Capítulo 11
Genevieve deitou-se sobre o peito do
marido e respirou fundo, ouvindo o coração dele bater rápido. Por mais que
quisesse aproveitar o momento, não poderia simplesmente deixar que tudo aquilo
encerrasse a questão principal do problema. Annemarie continuava naquela casa,
e tudo o que ela mais queria era que a dançarina fosse embora.
- Quanto a sua amiga, Henri... O que
fará? - perguntou, voltando seu olhar pra ele.
- Ela ficou de passar uma semana
conosco, mas... O que minha esposa deseja, que o seu rei faça? - ele diz
tocando o rosto dela com as costa da mão.
- Quero que ela vá embora. Eu
realmente não aprecio a ideia de uma ex-amante de meu marido esta hospedada em
sua casa. - ela diz, amargurada. - És um homem casado agora, Henri. Seu passado
deve ficar totalmente para trás. Creio que também não gostaria que um ex-amante
meu estivesse entre nós.
- Ex amante, vosso? - repetiu surpreso
ficando pensativo em seguida. Em mente tentar imaginar-se no lugar dela. Aquilo
era horrível. Ela tinha razão, Annemarie não poderia fazer mais parte desta
nova fase de sua vida. Suspirando ele teve de dar o braço a torcer. - Minha
rainha tem razão. Pela manhã conversarei com Annemarie. Estás satisfeita agora,
minha esposa bela e ciumenta? - ele sorri de lado.
- Muito satisfeita, ainda mais por
saber que não estás mais bravo. murmurou, sorrindo de lado.
- Fico irado convosco, mas esse
enfeitiço em seus olhos desarmam-me completamente... - falou tocando os lábios
inferiores com o polegar. - Amo-te muito Genevieve.
- Eu também te amo muito, Henri. - ela
diz, olhando nos olhos dele.
Pela primeira ele sentiu seu coração
agitar forte com estas palavras pronunciadas pela mulher. Embora ja tivesse
dito antes, nesta ocasião soou diferente. Olhando fixamente na face da esposa
ele a acariciou lentamente e sorriu com ternura, pensando se estava ouvindo
certo.
- Me amas de verdade? - perguntou.
- Sim, eu amo. Tive certeza ao sentir
tanto ciúmes daquela dançarina. - diz a palavra final entre dentes. - Eu amo
você, Henri. Amo muito. - sorri
Ele sorriu olhando-a.
- E eu desde que a vi pela primeira
vez...
- E quando foi que me vistes pela
primeira vez? Eu nunca soube... Foi na noite da coroação?
- A vi na rua, conversando com uma
peregrina do vilarejo. Fiquei tão intrigado por vê-la trocando palavras com
aquela gente. - ele diz - Não entendia o porquê uma princesa faria isto. Neste
mesmo dia descobri seu nome e o restante, tens o conhecimento do que aconteceu.
- "Aquela gente", são tão
dignos de ser bem tratados, como nós, Henri... Por que tens um preconceito tão
grande com pessoas de classe inferior? - perguntou, tentando entender o ponto
de vista dele.
- Minha doce rainha, eles são... Desorganizados.
Não sabem se portar devidamente, são escandalosos. Seu modo de vida é... Como
posso dizer... Seus costumes são selvagens e inaceitáveis. - ele falou
naturalmente, enquanto acariciava os cabelos dela.
- És ai que estás enganado, meu
marido. Seus costumes são maravilhosos, eu já perdi a conta de quantas festas
chiques e ostentada por nobres eu já quis trocar para simplesmente esta na
presença deles. Eles nos acolhem, não nos julgam, apenas nos trata de uma forma
tão doce que nenhum desses nobres de seu reino jamais nos tratariam. Meu
momento de maior felicidade quando morava em Vernay era poder fugir pra ir a
festa deles com meu irmão... - ela sorri com lembrança - Íamos tanto quanto era
possível e eu nunca me arrependerei disso. Eles são amigos de verdade, Henri,
que se contentam com qualquer agrado ou gentileza que ganharem.
- Eu não posso crer no que acabo de
ouvir. Você fugia do vosso luxo para... Estar com eles? - diz incrédulo. -
Então, tens este tipo de fuga como um hábito?
- Isso mesmo que ouviu, meu marido.
Meu irmão e eu fugíamos de nosso castelo para ir a festa de quase todo o
pessoal do vilarejo. E eles são ótimos em guardar segredo, pois até hoje
ninguém descobriu sobre nossas fugas. - ela riu.
