domingo, 24 de agosto de 2014

Cap15_Green Light [+18]


Capítulo 15


Horas mais tarde... Gregory, que não havia dormido ainda pela ansiedade, consegue um voo para a uma hora da tarde. Leonardo já estava em sua casa com a mala pronta. Rose também consegue arrumar sua coisas a tempo e os dois tomavam café quando Greg entra alvoroçado.

- Eu consegui, Senhor, eu consegui...O voo sai a tarde.. - ele sorria sentando a mesa. - Graças a Deus, tinha essa desistência, nossa..

- Você é muito sortudo mesmo Greg, é difícil ter desistência de voo pra Paris tão assim em cima da hora. Quer suco? - Rose fala oferecendo a jarra.

- Quero, obrigado. - ele disse vendo ela o servir. - E sei disso, acho que alguém lá em cima ainda gosta de mim. - disse e bebeu um gole do suco.

Leonardo riu.

- Por um momento eu achei que você ia enfiar os pés pelas mãos e fretar um jatinho, cara.

- Não.. Eu até podia até pegar o do meu pai, mas é trabalho demais. Tem que falar com um exercito até conseguir finalmente voar. Prefiro ir pelo aeroporto mesmo. - ele disse.

- Isso é verdade. A última vez que usamos o jatinho do papai quase não saímos mais do país. Era tanta burocracia... - ela revira os olhos - Mas eu também prefiro as vias normais. Aquele trocinho treme muito no ar, misericórdia!

- Tão medrosa, nem parece aquela leoa que competiu comigo... - Leonardo comentou, tomando um gole de suco.

- Ah meu bem, mas carro é diferente! No carro temos mais chances de sobrevivência, naquele troço, não....

- Oh assunto bom no café da manhã em Ro.... - Gregory fala rindo.

- Mas eu estou mentindo? Vocês sabem que é verdade. - ela rebate.- Voltando a comer sua torrada com geléia.

Rindo eles terminam o café da manhã e depois de descansar vão conferir se estava tudo certo com a bagagem. No horário marcado, Elisabeth e Mark levam os três para o aeroporto. Se despedem com muitos abraços e desejam sorte. O voo levaria quatorze horas, então assim que decolou Rose aproveitou para dormir mais um pouco. Leonardo a acompanhou reclinando sua poltrona até o fim. Gregory apenas reclina o banco, mas seus olhos nem piscam pra dormir. Colocou os fones de ouvido e começou a ouvir a playlist disponível para a primeira classe.

Quatorze horas e meia depois o avião pousava em solo francês. Rose foi acordada por Leonardo, que havia acordado mais cedo e ficou conversando com o amigo. Se esticaram e desceram do avião. Depois de pegarem a bagagem, Gregory chamou um táxi e foram levados até o hotel que costumavam ficar quando viajam para França. Depois de instalados, tomaram um banho e tudo o que Rose e Leonardo mais queria era uma cama de verdade para descansarem, mas Gregory estava ansioso demais para esperar e depois de alugar um carro, arrastou-os para a casa de Mabelle.

A francesa que havia chegado pela tarde no horário local, estava deitada na cama. Não tinha mais lágrimas, todas foram gastas durante a viagem longa e cansativa até o país natal. Sua mãe de hora em hora ia ao quarto da filha, que até agora não tinha lhe contado o que tinha acontecido para ela ter voltado mais cedo pra casa. Marie sabia que ela estava namorando com Gregory e quando soube da notícia por telefone ficou muito feliz. Então, ela sabia que o único motivo para fazer a filha desistir da tão esperada férias na América, algo havia acontecido entre ela e o namorado. Depois de ir no quarto e vê que a filha finalmente havia pego no sono, ela desceu e a empregada veio em sua direção:

- Senhora Tissout, Rose e Gregory, os amigos americanos de Mabelle, estão aqui e desejam falar com ela. Mando-os entrar?

Marie ponderou por um momento. Estava indecisa sobre o que faria, se deixava-os entrar ou não. Suspirando, ela disse:

- Mande-os entrar, Dorothy. - ela disse, indo para a sala de estar para esperar as visitas.

Dorothy voltou a sala de estar, acompanhando Gregory, Rose e Leonardo. Marie se levantou e sorriu ao vê como os irmãos haviam crescido desde a última vez que havia os vistos.

