sexta-feira, 27 de junho de 2014

Royals Love_Capítulo 17

Capítulo 17

Quando chegaram ao castelo, a noite já estava feita. Virginie, que acabou cochilando no ombro da cunhada no meio do caminho, pediu licença para se recolher assim que chegou. Desejando boa noite a ela, Henri e Genevieve a viram subir as escadas, indo direto para o quarto. Nina preparou um banho para o casal, enquanto Carlota prepara a uma comida leve, que Henri pediu para que fosse levada para o quarto assim que estivesse pronto.

Assim que terminaram de comer e Carlota retirou os pratos do quarto, Genevieve se deitou na cama, observando o marido tirar a blusa para ir se deitar. Sorriu de leve, ao se lembrar do longo dia com satisfação.

- Eu estou tão feliz por termos os ajudado, Henri.

- Eu também, meu amor... - ele diz esticando o corpo sobre a cama. Seus ossos estralam trazendo alívio. - Hum... Estou exausto... Disse virando de lado, encaixando o rosto no pescoço da esposa e o braço envolto na cintura.

- Você quer uma massagem, amor? Nem se sou boa nisso, mas posso tentar... - ela riu, tocando os cabelos dele.

- Hm... Mas você também está cansada, amor... - disse manhoso.

- Não como você! - ela se levanta e se ajoelha na cama. - Vamos, senhor preguiçoso, deite-se de bruços! A rainha está mandando. - ela brinca.

- Sim majestade, sou todo seu... - Disse sorrindo, ficando de bruços pra ela.

Genevieve ri e começa a massagear os ombros do marido, que tinham os músculos tensos por conta do esforço que fez durante todo o dia. A cada "nó" que o músculo desfazia, Henri soltava um suspiro de contentamento.

- Pode falar, eu sou boa nisso, não? - ela perguntou, perdendo o riso.

- Fantástica... Minha rainha... Fantástica... - ele murmura - Desce mais um pouco, no quadril... - pediu.

- Sim senhor. - ela obedece, descendo as mãos pelas costas dele. Quando chegou aos quadris ela o apertou de leve, sentindo o músculo se retesar e relaxar - Bom?

- Muito bom, continua, amor... - disse com a voz calma, relaxada
Ela riu e subiu, mas um pouco, massageando o centro das costas dele.

- Esta conhecendo mais um de meus dotes, senhor... - ela ia continuar a falar mais parou de repente, perdendo a respiração e os movimentos nas costas de Henri. Um leve tremor passou por barriga, seguido de outro um pouco mais forte. - Oh meu Deus, Henri! Henri, levante-se!

- O que foi meu amor? - ele disse preocupado sentando na cama rapidamente. - Sentes alguma dor?

- Não... Sinta isso. - ela colocou a mão dele sobre sua barriga. O tremor ficou ainda mais forte com o toque, fazendo-a sorrir emocionada.

- Está se mexendo... - Henri arregalou os olhos e logo sorriu - Nosso filho está se mexendo... - disse empolgado

- Sim! Henri, isso é incrível, meu Deus! - ela diz também empolgada e emocionada. - É a melhor sensação do mundo!

- Tens razão meu amor. - ele sorri - Será que ele pode nos ouvir?

- Eu não sei, mas acho que sim. - ela riu. - Tenta, fala com ele pra vê se ele ou ela, se mexe mais.

- Está certo. - assentiu empolgado abaixando o rosto até a barriga da esposa - Olá minha criança, sou eu, vosso pai... - ele olha pra a esposa, os dois riem. - Se você estiver me ouvindo mexa-se de novo, hum? Mexe para vossa mãe e eu sabermos que você nos entende... - diz ficando na expectativa

Assim que Henri se cala o bebê chuta com força, fazendo um pequeno ovo na barriga de Genevieve. Fora bem mais forte que os outros.

- Uau, Henri... - ela murmura, sem saber fazer outra coisa a não ser sorrir

- Nossa, este vai ser um grande cavaleiro... - o rei diz orgulhoso. - Papai está muito feliz com você entre nós meu filho, você vai ser grande e forte... E vai cuidar do povo como eu e vossa mãe.