Henri a olhava boquiaberto. Sua cabeça
ferve em pensar o que estas atitudes tão impulsivas acarretariam no futuro
deles.
- Cristo, e você pretende continuar? -
perguntou temendo a resposta.
- Você deixaria? - perguntou com uma
sobrancelha arqueada
Ele balança a cabeça negativamente.
- Eles podem machuca-la, Genevieve ou
ate... Rouba-la. - falou com temor.- Não quero que o pior acontece a única
mulher que amo neste mundo. Preciso protegê-la, minha rainha e é o que farei.
-diz convicto.
- Oh, Henri... - ela sorriu e o beijou
carinhosamente. - Meu amor, aprecio sua preocupação, mas eles não são assim.
Tem de me acompanhar para vê sobre o que falo. Virginie adorou a experiência.
- Não, não minha cara, prefiro
continuar onde estou. Governar ja me ocupa o suficiente. - disse defensivo.
- Tens medo do desconhecido, de
experimentar coisas novas... Um homem desse tamanho, forte deste jeito... - ela
balançou a cabeça enquanto ria, querendo provocá-lo
- Minha rainha, zomba de mim? - disse
sorrindo também.
- Sim. - riu, mordendo o lábio
inferior
- Ah é? Pois vai pagar caro por me
afrontar, sua danadinha... - ele falou com um sorriso mal, mudou de posição
ficando por cima. Genevieve deu um gritinho começando a rir alto enquanto ele
beijava e mordia seu pescoço.
A noite foi longa para o casal, que
dormiu algumas horas antes do amanhecer. No dia seguinte, Henri e Genevieve
desceram uma hora e meia atrasados; depois de uma noite cansativa acordaram
mais tarde do que o habitual. Ao chegarem a sala de jantar, Virginie e
Annemarie esperavam pelo casal sentadas em duas poltronas perto a grande mesa
de café. Henri pediu licença a esposa, dando um beijo doce em seus lábios e
pediu para que Annemarie o acompanhasse até o escritório.
Virginie olhava a cena com a boca
ligeiramente aberta. Esperava por qualquer coisa, menos que o irmão descesse
com um humor tão bom e o melhor, que ele e a cunhada estivessem bem. Curiosa,
foi até Genevieve e lhe perguntou o que havia feito para que tal milagre
acontecesse. Genevieve riu e disse que nada que uma boa conversa e uma noite
longa não fizesse com que o marido mudasse de ideia. Virginie sorriu com o
rosto ligeiramente vermelho, entendendo o que a cunhada estava querendo dizer
com aquilo.
Henri voltou sozinho para a sala de
jantar, dizendo a esposa e a irmã que o assunto Annemarie estava resolvido.
Sorrindo, os três sentaram-se a mesa e começaram a comer. No meio da refeição,
Genevieve olhou insinuativa para o marido, lembrando-o da pequena conversa que
tiveram na noite anterior, enquanto se recuperavam de mais uma sessão de amor.
Henri assentiu discretamente e se virou para Virginie. Segurou a mão da irmã e
pediu desculpas pela forma como havia sido rude durante todo o dia anterior e
principalmente a noite, ao se referir aos livros. Virginie ficou surpresa; seu
irmão nunca fora do tipo de pedir desculpas, mesmo estando errado. Olhou pra
cunhada e a viu sorrindo. Suspirando, disse ao irmão que estava tudo bem e que
o que importava era que tudo voltaria a ficar em paz. Com um sorriso no rosto,
Henri assentiu e agradeceu, voltando a comer, sentindo-se estranhamente leve
depois daquele ato, como sua esposa disse que ele se sentiria.
Annemarie bateu a porta do quarto com
força. Não podia acreditar na conversa que tivera com Henri há alguns minutos.
Ele se virou pra ela e a mandou ir embora, alegando que ela era uma pessoa que
deveria fazer parte de seu passado. Disse que era um homem casado e que amava
muito a sua esposa, que tê-la ali era uma falta de respeito enorme a seu relacionamento
com a rainha. A dançarina se sentiu ultrajada, a fedelha tinha conseguido virar
a cabeça de Henri, mesmo tendo aprontado na noite anterior. Ela já estava
cantando sua vitória, chamando Genevieve de burra por ter feito tamanha
idiotice, mas agora percebeu que não adiantava: Henri realmente amava a fedelha
e estava virando uma massa de modelar em suas mãos.