- Dieu! Rose, Greg... Como estão crescidos! - ela disse em um inglês arrastado pelo sotaque ao se aproximar dos jovens. Abraçou e beijou cada um dos três, amorosa. - Como estão?

- Estamos bem, Sra. Tissout. - Rose respondeu. - Este é o meu namorado, Leonardo.. - ela disse com um sorriso.

- Senhora está no céu, meu bem, você sabe disso. Me chame apenas de Marie, vocês três. - ela disse. - É um lindo rapaz. Prazer, Leonardo.

- O prazer é meu, Marie. - ele diz, sorrindo.

Marie apontou para o sofá e pediu para eles se sentarem.

- Que bom que vocês vieram... Mabelle está no quarto desde quando chegou e não me contou o que aconteceu. Estou no completamente no escuro... - ela sondou, querendo saber qual deles contaria o que havia acontecido com a filha.

- É um pouco complicado Marie.. Nós viemos justamente para saber como ela está... - Rose disse e olhou pra o irmão.
- Sim... - Gregory completa. - Mabelle e eu nos desentendemos e... Vim resolver as coisas. Amo sua filha e não quero ficar longe dela. - ele diz.

- Entendo... Bem, já que é assim, Gregory. Ela está no quarto dela, está dormindo... Você quer ir vê-la?

- Quero sim, Marie. Posso subir? - ele diz.

- Claro, Dorothy. - ela chamou a empregada, que segundos depois apareceu na porta da sala de estar. - Acompanhe Gregory até o quarto de Mabelle, por favor. - ela disse em um francês rápido para a empregada.

Dorothy assentiu e guiou Gregory pela casa. Subiu as escadas e quase no final do corredor ela parou em frente a porta, indicando o quarto de Mabelle. Gregory agradeceu e quando a empregada sumiu de suas vistas, ele respirou fundo e abriu a porta do quarto.

Caminhando até cama viu que a namorada dormia como um anjo. Suspirou se sentindo mais culpado em tê-la traído de maneira tão sórdida. Sua garganta fez um nó, ele el se aproximou mais chegando a sentar no pedaço livre do colchão. Seu corpo estava coberto apenas da barriga para baixo deixando visível a parte superior vestida com seda na cor vinho.

Chegando perto do ouvido dela, sussurrou:

- Réveille-toi, mon cher... Réveille-toi... (Acorde, minha querida, acorde) - Dizia passando a ponta dos dedos sobre o ombro nu.

Mabelle suspirou e abriu os olhos devagar, encontrando o rosto de Gregory próximo ao seu. Por um momento ela quase sorriu ao vê-lo, mas logo as imagens de seus últimos instantes na América vieram a sua mente e ela se sobressaltou na cama, sentando-se rapidamente.

- O que está fazendo aqui?

- Vir ver você... - murmurou - E me desculpar..

- Perdeu seu tempo. - ela disse, tentando ser fria. - Vá embora, Gregory

- Não posso, Mabelle. Eu fui um imbecil e preciso me redimir. - ele diz - Quero conversar e explicar o que aconteceu..

- Explicar? - ela riu sem humor e balançou a cabeça. - Eu sei muito bem o que aconteceu, Gregory, eu vi! Não precisa me explicar nada, porque eu sou tudo, menos idiota!

- Eu sinto muito pelo que você viu... - Ele baixa a cabeça. - Eu não devia ter feito aquilo, mas eu ceguei quando vi você falando com o Jamal e rindo pra ele... Eu o conheço muito bem pra saber o que ele quer com uma mulher linda como você. - Erguendo o rosto a olhou - Me perdoa, Mabelle...

- Eu não estava fazendo nada demais, eu estava apenas conversando, Gregory! Isso não é uma desculpa. - ela disse, desviando o olhar para que ele não visse suas lágrimas. - A única coisa que eu pedi pra você não fazer, você fez. Não tem como perdoar isso.

Num acesso de tristeza profunda e desespero ele pôs as mãos sobre os joelhos dela recostando a cabeça sobre eles deixando as lágrimas caírem.

- Eu sei meu amor... Eu sei... Eu me arrependo tanto! Você não merecia passar por isso outra vez. Eu fui tão covarde e idiota! - ele se entrega ao choro e revela algo que ainda não tinha feito - Eu não quero perder você, Mabelle, você é minha vida.. Eu te amo..

Mabelle fecha os olhos e joga a cabeça pra cima, chorando junto a ele. Não queria olhá-lo naquele estado, pois ela sabia que a emoção do momento poderia fazê-la mudar de ideia.