- Sim.... Mas se for menina, meu marido? Ela pode esta se sentindo ofendida. - ela rir

Henri fica parado alguns segundos, pensativo.

- Hum, tudo bem... Se você for menina, vai ser nossa princesinha e vai ser tornar uma rainha perfeita como sua mãe. - ele disse dando um beijo na barriga dela - Melhor assim, amor?

- Agora sim, principalmente a parte do 'vai ser uma rainha perfeita como sua mãe '. - ela ri, deitando-se na cama

Dando uma gargalhada gostosa Henri deitou ao lado da esposa e a abraçou pela cintura.

- Minha rainha gosta de ser bajulada, hã? - ele disse dando um beijo no pescoço dela.

- Ah, sim eu gosto muito, principalmente se for pelo meu marido. - ela murmura, se encolhendo com os beijos dele.

- De mim você receberá tudo que quiser, minha amada, principalmente se fizer outra massagem deliciosa... -ele sussurra e sorri perto do ouvido.

- Eu sabia que o senhor iria se aproveitar de mim, senhor Henri. Acha isso justo? Sou uma mulher grávida agora. - ela disse, tentando parecer seria.

- Grávida por um momento, minha rainha, depois que a criança nascer estarás bem livre... - ele disse sorrindo. - E poderá me servir a vontade...

- Com certeza, porque eu nem terei uma criança para alimentar nesse meio tempo, não é, meu marido? Esquecestes que assim que o bebê nascer nós não poderemos fazer amor durante um mês? Minha mãe me disse isso... - ela murmurou, ficando corada no final.

Henri arqueia a sobrancelha com a novidade.

- Isto é sério?

- Sim. É por causa do resguardo... Pensei que tivesse lhe contado, amor.

- Não, você não contou. - ele disse suspirando. - Espero que passe rápido, minha esposa que se recupere bem e volte pra mim.

- Vai passar, meu marido. Enquanto isso, aproveitemos enquanto podemos. - ela sorriu de leve e o beijou com carinho - Eu amo você, Henri.

- Sim minha esposa. Eu a amo mais, Genevieve. - ele sorriu a abraçou para dormirem abraçados antes que o dia amanhecesse.

Um mês depois.
Finalmente Modrieva tinha voltado a seu curso normal. Com o Vilarejo totalmente reconstruído, os peregrinos poderiam votar sua rotina normal. Henri estava totalmente satisfeito, principalmente por agora está tão próximo de seu povo. Era realmente incrível o que um pouco de intimidade poderia fazer. Agora estava realmente perto de todos eles, entendia exatamente o que Genevieve queria dizer: os peregrinos eram pessoas calorosas, que ficavam contentes com o pouco que recebiam.

Depois de tanta burocracia e trabalho, o rei tinha finalmente conseguido uma folga. Queria apenas passar o dia em casa e curtir sua esposa, que agora estava com seis meses de gravidez e cada vez mais linda e esbelta. Depois de terminarem de arrumar o quarto do bebê, ele deixou a esposa e a irmã dobrando algumas roupinhas, enquanto desceu ao escritório. Começou a ler um documento que estava pendente, quando ouviu uma batida na porta. Nina pediu licença e entregou as novas correspondências que haviam sido entregues.

Assim que a empregada saiu da sala, começou a mexer na pilha de envelopes que estava a sua frente. Colocou de lado os que diziam respeito a trabalho e começou a procurar se tinha alguma carta de cunho pessoal dirigida a ele. Ainda analisava os envelopes quando um lhe chamou a atenção. Richard havia mandado uma carta para Genevieve. Sabia que não era correto, mas ficou curioso para saber o que o cunhado tinha a falar com a esposa. Resolvendo matar a curiosidade de uma vez por todas, pegou um estilete e abriu o envelope, pegando a carta e começando a ler:

"Meu doce anjo, Virginie.
A saudade corrói meu peito toda a vez que penso em ti, minha princesa. Sei que tenho sido um namorado muito descuidado, há uma semana que não lhe vejo, mas quero que saiba que estou louco para recompensar-lhe. O amor que sinto por ti só faz crescer, anjo e isso faz com que a saudade fique cada vez maior. Não vejo a hora de tocá-la, beijá-la e amá-la mais uma vez, dormir com você encostada em meu peito, como fazemos desde que começamos a nos amar. Prometo que irei vê-la o mais rápido que conseguir, meu anjo.
Com amor, Príncipe Richard Léon Blanchard Bellemare."

