Capítulo 14
- Claro que já, cara! Ou você acha que ela largou o japa por causa de
que? Não foi só por causa do medo de ele ter pau pequeno... - ele disse, rindo
alto.
- Seu infeliz, vai dormi... - Gregory riu dando um tapa bobo na cabeça
dele - Vai antes que eu me arrependa de deixar minha irmã namorar...
- Tá bom, eu vou... - ele diz rindo e então parou. - Hei, cadê a
francesa?Não acredito que largou a garota chupando dedo pra vim tomar conta da
sua irmã, Gregory!
- Claro que não deixei. A essa hora ela deve estar sonhando com o que
fizemos enquanto você se aproveitava da Rose, seu safado. - ele disse rindo.
- Bem... Pelo menos os dois aproveitou a noite de uma forma boa... - ele
disse, parando em frente aos quartos de hospedes. - Obrigado por confiar em
mim, Greg.
- Que isso velho, não tem como mandar no coração não. Sei bem como é
isso. - ele sorri se referindo a Mabelle. - Boa noite...
Rindo, Leonardo assentiu e entrou em seu quarto, sentindo-se plenamente
feliz com tudo aquilo. Agora tudo estava encaminhando-se do jeito certo e a
mentira não fazia mais parte de seu relacionamento com Rose.
Quando tudo fico em silencio total, Rose ainda estava acordada. Não
conseguia pregar o olho depois que Gregory e Leonardo ficaram sozinhos na sala.
Será que eles tinham brigado? Ou Greg a proibiu de namorar o amigo? Mil
perguntas deixam sua mente fervendo e fez com que se levantasse para tomar uma
atitude. Na ponta dos pés ela sai do quarto e segue em direção ao quarto de
hóspedes onde Leo dormia. Mexeu na maçaneta e viu que estava encostada. Em
silêncio entrou no silencioso chegando perto da cama. Olhou para Leonardo
dormindo tão lindo e sereno! Ele se move e coloca parte do lençol para o lado.
Rose se aproxima com cautela deitando devagar na cama. Fazendo carinho na
cabeça dele o chamou:
- Amor... Acorda, sou eu...- ela sussurra.
- Hm... Vou querer se acordado sempre desse jeito. - ele murmurou
sonolento, abraçando-a pela cintura. - Sabia que deixar a porta encostada tinha
suas vantagens. Obrigado por vir domir comigo, amor. - ele disse, quase
voltando a dormir.
- Ah é? - ela sorriu acariciando a mão dele sobre a sua barriga. - Não
consegui dormir até agora... Estava preocupada com você. O que meu irmão falou?
- ela pergunta baixinho.
- Falou que eu sou rápido por já ter transado com você... - ele murmurou
e riu, um pouco mais acordado agora.
- Você falou pro Greg que a gente transou? - repetiu assustada - E ele,
o que disse?
- Não foi exatamente assim... Ele viu a gente se beijando lá embaixo e
me pressionou. Bem, eu disse a verdade. - ele murmurou, sabendo que falaria
para ela, algo que nunca disse a mulher alguma. - Eu disse que estou
completamente apaixonado por você.
Rose vira o rosto pra ele em seguida o corpo.
- Apaixonado... Por mim? - ela sorriu olhando pra ele com brilho nos
olhos.
- Sim... Apaixonado por você. - ele disse sorrindo pra ela e olhando em
seus olhos. - Totalmente apaixonado, Rose... E eu perguntei a Gregory se
poderia namorar você... Ele deixou, mas eu preciso saber se você aceita.
Rose leva a mão no rosto dele e desliza a ponta dos dedos pelo formato
daquele rosto bem feito que também a fez se apaixonar. O casal se olha quase
sem piscar até que ela quebra o silêncio:
- Leo, eu quis namorar você desde o primeiro dia que você entrou pela
primeira vez nessa casa pra fazer um trabalho de faculdade com o meu irmão....
- ela sorri e suspira - Bem, levamos um bom tempo, mas enfim estamos juntos..
Ele sorri e beija os lábios dela com carinho.