Com raiva reprimida, arrumou suas
malas e pediu para uma das criadas levarem para carruagem que Henri disse que
esperava por ela. Nem ao menos se deu ao trabalho de se despedir de ninguém,
apenas fora embora com o nariz empinado, prometendo a si mesma nunca mais
voltar àquela cidade.
O
clima no castelo alivia consideravelmente após a partida de Annemarie.
Genevieve então pode respirar melhor sem a dançarina leviana para atrapalhar
seu casamento.
Naqueles
dias Virginie esperava ansiosa pela carta do amado. Após a grande confusão no
vilarejo, ela escreve contando como tudo aconteceu após a chegada dos guardas.
Como sua querida irmã a defendeu de Henri e ainda conseguiu fazer com que se
desculpa-se pelo rompante. Ao escrevê-la sorria pensando em como as coisas
estavam alegres e diferentes naquele castelo depois da chegada de Genevieve.
Ela foi como uma luz para eles, da maior à menor patente. Sem dúvidas, Richard
se orgulharia muito dela ao ler aquelas notícias tão frescas.
Quando
anoiteceu Virginie ficou na janela do quarto um bom tempo olhando as estrelas
pensando em seu príncipe. Sentia saudades de seus beijos, do seu carinho. Ela
suspira com um sorriso dançando nos lábios. Encarou a lua e voltou para o
quarto se recolher. Quando estava praticamente pegando no sono escutou barulhos
na janela. Pareciam pedradas. Ela fica em silêncio total e escuta a mesma coisa
novamente. Curiosa, acendeu a lamparina e foi ver o que era. Ao abrir a janela
se deparou com seu amado Richard. Ele sorria. Virginie sorriu de volta,
encantada.
- Boa
noite meu cavaleiro... O que fazes aí tão tarde? - ela disse.
- Vim
saber se uma certa princesa aceita sair comigo... - ele disse, olhando-a lá em
cima, na janela. - E não se preocupe, minha irmã cuidará de seu irmão durante
toda noite e eu a trago antes do amanhecer.
- És
um cavaleiro muito perspicaz, meu amado. Vossa irmã lhe dá mordomias demais. -
ela sorriu.- Mas aceitarei de bom grado vosso convite. Podes suportar a saudade
em me esperar aí? - riu divertida
- Se
não vier rápido acho que morrerei, minha princesa! - ele riu. - Venha, não há
ninguém aqui embaixo.
Ela
sorriu e jogou um beijo pra ele antes de desaparecer da janela. Richard sorria
ansioso e torcia para que seus planos descem certo. Virginie trocou de roupa
rapidamente colocando um vestido vermelho com dourado sem amarrações, para
ganhar tempo. Vestiu um casaco de capuz preto, se perfumou e saiu do quarto.
Com cuidado a princesa passa pelos corredores e escadaria sem fazer barulho.
Não demorou e Virginie estava diante de seu príncipe. Ela o abraçou forte e
beijou seus lábios com amor.
-
Estava com tanta saudade, meu amor... - ela disse suspirando.
- Eu também estava morrendo de saudades, meu
anjo... - ele disse, beijando-a mais uma vez. - Vamos? Não podemos correr o
risco de sermos pegos, não outra vez.
Sorrindo como dois adolescentes, saíram do castelo
e foram em direção ao cavalo de Richard, que estava amarrado a uma árvore no
outro lado da rua. Ele a colocou sentada e se sentou logo atrás dela depois de
desamarrar o cavalo. Começaram a andar devagar pelas ruas e se afastar cada vez
mais do castelo. Curiosa pra saber onde iam, Virginie se virou pra ele:
- Para onde o nobre cavaleiro vai me levar?
- É surpresa. - ele sorriu de lado e a olhou. -
Confia em mim?
- Confio sim meu amor, mas confesso que continuarei
curiosa. - ela sorriu.
Ele riu e a beijou.
- Estamos chegando e logo matarás sua curiosidade.
Começaram a conversar e Virginie falava animada
sobre o quanto o irmão estava mudado. Estava mais gentil e atencioso, largando
de lado o modo rude como sempre tratara a todos. Richard assentiu, dizendo que
ficava muito feliz ao saber daquilo; não queria de forma alguma que sua amada
fosse maltratada por quem quer que fosse. Sorrindo, Virginie aproveitou que
estava sentada de lado no cavalo e o abraçou, beijando seu rosto.
Minutos depois Richard guiou o cavalo até o pequeno
riacho que existia na cidade. Passou por uma estrada de terra e logo um lugar
verde apareceu. Ao seu fundo, uma pequena e bonita cabana era iluminada por
várias lamparinas, fazendo com que fosse o único ponto de luz no lugar escuro.