- Eu também te amo muito, Gregory... - ela disse, fungando. - Quando comecei a ficar com você eu nunca pensei que iria me apaixonar tão rápido, eu pensei que seria só um caso de verão e nada demais... Mas eu te amo tanto, o meu coração está quebrado. - ela soluçou em meu ao choro.

Ele se entrega ao choro e sem se importar abraçou as pernas dela e as beijando dizia:

- Você não merecia meu anjo... Não merece um cara como eu... Eu só quero que me perdoe e me deixe ficar por perto para quando precisar de algum... - ele soluça - Um amigo eu possa estar com você...

Ela limpa as lágrimas e olha pra ele, frágil e curvado sobre suas pernas. Nunca em toda a sua vida pensou que um dia o veria daquele jeito, se abrindo totalmente pra ela.

- Eu preciso pensar, Gregory... - ela murmura e passa a mão pelos cabelos dele. - Eu tenho que digerir tudo isso, é muito sentimento misturado... Tem uma grande confusão dentro de mim.

- Você... Não me ama mais? - ele murmura olhando pra ela com o rosto lavado.

- O que? - ela perguntou, confusa

- Você ainda quer ser minha namorada? - murmura novamente, passando a mão nos olhos.

- Eu não sei, Gregory... Mas é óbvio que eu ainda te amo. Acho que nunca vou parar de amar. - disse, fungando.

Suspirando com tristeza, voltou a sentar-se na cama.

- Vou esperar o tempo que precisar... - ele assente pegando a mão dela, a beijou demoradamente. - Eu te amo, Mabelle, e se decidir continuar comigo serei o melhor homem do mundo pra você, pode acreditar.

- Eu quero acreditar em você, Greg. - ele disse, e forçou um sorriso. - Admiro muito que você tenha vindo até aqui.

- Era o meu dever, mon cher. Desde que recebi sua mensagem eu não dormi e estive inquieto até chegar aqui. Arrastaria Rose e Leonardo comigo por toda a Paris se fosse preciso.. Tudo apenas pra ver você e me desculpa pela grande burrada que fiz. - disse sincero.

Ela fica boquiaberta.

- Você fez Rose e Leonardo virem até aqui? Ficou doido, Greg? - ela acaba sorrindo, sem conseguiu se conter

- Trouxe, mas foi por que a Rose insistiu em vir pra ficar de olho em mim, como ela disse em casa. - ele sorriu de leve - E o Leo veio junto para acompanha-la. Agora eles estão lá em baixo com a sua mãe. Sou louco sim.. Louco por você, minha francesa. - disse suspirando.

Ela suspira e balança a cabeça.

- Eu não sei o que dizer... Eu vim embora achando que nunca mais iria vê-lo... Quando eu te vi com ela, a primeira coisa que pensei era que você gostava mais de mim. Que você tinha me enganado e agora você está aqui, me falando tudo isso...

Ele se aproxima ficando cara a cara com ela.

- Ela não significa nada, meu amor, nada! Só você faz sentido pra mim. - ele diz acariciando o rosto dela. - Só você é importante, sempre foi, e agora é mais ainda.

Dizia ele logo olhando pros lábios tão carnudos e rosados da moça. Queria muito beija-la. Fazer com que sentisse a verdade dos seus sentimentos, mas talvez soasse invasivo demais. Então ele não o faz, a menos que seja autorizado.

- Você pode me beijar, Greg... - ela responde em um sussurro a pergunta no olhar dele.

- Posso mesmo, mon cherry? - murmurou com os lábios quase nos dela.

- Sim... - ela respondeu no mesmo tom.

Autorizado ele termina a distância entre ele colando seus lábios aos dela. Primeiro deu um beijo forte e intenso. Daquele que são marcantes nas telas do cinema e mostram como o casal se ama. Pedindo passagem com língua sentiu o sabor de Mabelle com mais gosto e vigor. Deus, ele não podia ficar sem essa mulher. Se a perdesse sua vida não teria mais sentido. Não ele não podia perde-la.- Recitava no pensamento enquanto desacelerava. Com leveza terminava de beijava com alguns selinhos e encostou sua testa na dela para respirar.

- Oh Mabelle.. Me perdoa meu amor... Me perdoa.. - Recitou baixinho segurando o rosto da moça em suas mãos.