- Sim, demorou um pouco... Mas agora estamos prontos para isso, baby.
Prometo te fazer muito feliz, doce e perversa Rose. - ele sorriu de lado.
- Também prometo fazer você feliz e me comportar direitinho. - ela
assente fazendo um cara inocente.
- Depois de levar meu carro, meu coração e meu pau... Você tem que se
comportar, Rose! - ele disse rindo.
Rose põe a mão sobre a boca para abafar a risada.
- Eu não levei a última opção coisa nenhuma, ele está bem aqui... - ela
toca de leve e tira a mão - Tá vendo? Ele está aqui.
- É... Mas ele já é seu também. - ele a colocou deitada sobre seu peito.
- Tudo é seu, eu sou todo seu, baby. - deu um beijo na cabeça dela e suspirou.
- Dorme comigo?
- Durmo.. - ela diz assim que bocejou e coçou os olhos. - Hum... estou
com ficando com soninho.. - Rose fala o abraçando, aconchegada.
- Então fica aqui, bem agarradinha em mim... - ele murmurou, abraçando-a
com força antes de pegar no sono.
A semana passa rapidamente e Elizabeth ficou extasiada ao saber do
namoro de sua filha. Gostava de Leonardo tanto quanto gostava de Mabelle e no
fundo ela sempre soube que eles acabariam formando um casal. Sabia muito bem
que sua filha ficava suspirando pelos cantos pelo rapaz e ficou muito feliz por
ela enfim ter realizado esse sonho. O quarteto estava na mais perfeita harmonia, ainda mais agora que Rose e
Leonardo poderiam namorar a vista de todos. Quando o sábado chegou, Rose e
Mabelle se arrumaram para encontrar os meninos no galpão. A pista já estava
lotada e logo Rose encontrou o namorado, perto de alguns garotos. Mabelle a
mandou ir até ele e disse que iria procurar pelo namorado. Estava passando por
entre a multidão quando Jamal entrou em sua frente, fazendo-a parar
abruptamente.
Os dois se chocaram e por pouco ela não foi ao chão, o que fez os dois
caírem no riso. Mesmo sabendo que ela estava namorando com Gregory, Jamal
continuava o mesmo e não demonstrava nenhum tipo de resentimento. Ficaram
conversando por alguns minutos em meio a risada quando Mabelle avistou Gregory
ao longe, com cara de poucos amigos. Ela logo soube porque ele estava assim;
ele não gostava de a ver perto do Jamal e isso a fez se sentir culpada. Ela se colocava no lugar dele, também não gostaria de vê-lo conversando
com a morena com quem estava se atracando na cozinha do apartamento de
Leonardo. Rapidamente ele virou de costas e sumiu de suas vistas. Ela soltou um
suspiro pesado e se despediu de Jamal, falando que precisava achar Gregory. Ele
entortou o lábio mas assentiu, vendo-a partir minutos depois.
Desviando do pessoal aglomerado, ela conseguiu muitos minutos depois
entrar no galpão. Estava tudo quase silencioso lá dentro, mas podia ouvir
alguns murmúrios de beijos e gemidos. Revirou os olhos; sempre tinha alguém se
pegando dentro daquele galpão e ela se lembrou de sua conversa com Gregory,
sobre não pagarem um motel. Parece que todos os homens pensavam da mesma forma. Adentrou mais o galpão e o gemido ficou maior, a mulher parecia uma gata
no cio, com a voz fina gemendo e murmurando. Mabelle olhou ao redor e viu que
Gregory não estava ali, estava quase dando meia volta e indo embora quando
escutou algo que a fez fincar os pés nos chãos:
- Isso, Gregory... Mais forte, baby, como eu estava com saudades de
você!