Ele se aproximou mais e parou o cavalo na árvore
mais próxima da cabana. Desceu e logo depois desceu a princesa.
- Chegamos... - sorriu, abraçando-a por trás. - O
que achou?
- É um lindo lugar Richard. - ela disse sorrindo e
olhando em volta - Gostei muito.
- Eu o comprei faz uma semana... É aqui que ficarei
quando vier a Modrieva. - falou, pegando na mão da princesa e a beijando -
Vamos entrar?
Virginie sorriu e assentiu. Subiram a pequena escada
que os levava a porta principal e Richard tirou a chave do bolso, abrindo a
porta. A pequena sala de estar estava iluminada pela lareira acesa, esquentando
na noite fria. Richard deixou Virginie entrar primeiro e se sentaram juntos ao
sofá, com ele abraçando sua cintura.
- Não acredito que enfim estamos juntos de novo,
minha princesa... Não aguentava mais essa distância.
- Também estou custando a crer que é verdade, meu
amor. Rogo que este não seja mais um de meus sonhos com você e eu desperte sem
ti. - disse olhando pra ele com doçura.
- Então sonhas comigo, meu anjo?
- Certamente,
príncipe Richard. Tens me visitado muito nos últimos dias. - sorriu tímida
- É muito bem saber disso, pois a senhorita também
vem me visitando muito ultimamente. - ele sorriu e olhou em seus olhos. - Eu
não consigo te tirar da cabeça, meu anjo, nem de meu coração. O que fazes
comigo?
Virginie sorriu se aconchegando naquele abraço
carinhoso.
- Não sei explicar meu amor, mas... Você faz o
mesmo comigo.
- Então eu acho que temos que aproveitar agora que
estamos juntos, para matar a saudade... - ele sorriu e acariciou o rosto dela.
- Eu amo você, Virginie.
- Sim, meu príncipe e eu também o amo, muito. -
sorriu o olhando com carinho.
Ele acariciou todo o
seu rosto e desenhou os lábios macios com a ponta dos dedos. Virginie fechou os
olhos se entregando àquela carícia que ao mesmo tempo que era simples, era
muito intima. Se aproximando devagar, Richard acariciou os lábios da princesa
com os seus, começando a beijá-la lentamente.
Virginie passou os
braços pelo pescoço do amado, esquecendo-se de tudo e todos. A única coisa que
queria era estar o mais perto dele possível, pois não sabia quando conseguiria
fazer isso novamente. O beija com carinho, mostrando a ele o quanto estava
desejosa por seu toque, por seu amor. As mãos de Richard acariciavam a cintura
dela por debaixo do pano grosso do casaco, e ele podia sentir o calor de sua
pele pelo pano do vestido vermelho.
O beijo se tornou mais intenso, assim como o desejo
que sentiam um pelo o outro. Virginie acariciava o peitoral do príncipe com
pressa, puxando seu pescoço quando ele afastava os lábios dos seus. Gemeu
baixinho quando os lábios dele tocaram a pele sensível de seu pescoço,
espalhando os beijos por ali até chegar a sua orelha, onde mordeu o lóbulo.
- Eu a desejo tanto, meu anjo... Tanto... -
murmurou rouco, apertando a cintura dela.
- Oh Richard... - ela suspira quase sem voz,
desejosa como ele.
Ele voltou a beija-la com pressa, as mãos subindo
por seu corpo, tocando-a de leve por cima dos seios cobertos pelo vestido.
Virginie gemeu quando ele a acariciou ali, um lugar onde ninguém jamais tocou a
não ser ela.
- Fique comigo, Virginie... Fique comigo pra
sempre. -ele sussurrou
- Sim meu amado, sou tua. Mas... Eu nunca dormi com
homem algum... -ela diz timida.
- Eu sei disso, meu amor, e não quero que pense que
estou lhe forçando algo. Tudo irá acontecer ao seu tempo, quando você quiser. -
ele disse carinhoso, tocando o rosto dela.
- Obrigada. - ela sorriu de leve - E tem mais uma
coisa... Eu acredito que és o homem certo e eu o amo tanto, Richard... -
Virginie falou sentindo o coração pulsar. - Se puder guiar me...
- Estás querendo dizer quer... Quer fazer amo hoje,
minha princesa? - perguntou, sorrindo de leve.
- Sim, eu quero. - ela disse sorrindo de volta.
- Tem certeza? Não quero que se arrependa depois,
meu anjo.
