory, os amigos americanos de Mabelle, estão aqui e
desejam falar com ela. Mando-os entrar?
Marie
ponderou por um momento. Estava indecisa sobre o que faria, se deixava-os
entrar ou não. Suspirando, ela disse:
-
Mande-os entrar, Dorothy. - ela disse, indo para a sala de estar para esperar
as visitas.
Dorothy voltou a sala de estar,
acompanhando Gregory, Rose e Leonardo. Marie se levantou e sorriu ao vê como os
irmãos haviam crescido desde a última vez que havia os vistos.
- Dieu! Rose, Greg... Como estão
crescidos! - ela disse em um inglês arrastado pelo sotaque ao se aproximar dos
jovens. Abraçou e beijou cada um dos três, amorosa. - Como estão?
- Estamos bem, Sra. Tissout. - Rose
respondeu. - Este é o meu namorado, Leonardo.. - ela disse com um sorriso.
- Senhora está no céu, meu bem, você
sabe disso. Me chame apenas de Marie, vocês três. - ela disse. - É um lindo
rapaz. Prazer, Leonardo.
- O prazer é meu, Marie. - ele diz,
sorrindo.
Marie apontou para o sofá e pediu
para eles se sentarem.
- Que bom que vocês vieram... Mabelle
está no quarto desde quando chegou e não me contou o que aconteceu. Estou no
completamente no escuro... - ela sondou, querendo saber qual deles contaria o
que havia acontecido com a filha.
- É um pouco complicado Marie.. Nós
viemos justamente para saber como ela está... - Rose disse e olhou pra o irmão.
- Sim... - Gregory completa. -
Mabelle e eu nos desentendemos e... Vim resolver as coisas. Amo sua filha e não
quero ficar longe dela. - ele diz.
- Entendo... Bem, já que é assim,
Gregory. Ela está no quarto dela, está dormindo... Você quer ir vê-la?
- Quero sim, Marie. Posso subir? -
ele diz.
- Claro, Dorothy. - ela chamou a
empregada, que segundos depois apareceu na porta da sala de estar. - Acompanhe
Gregory até o quarto de Mabelle, por favor. - ela disse em um francês rápido
para a empregada.
Dorothy assentiu e guiou Gregory pela
casa. Subiu as escadas e quase no final do corredor ela parou em frente a
porta, indicando o quarto de Mabelle. Gregory agradeceu e quando a empregada
sumiu de suas vistas, ele respirou fundo e abriu a porta do quarto.
Caminhando até cama viu que a
namorada dormia como um anjo. Suspirou se sentindo mais culpado em tê-la traído
de maneira tão sórdida. Sua garganta fez um nó, ele el se aproximou mais
chegando a sentar no pedaço livre do colchão. Seu corpo estava coberto apenas
da barriga para baixo deixando visível a parte superior vestida com seda na cor
vinho.
Chegando perto do ouvido dela,
sussurrou:
- Réveille-toi, mon cher...
Réveille-toi... (Acorde, minha querida, acorde) - Dizia passando a ponta dos
dedos sobre o ombro nu.
Mabelle suspirou e abriu os olhos
devagar, encontrando o rosto de Gregory próximo ao seu. Por um momento ela
quase sorriu ao vê-lo, mas logo as imagens de seus últimos instantes na América
vieram a sua mente e ela se sobressaltou na cama, sentando-se rapidamente.
- O que está fazendo aqui?
- Vir ver você... - murmurou - E me
desculpar..
- Perdeu seu tempo. - ela disse,
tentando ser fria. - Vá embora, Gregory
- Não posso, Mabelle. Eu fui um
imbecil e preciso me redimir. - ele diz - Quero conversar e explicar o que
aconteceu..
- Explicar? - ela riu sem humor e
balançou a cabeça. - Eu sei muito bem o que aconteceu, Gregory, eu vi! Não
precisa me explicar nada, porque eu sou tudo, menos idiota!
- Eu sinto muito pelo que você viu...
- Ele baixa a cabeça. - Eu não devia ter feito aquilo, mas eu ceguei quando vi
você falando com o Jamal e rindo pra ele... Eu o conheço muito bem pra saber o
que ele quer com uma mulher linda como você. - Erguendo o rosto a olhou - Me perdoa,
Mabelle...
- Eu não estava fazendo nada demais,
eu estava apenas conversando, Gregory! Isso não é uma desculpa. - ela disse,
desviando o olhar para que ele não visse suas lágrimas. - A única coisa que eu
pedi pra você não fazer, você fez. Não tem como perdoar isso.
Num acesso de tristeza profunda e
desespero ele pôs as mãos sobre os joelhos dela recostando a cabeça sobre eles
deixando as lágrimas caírem.