Henri leu e releu a carta várias vezes, querendo ter certeza de que seu cérebro não estava o enganando. Mas logo viu que não, seu cérebro não estava o enganando; estava escrito o nome de sua irmã ali! Virginie... Sua irmã mais nova, em quem ele confiava tanto, estava namorando escondida com seu cunhado, e o pior, sua esposa sabia de tudo e estava o apunhalando pelas costas descaradamente!
Com raiva, Henri gritou por Nina e ordenou que chamasse por Genevieve. A empregada o olhou alarmada; havia muito tempo que seu patrão não ficava tão bravo. Saiu rapidamente e chamou por Genevieve. A rainha parou de dobrar as roupas do bebê e pediu licença a cunhada. Desceu as escadas devagar e logo chegou ao escritório. Batendo na porta, ela entrou:

- Chamou por mim, amor? - perguntou.

- Chamei sim. - Disse com o rosto rígido - Eu quero saber o que significa isso? - ele entrega a carta nas mãos da esposa - Veja só o que está escrito, talvez assim você possa me explicar o que está acontecendo nesse castelo.

Genevieve olhou para a carta em sua mão e começou a ler. Seu coração deu um pulo logo na primeira linha. Henri havia descoberto tudo.

- Isso é... Bem, é uma carta que não foi escrita para você, meu marido. - ela murmura.

- Mas é claro que não está endereçada a mim, minha esposa. Está em nome de Virginie, a minha irmã... Será que não vê, está claro! Também, vindo de onde? Do aproveitador do seu irmão. - ele diz com raiva - Eu não acredito que as duas foram capazes de armar uma dessas debaixo do meu nariz! Não dá pra acreditar! - Disse dando um murro na mesa, fazendo a esposa sobressaltar assustada. Henri estava furioso.

- Henri... - Genevieve começou, olhando pra ele atentamente. - Por favor, acalma-se, não é desse jeito. Meu irmão não é um aproveitador, ele e Virginie se amam de verdade. E nós iríamos contar pra você, só que estávamos esperando o momento certo... Não era pra você descobrir dessa forma.

- Ah não? E seria proveitoso quando... Quando ela estivesse grávida? - ele diz alto. - Sinceramente Genevieve, eu sempre soube que você fugia das leis, mas isso passou dos limites! Estou decepcionado com as duas. - falou sério.

- Por Deus, não, Henri! - ela coloca a carta em cima da mesa e olha nos olhos dele. - Acredite em mim, nós estávamos perto de contar a você, só queríamos que fosse de uma forma que não o assustasse. Sabíamos que você não iria gostar no começo, mas eu falo sério, meu marido: Virginie e meu irmão se amam muito, tanto quanto nós dois. É um amor puro, Henri, que precisa ser reconhecido. Eles não poderiam ficar se vendo escondidos para sempre, por isso estávamos querendo conversar com você, sobre... Sobre a possibilidade de eles namorarem.

- Como é que é? Você só pode estar louca. - Henri olhou para a esposa franzindo a testa. Fechando mais ainda o rosto ele fala forte - Genevieve! Virginie não vai mais ver o seu irmão e muito menos sair desta casa. Nem que eu tenha que tranca-la no quarto, dessa vez ela irá me obedecer; e ai de você se eu souber vai me desafiar de novo. Entendeu?

- O que? Henri, você não pode fazer isso! Não pode prender sua irmã aqui dentro, por Deus! Isso não é o certo, pode ter certeza que ao fazer isso, você fará com que ela sinta ainda mais vontade de ficar com meu irmão. Proibi-los de se vê não adiantará em nada, você não vai fazer isso! - ela diz tão alto quanto ele, colocando a mão na cintura.