Mabelle sentiu o coração dar um pulo alto no peito e um gemido rouco de
homem adentrou seus ouvidos, um gemido que ela já conhecia tão bem. Sem nem
mesmo pensar, ela se viu andando pelo galpão, seguindo o som. Só parou quando
viu o namorado atracado a morena, ele a pressionava contra a parede, enquanto
transava com ela de uma maneira tão rápida que parecia um animal com raiva. Primeiro Mabelle ficou em choque, estava pensando que seus olhos estavam
a enganando, mas não estavam. Tudo estava acontecendo outra vez; o amor, a
felicidade e depois a decepção, sendo traída da maneira mais sórdida que
poderia existir. Com um nó intenso na garganta, ela pegou o celular e tirou
fotos com a mão trêmula. Precisava de provas para dar o próximo passo, que já
estava sendo planejado por sua mente conturbada.
Com as lágrimas começando a cair, ela se virou e começou a correr para
fora do galpão, o barulho do salto a irritando de tal maneira, que fez com que
ela parasse para tirá-los e jogasse-os em um canto qualquer. Havia sido
enganada de novo! Pelo cara que ela pensou que a amava de verdade... Mas no
fundo ele e seu ex-namorado eram iguais: só queriam brincar com ela, usá-la e
depois jogá-la fora. Com um soluço alto rompendo a garganta, ela finalmente
conseguiu sair do galpão e olhou ao redor, uma corrida estava acontecendo e ela
não fazia noção de onde sua amiga poderia estar.
Quando olhou para o outro lado, viu Jamal conversando com uma garota.
Além de Gregory, Leonardo e Rose, ele era o único que ela conhecia ali. Engoliu
o choro e limpou as lágrimas, se aproximando dele.
- Jamal... - ela o chamou, vendo-o virar-se de costas para olhá-la. - Me
desculpa interromper sua conversa, mas... Você poderia me levar embora?
Ele a olhou de cima a baixo, vendo-a descalça, com os olhos vermelhos e
o peito subindo e descendo rapidamente pal respiração ofegante.
- Claro, mas o que houve, Mabelle?
Ela começou a chorar de novo e balançou a cabeça em negativa.
- Apenas me tire daqui, por favor. - ela pediu com os ombros balançando
violentamente pelos soluços.
Atordoado, Jamal a abraçou e pediu licença para menina com que
conversava. Andou com a francesa até o estacionamento e a colocou no carro,
dando a volta e entrando também. Deu partida e fez a viagem em silêncio,
respeitando a decisão dela de não lhe contar o que havia acontecido. Apenas os
soluços dela eram ouvidos ali dentro e ele estava angustiado, querendo saber o
que tinha acontecido para sua francesa sorridente estar naquele estado.
Quarenta minutos depois ele estava estacionando em frente aos enormes portões
de ferro em frente a casa de Gregory.
- Você não quer mesmo me contar o que houve, princesa? Eu estou
desesperado, quero muito poder te ajudar. - ele disse, virando-se para ela.
- Você não tem ideia do quanto me ajudou me tirando daquele lugar, mon
cher. - ela disse, com a voz embargada. Em um impulso, o abraçou forte. -
Obrigada, Jamal. Por tudo.
- Mas eu não fiz nada, linda... - ele disse, abraçando-a também. -
Promete ficar bem.
- Eu vou tentar. - ela disse, tentando forçar um sorriso. - Adeus.
- Eu prefiro um até logo. - ele disse, vendo-a abrir a porta do carro.
Mabelle apenas forçou um sorriso e acenou, entrando na casa de Gregory.
Lá dentro estava tudo silencioso; Elizabeth e Mark haviam saído para jantar e
os empregados haviam tirado a noite de folga. Ela entrou e foi direto para o
seu quarto, ligando para um serviço de táxi. Tinha vinte minutos para arrumar
sua mala e deixar um bilhete para Rose antes que o carro viesse lhe buscar.
Tacou suas roupas na mala de qualquer maneira e calçou um tênis sem se
importar se combinaria com seu vestido ou não. Encontrando um bloco e uma
caneta dentro da gaveta da cômoda, ela começou a escrever:
"Rose... Sinto por estar indo embora tão de repente, mas foi
preciso, amiga. Não me mate, eu prometo explicar tudo quando tivermos chance de
conversar.
Je'taime, Mabelle."