- Eu sei meu amor... Eu sei... Eu me
arrependo tanto! Você não merecia passar por isso outra vez. Eu fui tão covarde
e idiota! - ele se entrega ao choro e revela algo que ainda não tinha feito -
Eu não quero perder você, Mabelle, você é minha vida.. Eu te amo..
Mabelle fecha os olhos e joga a
cabeça pra cima, chorando junto a ele. Não queria olhá-lo naquele estado, pois
ela sabia que a emoção do momento poderia fazê-la mudar de ideia.
- Eu também te amo muito, Gregory...
- ela disse, fungando. - Quando comecei a ficar com você eu nunca pensei que
iria me apaixonar tão rápido, eu pensei que seria só um caso de verão e nada
demais... Mas eu te amo tanto, o meu coração está quebrado. - ela soluçou em
meu ao choro.
Ele se entrega ao choro e sem se
importar abraçou as pernas dela e as beijando dizia:
- Você não merecia meu anjo... Não
merece um cara como eu... Eu só quero que me perdoe e me deixe ficar por perto
para quando precisar de algum... - ele soluça - Um amigo eu possa estar com
você...
Ela
limpa as lágrimas e olha pra ele, frágil e curvado sobre suas pernas. Nunca em
toda a sua vida pensou que um dia o veria daquele jeito, se abrindo totalmente
pra ela.
- Eu
preciso pensar, Gregory... - ela murmura e passa a mão pelos cabelos dele. - Eu
tenho que digerir tudo isso, é muito sentimento misturado... Tem uma grande
confusão dentro de mim.
- Você...
Não me ama mais? - ele murmura olhando pra ela com o rosto lavado.
- O
que? - ela perguntou, confusa
- Você
ainda quer ser minha namorada? - murmura novamente, passando a mão nos olhos.
- Eu
não sei, Gregory... Mas é óbvio que eu ainda te amo. Acho que nunca vou parar
de amar. - disse, fungando.
Suspirando
com tristeza, voltou a sentar-se na cama.
- Vou
esperar o tempo que precisar... - ele assente pegando a mão dela, a beijou
demoradamente. - Eu te amo, Mabelle, e se decidir continuar comigo serei o
melhor homem do mundo pra você, pode acreditar.
- Eu
quero acreditar em você, Greg. - ele disse, e forçou um sorriso. - Admiro muito
que você tenha vindo até aqui.
- Era
o meu dever, mon cher. Desde que recebi sua mensagem eu não dormi e estive inquieto
até chegar aqui. Arrastaria Rose e Leonardo comigo por toda a Paris se fosse
preciso.. Tudo apenas pra ver você e me desculpa pela grande burrada que fiz. -
disse sincero.
Ela
fica boquiaberta.
- Você
fez Rose e Leonardo virem até aqui? Ficou doido, Greg? - ela acaba sorrindo,
sem conseguiu se conter
-
Trouxe, mas foi por que a Rose insistiu em vir pra ficar de olho em mim, como
ela disse em casa. - ele sorriu de leve - E o Leo veio junto para acompanha-la.
Agora eles estão lá em baixo com a sua mãe. Sou louco sim.. Louco por você,
minha francesa. - disse suspirando.
Ela
suspira e balança a cabeça.
- Eu
não sei o que dizer... Eu vim embora achando que nunca mais iria vê-lo...
Quando eu te vi com ela, a primeira coisa que pensei era que você gostava mais
de mim. Que você tinha me enganado e agora você está aqui, me falando tudo
isso...
Ele se
aproxima ficando cara a cara com ela.
- Ela
não significa nada, meu amor, nada! Só você faz sentido pra mim. - ele diz
acariciando o rosto dela. - Só você é importante, sempre foi, e agora é mais
ainda.
Dizia
ele logo olhando pros lábios tão carnudos e rosados da moça. Queria muito
beija-la. Fazer com que sentisse a verdade dos seus sentimentos, mas talvez
soasse invasivo demais. Então ele não o faz, a menos que seja autorizado.
- Você
pode me beijar, Greg... - ela responde em um sussurro a pergunta no olhar dele.
-
Posso mesmo, mon cherry? - murmurou com os lábios quase nos dela.
-
Sim... - ela respondeu no mesmo tom.
Autorizado
ele termina a distância entre ele colando seus lábios aos dela. Primeiro deu um
beijo forte e intenso. Daquele que são marcantes nas telas do cinema e mostram
como o casal se ama. Pedindo passagem com língua sentiu o sabor de Mabelle com
mais gosto e vigor. Deus, ele não podia ficar sem essa mulher. Se a perdesse
sua vida não teria mais sentido. Não ele não podia perde-la.- Recitava no
pensamento enquanto desacelerava. Com leveza terminava de beijava com alguns
selinhos e encostou sua testa na dela para respirar.