Henri fechou o cenho não dizendo mais uma palavra com a esposa.

- Carlota! Carlota... - ele grita, chamando a criada.

A empregada vem correndo ao ouvi-lo. Na cozinha Nina já tinha adiantado que ele estava furioso. Ao adentrar a sala Henri foi despejando mais fúria:

- Onde está Virginie? - perguntou.

- Está no jardim majestade. - ele disse com voz baixa.

- A traga pra mim agora mesmo e diga que a estou esperando! - ordenou com firmeza.

- Sim majestade. - Assentiu a empregada, sentindo o coração aflito pela princesa. Estava na cara que o rei havia descoberto sobre o namoro da moça.

- Henri, por favor... Esfrie a cabeça primeiro, depois fale com Virginie, por favor. - Genevieve pediu, chegando perto dele. - Você vai acabar se arrependendo, meu marido, pense melhor e depois converse com ela.

Henri se mantém impassível caminhando de um lado a outro da sala. Carlota dá o recado a Virginie e a previne do comportamento do irmão. A princesa sente o sangue sumir do corpo pelo medo do que poderia vir. Levantando do banco seguiu para dentro do castelo. Caminhou pelo corredor e entrou na sala.


- Aqui estou, meu irmão. - ela responde com a voz baixa.

O rei a olha sentindo suas veias em ebulição. Vê-la fazia com que tudo o que leu na carta se confirmasse. Chegando perto da irmã a pegou pelos braços e sacudiu dizendo com raiva:

- Por que você fez isso com nossa família, Virginie? Por quê? - ele grita.

Virginie emudece assustada e seus olhos demonstrando o medo latente.

- Eu... Eu... Não fiz nada de mal Henri... Por favor...

- Você desonrou nossa família, Virginie! - ele grita mais alto - Você me envergonhou debaixo do meu nariz. Todos sabiam, menos eu!

A princesa começa a chorar ainda nos braços do irmão.

- Eu ia te contar Henri, eu ia... Mas eu estava com medo de você proibir meu namoro com Richard, eu o amo meu irmão. Nós vamos nos casar, eu prometo. – as mãos dele continuam a aperta-la - Você está me machucando, solte-me, por favor... - ela suplica

- Solte-a, Henri, você vai acabar machucando sua irmã! - Genevieve pediu em voa alta, indo para o lado da cunhada. - Pare com isso, não é necessário usar violência, por Deus!

Ignorando os pedidos da esposa ele pegou sua irmã pelas pernas, jogando sobre os ombros. Genevieve fica boquiaberta com a truculência do marido e os segue pede que imediatamente coloque a moça no chão, mas novamente ele a ignora subindo as escadas. Virginie chorava enquanto iam para o seu quarto. Diante da porta ele abriu no mesmo furor. Entrou com a princesa nos ombros e a jogou sobre a cama dizendo:

- Você não vai sair deste quarto nem tão cedo e também não mais verá o irmão de Genevieve. Entendeu Virginie? - falou firme e de semblante duro.

- Não Henri, pelo amor de Deus, eu o amo. Não me proíba de ver Richard, eu lhe imploro! - disse a princesa, aos prantos.

- O que disse não voltarei atrás, Virginie. O que está dito, assim será! E saiba que nunca aprovarei esse romance sem cabimento entre vocês. Contente-se em se casar com o pretendente que irei lhe arranjar.

- Não! Eu prefiro morrer a me casar com outro. - ela grita chorando.
- Não quero ouvir lamentações, terá sorte se eu arrumar alguém que a aceite na situação que está... - ele a olha com tristeza e dor. - Mais tarde Carlota trará o jantar em seu quarto. Por hoje você não sai daqui de dentro. - ele diz a ela e olha a esposa - E ai de ti se ajuda-la mais uma vez, não se esqueça.


Ele termina e sai do quarto batendo a porta com força, deixando a esposa e sua irmã aos prantos.


Continua...

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