Saiu do quarto e entrou no quarto da amiga, colocando o pedaço de papel
em cima da cama. Ao sair, começou a arrastar as malas, sentindo o celular
apitar. Era uma mensagem do serviço de táxi, avisando que o carro estava a sua
espera. Ao passar pelo quarto de Gregory ela sentiu o coração afundar no peito.
Tinha tantas lembranças boas ali, todos os momentos de amor, de carinho,
tudo... E fora tudo uma mentira da parte dele, tudo uma ilusão, como sempre. Engolindo o choro ela desceu com a mala e saiu da casa, o táxista a ajudou
a por as malas no carro e logo ela estava indo em direção ao aeroporto. Por
sorte ou azar, tudo estava acontecendo rápido. A recepcionista conseguiu trocar
a passagem dela e adiantar para um voo para França que sairia em menos de uma
hora. Despachou as malas e se sentou no banco, esperando anunciarem seu voo.
Nunca pensou que iria embora da América tão rápido e com um coração
partido. Começou a se envolver com Gregory achando que seria apenas um caso de
verão, mas ela se apaixonara rápido demais. Começou a amá-lo sem perceber e fez
algo que prometeu a si mesma que não faria nunca mais: entregou seu coração a
ele. Gregory pisou nele, assim como Francis havia feito.
Quando escutou a primeira chamada para seu voo, ela pegou sua bolsa e
entregou a passagem a recepcionista. Enquanto se encaminhava lentamente para o
avião, pegou o celular e escolheu uma das fotos que havia tirado. Sentia o
coração se partir naquele momento, vendo aquilo, mas ela estava indo embora e
não queria vê-lo nunca mais. Selecionou a imagem e a mandou como anexo para o
número de Gregory, escrito abaixo:
"Obrigada por isso.
Adeus."
Foram poucas palavras, mas ela sentia que aquilo deixaria bem claro a
ele que ela soube de tudo, que estava indo embora e que nunca mais iria vê-lo novamente.
Enquanto Mabelle passava pelo corredor para entrar no avião, Rose a
procurava por toda parte na Street Five. Sentia falta dela ali então sabia onde
o irmão estava. Chegando perto de Leo ela disse:
- Amor, eu não consigo encontrar a Maby... Estou preocupada.
- Ela não tinha ido procurar por Gregory? - ele perguntou
- Foi, mas eu não achei nenhum dos dois. Será que foram embora? - ela
diz.
- Seu irmão ir embora antes de terminar as corridas? Duvido muito...
Será que eles estão no galpão? É o único lugar onde eles podem estar, já que
não estão aqui.
- Pode ser... Mas vou dar mais um tempinho, vai que eles estão
namorando. - ela sorri tímida.
- Hm... Acho que deveríamos estar fazendo o mesmo. - ele sorriu
maliciosamente pra ela.
Rose riu de leve.
- Aqui não seu taradinho... Deixa pra mais tarde quando formos pra casa,
hm?
- Está bem... Você é quem manda, senhorita. - ele sorriu e a abraçou
Dando um beijo leve nos lábios dele voltaram sua atenção para a nova
corrida que estavam preparando. Gregory se vestia quando seu celular fez um som
indicando uma mensagem. Ele o pegou, acessando a caixa viu que era Mabelle.
Franziu o cenho abrindo a mensagem, leu:
"Obrigada por isso. Adeus."
Logo abaixo uma foto dele com Allison faz seus olhos saltarem e sua boca
pronunciar um palavrão.
- Merda, merda, merda.... - ele diz passando a mão com força no cabelo.
- O que foi, Greg? - Allison diz olhando pra ele.
Gregory só conseguia olha pra foto e se cuidar pelo que acabara de
fazer. Desesperado ele fecha a tela.
- Eu tenho que ir atrás dela... - falou alto - Eu tenho...
- Ir atrás de quem, Gregory? - ela disse o olhando confusa
- Da minha mulher porra! - ele gritou nervoso.
- Isso
tudo foi um erro Allison. - ele diz olhando pra ela - Desculpa e adeus... -
Gregory disse.
Allison
chega perto dele, olha dentro dos seus olhos por dois segundos e desloca um
tapa em seu rosto.