- Oh
Mabelle.. Me perdoa meu amor... Me perdoa.. - Recitou baixinho segurando o
rosto da moça em suas mãos.
- Eu
vou tentar, Greg... Eu prometo. - ela sussurrou pra ele, com os olhos fechados.
- Eu amo muito você e vou tentar.
-
Obrigado, pequena! - ele disse e beija a face dela. - Agora vou deixar que
descanse. - falou olhando pra ela.
Ela
assentiu.
- Peça
para Rose vir aqui, por favor? - ela pediu.
- Está
bem. Vou chama-la. Até mais, mon cher.. - ele se levantando da cama.
Gregory
olhou mais uma vez para ela e então saiu do quarto, com um pouco de esperança
começando a crescer em seu coração. Desceu as escadas e encontrou a irmã e o
cunhado conversando animadamente com Marie. Falavam algo sobre baile de
máscaras, mas sua cabeça estava tão cheia que ele não prestou atenção. Pediu
licença e disse para a irmã que Mabelle a esperava em seu quarto.
Rose
assentiu e se levantou, pedindo licença e então subiu as escadas. Bateu na
porta e entrou no quarto da amiga, vendo-a sentada na cama. Sorriu de leve e
foi até ela, sentando-se a abraçando.
- Oh Maby, que susto você me deu menina... Como você está? - ela
disse olhando pra amiga.
- Estou um pouco melhor... Me desculpe vir embora desse jeito,
mas eu não aguentava ficar na América... Eu só queria fugir. - ela murmurou,
tentando explicar como se sentia.
- Eu entendo amiga... Poxa, eu briguei tanto com o Gregory. Quis
arrancar os couros dele, viu? .- ela suspira.
- Eu imagino... Você com certeza deve ter feito o que eu não
fiz... - ela sorri de leve e suspira. - Eu estou muito magoada, mas confesso
que ele ter vindo até aqui, mexeu muito comigo. Eu não imaginava que ele ia
atravessar o oceano para vir pedir perdão.
- Ah eu fiz mesmo. - ela sorriu e suspirou - Ai amiga, o Greg é
assim, se ele quer algo, vai até as últimas consequências para conseguir. Ele
não comeu ou dormir na noite que você veio pra cá... Ficou ligando pro
aeroporto até conseguir o voo e só tomou café da manhã por que insisti muito.
Essa teimosia dele um dia me mata... - ela revira os olhos
-
Ele me contou. Faça ele dormir, Rose, sei lá, prenda-o no quarto do hotel, mas
faça-o dormir! Ele não pode não ficar doente, ainda mais porque veio pra cá por
minha causa, eu vou me sentir muito culpada... - ela disse, só então percebendo
que estava quase fazendo uma lista de recomendações. - Desculpa, Rose... Acho
que me descontrolei... - ela sorri envergonhada, vendo a amiga sorri de lado. -
Caramba... Eu realmente amo o seu irmão, amo muito, Rose, mas eu estou tão
magoada.
-
Tudo bem.. Vou fazê-lo dormir nem que seja com um sossega leão. - ela riu e
pegou na mão dela - Ei, se cuida você também, tá? Sei que você ama muito o
Greg, dá pra ver nos seus olhos e nos dele também... Dê um tempo, vocês
precisam. E depois se resolvam com a cabeça mais fria. Você vai ver como isso
faz diferença. - ela aconselhou.
- Eu vou fazer isso. Mas tenho medo de dar uma
chance a ele e sofre do mesmo jeito, Rose. Tenho medo de que ele faça a mesma
coisa. Eu não vou suportar... - ela murmurou com a voz embargada.
- Oh minha amiga... - Rose dá um abraço apertado nela - Ele não
é louco de fazer uma coisa dessas. Eu mato ele, viu? Mas acho que... - elas
voltam a se olhar - Depois dessa, ele não repetirá o mesmo erro. Ele está
sofrendo mesmo sem você, Maby...
- Eu vi... Ele chorou muito enquanto estava aqui em cima. - ela
disse, saindo dos braços da amiga e limpando os braços. - Ah, Rose, o que eu
faço? Eu estou tão confusa! Com Francis eu tive a certeza de que jamais
voltaria pra ele, mas com o seu irmão... Eu não tenho essa mesma certeza, não
tenho certeza de nada, aliás.