- Com você jamais me arrependerei, meu amor. Me
ame, meu amado cavaleiro. - pediu alisando o rosto dele.
- Farei dessa noite a
melhor de nossas vidas, minha princesa. - ele sorriu e a beijou, pegando-a no
colo.
A beijando, Richard se levantou do sofá e foi em
direção ao quarto. Colocou-a no chão e deu um tempo para Virginie olhar ao
redor, o quarto era de estilo rústico e romântico, iluminado pela lareira e
algumas lamparinas pequenas.
Richard olhou carinhosamente para Virginie, vendo
no olhar dela o amor, carinho, desejo e confiança. Esses eram os sentimentos
que ele queria que ela sentisse e faria jus a tudo o que ela estava lhe dando.
A amaria do jeito mais doce e prazeroso, dando a ela a primeira vez de uma
verdadeira princesa.
Acariciou seu rosto
com a ponta dos dedos e beijou de leve a ponta de seu nariz, descendo até seus
lábios. A beijou com amor, descendo as mãos pela lateral de seu corpo, colando
sua cintura na dela. Virginie suspirou e o abraçou, entregando-se àquele beijo.
O amava mais do que tudo e estava incrivelmente certa do que estava fazendo; se
não fosse com Richard, não seria com ninguém. Com carinho, o príncipe de Vernay
tirou seu casaco e a virou, fazendo-a ficar de costas para si. Colocou seus
cabelos negros para o lado e enquanto desfazia o único laço do vestido, beijava
sua nuca e sussurrava em seu ouvido o quanto ela era linda e dele.
Todo o nervosismo deixou o corpo de
Virginie, estava segura agora, nos braços do homem que amava. Despindo-a do
pesado vestido, Richard a pegou no colo e a colocou sobre a grande cama de
casal, que tinha escolhido especialmente para aquele momento. Entre beijos em seu
pescoço, termino de despi-la. Virginie já suspirava em seus braços, sentindo-se
excitada com todo aquilo; era algo diferente que ela estava adorando
experimentar. Quando ficou nua, Richard se ajoelhou e a olhou por inteira,
passando a ponta do dedo lentamente por sua pele.
Virginie sorriu, corada. Richard
voltou a ficar por cima dela, sem colocar seu peso para não machucá-la. Beijou
seus lábios mais uma vez, descendo os beijos por seu pescoço e colo. Quando
chegou aos seus seios, olhou pra ela pedindo permissão para tocá-los. Virginie
apenas assentiu, com um pequeno sorriso nos lábios que demonstrava toda a sua
excitação. Richard suspirou e molhou os lábios, dando beijos de leve sobre os
seios firmes da princesa. Uma mão acariciava um e a boca acariciava outro,
beijando e sugando firmemente o mamilo duro.
Virginie gemeu, jogando a cabeça para
trás. Que prazer era aquele que estava percorrendo todo o seu corpo? Nunca
havia sentido nada igual. Praticamente fora de si, segurou firmemente o cabelo
do amado quando ele mordiscou seu seio, passando para o outro que estava com o
mamilo igualmente duro para ele. Richard repetiu o mesmo gesto, soprando o
mamilo no final, deixando-a toda arrepiada.
Sorriu de leve para ela e desceu seus beijos
pela barriga, chegando rapidamente em sua intimidade. Virginie mordeu os lábios
e prendeu a respiração, quando sentiu a língua do príncipe tocar sua intimidade
excitada. Richard gemeu ao perceber o quanto a princesa estava molhada,
esperando por ele, por seu toque, sentindo desejo por ele.
Lambeu
toda a sua intimidade, prendendo o clitóris entre seus lábios, sugando-o
avidamente. Queria que ela estivesse pronta e relaxada para ele. Virginie gemeu
alto sentindo todo o corpo se contorcer, o prazer crescendo enquanto seu amado
circulava o clitóris com a língua rápida e habilidosa, mudando a pressão sobre
aquele nervo tão sensível e excitado. Quando lhe penetrou a língua ela
praticamente se sentou sobre a cama, segurando com força a cabeça dele entre
suas pernas. Richard tirou e colocou a língua dentro dela mais duas vezes,
ouvindo-a gritar seu nome e explodir no primeiro orgasmo de sua vida.
Virginie
se deitou na cama ofegante, sentindo seu corpo tremer a cada mínimo toque.
Richard sorriu e foi beijando todo o seu corpo até chegar em sua boca.