- Você
nunca mais vai encostar a mão em mim, seu... Idiota. - ela fala com os olhos
lagrimando. - Não sou o seu brinquedo, Gregory Baker!
Gregory
olhava pra ela passando a mão onde o tapa lhe ardia. Allison sai do galpão
batendo os saltos com força no chão. Ela gostava dele, mas não podia tolerar
ser usada por ninguém, muito menos por ele. Assim que assimilou os fatos ele
sai do galpão procurando pela namorada. Não a encontrando em lugar algum
procurou pela irmã.
Depois
de cinco minutos a avistou junto a um grupo e chamou:
-
Rose... Rose... - ela virou na direção dele assim que escutou - Vem cá, por
favor..
Pedindo
licença, ela se ausenta da conversa.
- Oi
Greg.. - ela diz.
- Você
sabe onde a Mabelle está? - ele pergunta.
- Ela
não está com você? - Rose disse confusa. Gregory passa a mão nos cabelos
fazendo que não com a cabeça. Ele tinha uma expressão preocupada e sua testa
fazia linhas bem aparente. - Gregory o que aconteceu? Cadê a Mabelle? - ela
disse olhando pra ele.
- Eu
preciso encontra-la Rose, eu... Puta merda... - ele disse com a voz baixa.
- O
que você fez Gregory? - ela disse o encarando séria.
-
Eu... Fiz merda, Rose! Uma grande merda... - disse ele com a voz presa na
garganta.
-
Gregory? - Rose fala o nome dele com uma voz aguda - Eu não acredito!
- Eu
sei Ro, eu sei, mas.... Eu estou preocupado. Acho que ela foi embora sozinha.
- Mas
se você fez merda, é claro que ela foi embora sozinha, né Greg? Vou ligar pra
ela...
Rose
pega o celular e disca o número da amiga. Gregory a olhou rezando para que a
irmã conseguisse contato. Ela tenta várias e várias vezes e nada. O celular de
Mabelle só caia na caixa postal.
- Vou
chamar o Leo... vamos pra casa, ela deve estar lá. - Rose fala. - Mas que droga
hein, Greg..
- Eu
vou esperar vocês na saída. - ele diz indo pegar o carro dele.
Com
pressa Rose vai atrás do namorado e ao encontra-lo conta o que houve. Leonardo
balança a cabeça em negação. Depois de pedirem a Derek que cuidasse de tudo
saíram de lá. Minutos depois eles chegam em casa. Gregory entre correndo
chamando pela namorada, mas ninguém respondia. Leonardo e Rose entram logo
depois e também a procuram pela casa. Rose passa pelo próprio quarto e encontra
um papel sobre a cama. O pega nas mãos, ao abri-lo reconhece a letra da amiga:
"Rose...
Sinto por estar indo embora tão de repente, mas foi preciso, amiga. Não me
mate, eu prometo explicar tudo quando tivermos chance de conversar. Je'taime,
Mabelle."
Após
ler o bilhete ela balança a cabeça e desce de volta para a sala.
- E
aí, conseguiu achar ela? - Gregory perguntou assim que a irmã apareceu.
- Não.
Ela foi embora mesmo, Greg. Eu só encontrei esse bilhete na minha cama... - ela
diz o entregando ao irmão.
Assim
que leu Gregory o papel sentou-se no sofá deixando o choro brotar.
Rose
cruza os braços vendo o irmão se debulhar feito criança. Ela revira os olhos e
diz:
- Eu
vou tentar falar com ela de novo...
Rose
olha para o namorado e sai da sala.
Leonardo
se sentou na poltrona em frente ao amigo e o observou com atenção.
- Qual
foi a merda que você fez, Greg? - perguntou, sério.
- Eu
perdi a cabeça, Leo.. Fiquei tão cego depois que vi o Jamal conversando com ela
que... - ele soluça e continua - Transei com a Allison no galpão e... A Mabelle
viu...
- Você
fez o que? - Leonardo perguntou em um grito, assustado. - Você ficou maluco,
cara? É isso mesmo que eu ouvi? Que porra é essa! Enlouqueceu?