- Eu vou tentar, Greg... Eu prometo. - ela sussurrou pra ele, com os olhos fechados. - Eu amo muito você e vou tentar.

- Obrigado, pequena! - ele disse e beija a face dela. - Agora vou deixar que descanse. - falou olhando pra ela.

Ela assentiu.

- Peça para Rose vir aqui, por favor? - ela pediu.

- Está bem. Vou chama-la. Até mais, mon cher.. - ele se levantando da cama.

Gregory olhou mais uma vez para ela e então saiu do quarto, com um pouco de esperança começando a crescer em seu coração. Desceu as escadas e encontrou a irmã e o cunhado conversando animadamente com Marie. Falavam algo sobre baile de máscaras, mas sua cabeça estava tão cheia que ele não prestou atenção. Pediu licença e disse para a irmã que Mabelle a esperava em seu quarto.

Rose assentiu e se levantou, pedindo licença e então subiu as escadas. Bateu na porta e entrou no quarto da amiga, vendo-a sentada na cama. Sorriu de leve e foi até ela, sentando-se a abraçando.

- Oh Maby, que susto você me deu menina... Como você está? - ela disse olhando pra amiga.

- Estou um pouco melhor... Me desculpe vir embora desse jeito, mas eu não aguentava ficar na América... Eu só queria fugir. - ela murmurou, tentando explicar como se sentia.

- Eu entendo amiga... Poxa, eu briguei tanto com o Gregory. Quis arrancar os couros dele, viu? .- ela suspira.

- Eu imagino... Você com certeza deve ter feito o que eu não fiz... - ela sorri de leve e suspira. - Eu estou muito magoada, mas confesso que ele ter vindo até aqui, mexeu muito comigo. Eu não imaginava que ele ia atravessar o oceano para vir pedir perdão.

- Ah eu fiz mesmo. - ela sorriu e suspirou - Ai amiga, o Greg é assim, se ele quer algo, vai até as últimas consequências para conseguir. Ele não comeu ou dormir na noite que você veio pra cá... Ficou ligando pro aeroporto até conseguir o voo e só tomou café da manhã por que insisti muito. Essa teimosia dele um dia me mata... - ela revira os olhos

- Ele me contou. Faça ele dormir, Rose, sei lá, prenda-o no quarto do hotel, mas faça-o dormir! Ele não pode não ficar doente, ainda mais porque veio pra cá por minha causa, eu vou me sentir muito culpada... - ela disse, só então percebendo que estava quase fazendo uma lista de recomendações. - Desculpa, Rose... Acho que me descontrolei... - ela sorri envergonhada, vendo a amiga sorri de lado. - Caramba... Eu realmente amo o seu irmão, amo muito, Rose, mas eu estou tão magoada.

- Tudo bem.. Vou fazê-lo dormir nem que seja com um sossega leão. - ela riu e pegou na mão dela - Ei, se cuida você também, tá? Sei que você ama muito o Greg, dá pra ver nos seus olhos e nos dele também... Dê um tempo, vocês precisam. E depois se resolvam com a cabeça mais fria. Você vai ver como isso faz diferença. - ela aconselhou.

- Eu vou fazer isso. Mas tenho medo de dar uma chance a ele e sofre do mesmo jeito, Rose. Tenho medo de que ele faça a mesma coisa. Eu não vou suportar... - ela murmurou com a voz embargada.

- Oh minha amiga... - Rose dá um abraço apertado nela - Ele não é louco de fazer uma coisa dessas. Eu mato ele, viu? Mas acho que... - elas voltam a se olhar - Depois dessa, ele não repetirá o mesmo erro. Ele está sofrendo mesmo sem você, Maby...

- Eu vi... Ele chorou muito enquanto estava aqui em cima. - ela disse, saindo dos braços da amiga e limpando os braços. - Ah, Rose, o que eu faço? Eu estou tão confusa! Com Francis eu tive a certeza de que jamais voltaria pra ele, mas com o seu irmão... Eu não tenho essa mesma certeza, não tenho certeza de nada, aliás.

- Amiga calma, dê um tempo pra vocês como te falei... O Francis não é o Gregory e vice e versa. Greg é meio ogro, mas tem bom coração. Já esse Francis... Só você sabe como foi. Pensa no que vocês passaram e nos momentos bons. Meu casal favorito não pode acabar assim... - ela sorriu de leve. - Quero meus sobrinhos ainda, dona Mabelle.