- Amiga calma, dê um tempo pra vocês como te falei... O Francis
não é o Gregory e vice e versa. Greg é meio ogro, mas tem bom coração. Já esse
Francis... Só você sabe como foi. Pensa no que vocês passaram e nos momentos
bons. Meu casal favorito não pode acabar assim... - ela sorriu de leve. - Quero
meus sobrinhos ainda, dona Mabelle.
Mabelle sorriu.
- Está muito cedo para sobrinhos, está como sua
mãe é? Que já foi logo pensando em casamento... - ela balançou a cabeça. - Bem,
de todo o modo, eu vou mesmo pensar, preciso fazer isso. Obrigada por seus
conselhos, amiga.
- Ah que isso amiga, nem precisa agradecer
mulher! Sempre vou torcer por você e sua felicidade, e sendo com meu maninho
melhor ainda porque posso puxar as orelhas dele. - ela riu - E sobre o
casamento... Você acha que vou perder a chance de ver o meu gato de terno? -
ela põe as mãos na cintura e ergue uma sobrancelha. - Imagina!
Mabelle ri.
- Ora, mas não precisa esperar até o casamento... Minha mãe e
meu pai comemoram 30 anos de casados amanhã e vai ser um baile de máscara. Eu
quero que vocês venham. E aí você vai poder vê o seu gato de terno... - ela
sorri de lado.
- Oh my gosh! Amanhã? - Rose fica boquiaberta - Eu amo festas!
Vou ter que correr a cidade inteira pra conseguir um vestido descente. E os
meninos vão ficar loucos pra conseguir os ternos. Minha nossa, Maby vou
precisar de você, garota. - ela levanta da cama, empolgada.
- Eu
também vou precisar de você. Eu não escolhi vestido nenhum, eu nem ia vir na
festa... Vamos ter que andar por toda Paris pra escolher algo decente. - ela
sorri. - Eu não estava nenhum pouco animada com essa festa, mas agora estou um
pouco... Você aqui vai me ajudar aturar todo o pessoal que vai vir,
consecutivamente, me ajudará a despistar Francis. - ela revirou os olhos. - Ele
vai vim porque os pais deles são amigos da minha mãe e do meu pai.
- Ah não acredito.. Bom, vou salvar você amiga,
nem que precise esconde-la atrás da cortina. - elas riem - Mas acho que os
meninos vão querer nos acompanhar, sabe.... Os ternos e tal... - ela disse
sorrindo de lado.
- É verdade, mas eles vão se cansar, porque somos chatas e
demoramos muito mais do que eles. - ela sorri e para de repente. - Eu estava to
zoando, mas estou pensando... Eu também vou vê Gregory de terno... Tomara que
ele fique feio, porque se não... Eu vou derreter por ele, mesmo estando
magoada. - ela ri.
Rose riu balançando a cabeça.
- Oh amiga, então se prepare porque o meu irmãzinho fica gato de
terno, viu? - ela disse - Mas também me preocupo com isso. Nunca vi o Leo numa
roupa tão formal... Ai meu coração viu... - ela se abana.
- Acho melhor pararmos de falar sobre isso, se não vou ser capaz
de perdoar seu irmão antes de pensar sobre o assunto... - ela sorri de leve.
- Okay.. Também acho uma boa ideia... - Rose sorriu.
Mabelle sorriu levantando da cama mais animada. Com a ajuda de
Rose ela se vestiu e desceu para cumprimentar Leonardo. Marie fica muito
contente pela filha estar mais dispostas e comentando isso agradeceu a Gregory
e Rose pelo feito. Mabelle puxa o assunto sobre a festa e a mãe explica com
detalhes como tudo seria feito. Estava programado um belíssimo baile de
máscaras com trajes de gala. Os meninos olham um pro outro já sabendo o
sacrifício de se vestir tão engomadinhos.
Rose revirou os olhos e riu, voltando a comentar como seria
divertido escolher as roupas e as máscaras.
Como tinham apenas um dia antes da grande festa, o quarteto saiu
para fazer compras. Gregory dirigiu até o centro de Paris, onde decidiram que
era melhor ir ao shopping do que ficarem andando por todas as ruas em busca da
roupa ideal.
Meninas foram para um lado e os meninos para o outro. A tarde de
compras fez muito bem a Mabelle, que estava se divertindo com as trocas de
vestidos. Gregory e Leonardo acharam rapidamente um smooking de corte fino para
a ocasião. Depois de quase três horas as meninas enfim acharam o vestido
perfeito e juntos foram jantar em um restaurante próximo ao shopping. Apesar do
clima um pouco tenso entre Gregory e Mabelle, o jantar foi agradável e conseguiram
arrancar risadas leves da francesa. Logo após o jantar, deixaram Mabelle em
casa e voltaram para o hotel, ansiosos para festa da noite seguinte.
Continua...