- Eu
fiquei louco quando aquele filho da puta do Jamal chegou perto dela,
Leonardo... Eu sei o que ele quer com ela, e você também sabe! Cara, ela tava
rindo enquanto ele falava... Rindo pra ele... - Gregory falou passando a mão no
rosto para limpa-lo - Na hora eu só pensei em me vingar e nada mais.
- Isso
não é uma desculpa, Gregory! Porra, você traiu ela, cara... - ele balançou a
cabeça com o maxilar rígido. - Você poderia ter feito qualquer coisa, menos
isso. A garota não fez nada demais, ela só estava conversando!
-
Agora eu sei que foi a pior merda do mundo Leo, mas e se fosse com a Rose? Se
fosse ela e o Hayato você também não ia gostar que eu sei... - ele disse olhando
pra ele. - Você também não ia com a cara do japonês
- Eu
não iria gostar, com certeza, mas tenho certeza que eu jamais sairia transando
com a primeira que aparecesse, Gregory. O que você fez está errado e ponto
final. Agora Mabelle voltou pra França e você perdeu uma garota incrível,
porque foi um idiota que agiu pensando com a porra da cabeça de baixo! - ele
balançou a cabeça, olhando pro amigo. - Pensei que você fosse mais inteligente
que isso, Greg.
Ouvindo
Leonardo dizer aquilo sentiu de verdade o cara mais idiota do planeta. Como
pode fazer isso com a única mulher que o amou de verdade? As outras só o queria
por causa do dinheiro e status que o fazia ser o maioral. Sem mais argumentos
ele baixa a cabeça e reflete o que vai fazer de agora em diante. Rose entra na
sala novamente com o celular nas mãos.
- Ela
não atende. Acho que pegou algum voo de volta pra França. - disse ela indo
sentar perto do namorado - E então, o que aconteceu com eles? - perguntou a
Leonardo.
Leonardo
olhou pra Gregory e o viu assentir. Não adiantava mais esconder, ela saberia
mais cedo ou mais tarde, qualquer maneira.
- Vou
resumir... - ele disse, voltando o olhar pra namorada. - Gregory viu Mabelle
conversando com Jamal, ficou puto de raiva e como vingança transou com Allison
dentro do galpão. Mabelle viu e... Com certeza já está bem longe daqui a uma
hora dessas.
Rose
abriu a boca duas vezes antes de falar.
-
Ele... Transou com aquela vadia? - Ela fala alto - Mas... Euvou te matar
Gregory! - ela disse olhando pro irmão - Por que você fez isso? Por que? - ela
grita.
- Não
precisa gritar Rose.. - Gregory fala e logo é interrompido.
- Não
precisa gritar o caramba! Você traiu ela por uma idiotice, Gregory! Eu não
acredito que você fez isso, eu não A.C.R.E.D.I.T.O! Minha vontade é de te
esfolar vivo, sabia? - ela disse levantando do sofá com as mãos na cintura.
Leonardo
pega a mão da namorada e pede calma.
- Como
eu vou ter calma, amor... Como? Sei como a minha amiga é sensível. Não faz
muito tempo que ela se recuperou de uma traição e agora tá sofrendo tudo de
novo. Só eu sei o que ela passou..
-
Droga... Você sabia disso, Greg? - Leo perguntou, entendendo que tudo era ainda
mais grave do que ele pensava.
-
Soube depois que começamos a namorar... - ele responde de cabeça baixa.
-
Porra, Gregory! - Leonardo gritou, passando a mão pelos cabelos. - Cara, você
ultrapassou o nível da idiotice. Se você sabia disso, como pôde fazer a mesma
merda com ela? O que você tem na cabeça?
Gregory
levanta de repente do sofá. Fica de pé diante deles e diz:
- Eu
vou atrás dela, na França e vou fazer isso agora!
- Como
você vai encontrar ela lá? Conhecendo Mabelle ela não vai querer nem ver a sua
cara. - Rose fala pra ele.