- Você
é deliciosa, minha princesa... - ele disse baixinho entre seus lábios. - Eu amo
você.
- Richard... - ela mordeu o lábio sem saber direito o que dizer.
Suas bochechas estavam coradas e quentes. - Isto foi... Incrível. - sorriu
tímida. - Te amo mais meu bem.
Richard sorriu e com a ajuda das mãos trêmulas
de Virginie, começou a se despir. Ao vê o príncipe completamente nu, Virginie
soltou um suspiro audível. Era lindo a seus olhos, o abdômen definido e
excitado como estava só a fazia ficar ainda mais louca por ele. Beijando-a,
Richard a fez se deitar e ficou por cima, voltando a acariciar seu corpo
devagar, passeando por todo ele e parando em sua intimidade, onde a acariciou
levemente, fazendo a princesa gemer em sua boca.
Richard passou seu nariz pelo dela, cuidadoso e
segurou em suas mãos. Posicionou-se na entrada dela e começou a entrar devagar,
sentindo-a ofegar e apertar suas mãos com força. Fez uma pequena pausa e a
beijou de leve, voltando a entrar até encontrar o hímen. Com um movimento
preciso, ultrapassou a pequena barreira ouvindo Virginie gemer e se contorcer
abaixo dele. Parou novamente e olhou pra ela, dando um beijo em seu queixo.
Richard começou a se mover devagar, indo até o
fundo, dissipando o resto da dor que ela estava sentindo. Olhando nos olhos de
sua mulher apertou, soltou sua mão e colocou uma sobre o seu rosto e a outra
levou até sua cintura, começando a acelerar os movimentos. Virginie sorriu e
gemeu, sentindo um prazer enorme invadi-la, enquanto ele ia até o fundo e
voltava, sussurrando em seu ouvido o quanto ela era linda e só dele.
-
Deus.... És tão apertada, Virginie, tão linda... - ele gemeu. - Eu amo você.
-
Também te amo Richard... Não pare... Por favor... - pediu gemendo pra ele.
O
beijou com força, enquanto o sentia ir mais rápido e mais fundo. De repente
tudo ficou mais intenso e ela largou a boca dele para gemer alto, sentindo seu
interior se apertar em volta dele, prendê-lo dentro de si. Indo mais rápido,
Richard também gemeu ao senti-la ordenhar seu membro dentro dela. Lambeu o dedo
médio e o levou até o meio das pernas da princesa, tocando seu clitóris
gentilmente, pedindo para que ela se entregasse junto a ele. Não foi preciso
pedir duas vezes, Virginie arranhou as costas do amado, gemendo seu nome alto
enquanto o orgasmo a tomava por inteira, ainda mais intenso do que o anterior.
Richard gemeu alto e a beijou, libertando-se dentro dela, marcando-a como sua
para sempre.
Ofegante,
acariciou o rosto corado da princesa, sorrindo de leve.
- Oh,
Virginie... Eu sou o homem mais feliz do mundo esta noite. Obrigado por isso,
meu anjo, eu amo você.
- Ah
Richard... Não precisa agradecer. Sinto-me tão completa e graças a você, meu
amor.. - ela acariciou o rosto dele. - Amo te infinitamente.
Sorrindo,
ele saiu de dentro dela lentamente. Deitou-se na cama e a colocou sobre seu
peito.
-
Estamos completos porque temos um ao outro, meu anjo. - ele beijou a testa. -
Você quer dormir um pouco? Eu te acordo para lhe levar pra casa.
- Só
um pouco, mas quero ficar mais com você antes de voltarmos. Temos que
aproveitar esse momento maravilhoso que estamos vivendo. - ela sorriu e o beijo
docemente.
-
Então durma um pouco e eu te acordo pra ficarmos mais tempo juntos, não quero
que fique muito cansada, anjo. - ele sorriu e a beijou docemente
Virginie
sorriu e correspondeu ao beijo, aconchegando-se ao peito do príncipe e caindo
em um sono leve logo em seguida.
Na manhã seguinte o casal sai bem cedo
da cabana de volta ao castelo. No caminho os dois conversam sobre o próximo
encontro. Virginie disse que daria um jeito de aproveitar o bom humor do irmão
para encontra-lo quando Nina fosse ao mercado. Richard sorriu e disse que sua
princesa estava ficando muito esperta. Ela riu dizendo que estava ganhando asas
por causa do amor. Quando chegam ao castelo a princesa se despediu do príncipe
com beijos apaixonados, já sentindo saudades.
Continua...
0 comentários:
Postar um comentário