Mabelle sorriu.

- Está muito cedo para sobrinhos, está como sua mãe é? Que já foi logo pensando em casamento... - ela balançou a cabeça. - Bem, de todo o modo, eu vou mesmo pensar, preciso fazer isso. Obrigada por seus conselhos, amiga.

- Ah que isso amiga, nem precisa agradecer mulher! Sempre vou torcer por você e sua felicidade, e sendo com meu maninho melhor ainda porque posso puxar as orelhas dele. - ela riu - E sobre o casamento... Você acha que vou perder a chance de ver o meu gato de terno? - ela põe as mãos na cintura e ergue uma sobrancelha. - Imagina!

Mabelle ri.

- Ora, mas não precisa esperar até o casamento... Minha mãe e meu pai comemoram 30 anos de casados amanhã e vai ser um baile de máscara. Eu quero que vocês venham. E aí você vai poder vê o seu gato de terno... - ela sorri de lado.

- Oh my gosh! Amanhã? - Rose fica boquiaberta - Eu amo festas! Vou ter que correr a cidade inteira pra conseguir um vestido descente. E os meninos vão ficar loucos pra conseguir os ternos. Minha nossa, Maby vou precisar de você, garota. - ela levanta da cama, empolgada.
- Eu também vou precisar de você. Eu não escolhi vestido nenhum, eu nem ia vir na festa... Vamos ter que andar por toda Paris pra escolher algo decente. - ela sorri. - Eu não estava nenhum pouco animada com essa festa, mas agora estou um pouco... Você aqui vai me ajudar aturar todo o pessoal que vai vir, consecutivamente, me ajudará a despistar Francis. - ela revirou os olhos. - Ele vai vim porque os pais deles são amigos da minha mãe e do meu pai.

- Ah não acredito.. Bom, vou salvar você amiga, nem que precise esconde-la atrás da cortina. - elas riem - Mas acho que os meninos vão querer nos acompanhar, sabe.... Os ternos e tal... - ela disse sorrindo de lado.

- É verdade, mas eles vão se cansar, porque somos chatas e demoramos muito mais do que eles. - ela sorri e para de repente. - Eu estava to zoando, mas estou pensando... Eu também vou vê Gregory de terno... Tomara que ele fique feio, porque se não... Eu vou derreter por ele, mesmo estando magoada. - ela ri.

Rose riu balançando a cabeça.

- Oh amiga, então se prepare porque o meu irmãzinho fica gato de terno, viu? - ela disse - Mas também me preocupo com isso. Nunca vi o Leo numa roupa tão formal... Ai meu coração viu... - ela se abana.

- Acho melhor pararmos de falar sobre isso, se não vou ser capaz de perdoar seu irmão antes de pensar sobre o assunto... - ela sorri de leve.

- Okay.. Também acho uma boa ideia... - Rose sorriu.

Mabelle sorriu levantando da cama mais animada. Com a ajuda de Rose ela se vestiu e desceu para cumprimentar Leonardo. Marie fica muito contente pela filha estar mais dispostas e comentando isso agradeceu a Gregory e Rose pelo feito. Mabelle puxa o assunto sobre a festa e a mãe explica com detalhes como tudo seria feito. Estava programado um belíssimo baile de máscaras com trajes de gala. Os meninos olham um pro outro já sabendo o sacrifício de se vestir tão engomadinhos.

Rose revirou os olhos e riu, voltando a comentar como seria divertido escolher as roupas e as máscaras.
Como tinham apenas um dia antes da grande festa, o quarteto saiu para fazer compras. Gregory dirigiu até o centro de Paris, onde decidiram que era melhor ir ao shopping do que ficarem andando por todas as ruas em busca da roupa ideal.


Meninas foram para um lado e os meninos para o outro. A tarde de compras fez muito bem a Mabelle, que estava se divertindo com as trocas de vestidos. Gregory e Leonardo acharam rapidamente um smooking de corte fino para a ocasião. Depois de quase três horas as meninas enfim acharam o vestido perfeito e juntos foram jantar em um restaurante próximo ao shopping. Apesar do clima um pouco tenso entre Gregory e Mabelle, o jantar foi agradável e conseguiram arrancar risadas leves da francesa. Logo após o jantar, deixaram Mabelle em casa e voltaram para o hotel, ansiosos para festa da noite seguinte.


Continua...

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