- Eu
não me importo Rose, mas vou tentar mesmo assim. Me dá o endereço dela e o
resto eu me viro. - ele disse.
- Não
se posso fazer isso Greg... - ela diz. - Ela vai sofrer muito..
- Rose
pelo amor de Deus! Eu preciso me desculpar com ela. - ele pede quase implorando
- Mabelle não merece sofrer, eu sei, mas pelo menos que fazer uma coisa certa
na vida. Me ajuda, minha irmã!
Rose
suspira pesadamente.
-
Então me deixa ir junto,assim tenho certeza que você não vai aprontar mais
nada. - ela diz olhando pra ele.
- Tá
bom, então vamos. - ele responde - Por mim não tem problema, mas vamos
depressa... Não quero perder um minuto se quer. Vou começar a arrumar minhas
coisas. - ele disse e subiu as pressas pro quarto
Rose
respira fundo e senta na perna do namorado encostando o rosto no pescoço dele.
- Por
que as coisas tem que ser assim, hein? Tava tudo tão bem.. - ela diz baixo.
- Eu
também não entendo, meu anjo... - ele disse, com a mesma tristeza que ela. -
Gosto muito da francesa, ela não merecia isso. Seu irmão foi um idiota.
- Foi
mesmo, mas apesar disso sei que o Greg gosta dela. Ele só tem que controlar
esses impulsos. Não levar tudo a ferro e fogo desse jeito. - ela suspira e o
abraça - Ai amor, vou sentir tanta saudade de você... Tanta...
-
Sentir saudades? Por que? - ele perguntou, confuso.
- Por
que vou ficar de babá do Greg. Não quero que ele faça mais merda do que já fez.
- ela disse baixo. Tomara que não demore muito porque... Vou morrer de saudade.
- falou manhosa.
Leonardo
riu e balançou a cabeça.
- Você
acha mesmo que eu vou ficar aqui, enquanto você vai pra França com Gregory?
Claro que não, baby. Eu vou junto... - ele a abraçou.
-
Awnnn.... Sério? - ela disse deixando um sorriso brotar no rosto.
- Imagina! É claro que quero você comigo. - Ela diz sorrindo - Não vou
dar o gosto daquela loira "fofa" pegar você desprevenido, rum. -ela
revira os olhos - E outra coisa... Podemos aproveitar porque vai ser nossa
primeira viagem juntos...
- Adoro te vê com ciúmes... - ele riu, dando um selinho nela. - Oh
sim... Nossa primeira viagem juntos na cidade do amor... Espero que Gregory se
resolva logo com a francesa, pra gente poder aproveitar tudo!
- Também espero, amor. - ela assente. - Seus pais vão doidos quando você
falar que vai viajar assim da noite pro dia. Sua mãe é super grudada com
você... - ela riu.
- Mas ela vai entender, baby... Já sai da barra da saia da minha mãe a
muito tempo, você sabe disso. - ele riu. - Bem, se vamos viajar com tanta
pressa, acho que tenho que ir em casa pegar algumas coisas. Tenho certeza que o
burro do seu irmão vai querer sair daqui voando, se for possível. - ele revirou
os olho.s
- Ah isso ele vai querer mesmo, mas eu convenço ele. Tenho meus meios,
pode deixar. - ela sorriu - E você vai agora?
- Sim, mas eu volto pra cá para irmos junto para o aeroporto.
- Tudo bem, então eu levo você até a porta -ela diz se levantando do
colo dele.
Dando um beijo carinhoso nos lábios dela, Leonardo foi embora para
arrumar suas malas.
Assim que Leonardo saiu da mansão Rose subiu pra o quarto do irmão e o
viu tirando as roupas do closet e as colocando sobre a cama. Tirou uma mala de
lá também a pôs sob a cama, perto das roupas. Ela se aproxima dele e segura sua
mão pedindo calma e que parasse com aquilo. Gregory protesta dizendo que não
tem tempo e tal.. Rose novamente pede calma e começa seus discurso de
convencimento. Foi difícil, mas ele entendeu que o melhor era esperar que o dia
amanhecesse e assim partissem para a Europa.
Continua...

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