quarta-feira, 1 de outubro de 2014

***Capítulo Final*** Green Light [+18]


** Capítulo Final **


Uma semana e meia depois, os casais estavam desembarcando novamente em Miami. Com poucas perdas nos cassinos, agora os garotos tinha uma enorme quantia para enfim conseguirem comprar as ações da empresa que estava a venda. Quando chegou a noite do leilão, eles sabiam que a sorte deles estavam em jogo. Lances altos foram dados, mas felizmente eles tinham dinheiro suficiente para cobrir todas elas. No final da noite, 85% das ações eram deles e se tornaram donos da empresa automobilística.

Agora donos da Rowsen Motors, os jovens sonham com um futuro promissor ao lado de suas esposas e o bebê que Mabelle carregava em seu ventre. Cinco meses após muito trabalho de dedicação Gregory e Leonardo começam a sentir a estabilidade da empresa. Contrataram funcionários gabaritados para desenvolverem projetos de tunning em carros de corrida e luxo importados. Sua experiência com as corridas ilegais o ajudou mudou a fazer contados e conseguir alguns patrocínios. A notícia de sucesso da empresa começa a correr na mídia chegam até os olhos curiosos de investidores internacionais.

A gravidez da francesinha iam muito bem e saudável. A brincadeira que Leonardo tanto dizia ao melhor amigo se fez verdade. Eles esperavam um menina e Mabelle disse logo que seu nome seria Sophie Baker Tissout. Rose praticamente surtou desde que soube que o bebê era menina. Animados com a sobrinha, ela e Leonardo começam a mima-la desde o ventre comprando muitas roupinhas fofas e brinquedos. Gregory tentava dizer que não queria a filha tão mimada, mas não adiantava, os tios corujas babavam demais na pequenina. O nascimento dela foi numa noite de sexta feira quando os quatros jantavam num restaurante para comemorar mais um patrocínio que a “Baker & Sawyer Tuning” recebia.

Apressados pagaram a conta e saíram direto para o hospital. Mabelle fazia mil caretas no banco de trás com Gregory, segurando sua mão dizendo que ficaria tudo bem, pois estavam juntos. O atendimento é rápido e a bolsa estoura assim que dão entrada no pronto socorro. Rapidamente Mabelle é levada para a sala de parto e Gregory a segue com os enfermeiros. Leonardo e Rose ficam na sala de espera torcendo por elas pedindo a Deus que tudo corresse bem.

Três horas depois a enfermeira chama o casal na sala de espera. Os pais do bebê esperavam por eles no quarto.

Eles seguiram ansiosos até o quarto. Ao entrarem dão de cara com a cena mais linda que tinha visto na vida até ali. Gregory e Mabelle acariciam sua filhinha tão pequena envolta num cobertor rosa claro e fita rosa choque. Presente da tia Rose, claro! Babando mais que antes, o casal se aproxima deles e dá os parabéns pelo bebê. Rose mal conteve as lágrimas quando a pegou no colo e a pequena os olhou correspondendo as gracinhas que Leonardo fazia com um sorriso gracioso.

Eles brincam com Sophie até a enfermeira entrar para ajudar Mabelle com a primeira mamada. Gregory não podia estar mais feliz. Suas vidas estavam se encaminhando. A empresa seguia a todo vapor. Ele e Mabelle tinham sua própria casa e um lindo quarto de bebê. Chamando o irmão num canto Rose disse que ia ligar para os pais e informar o nascimento da criança. Gregory suspira pesado e Rose usa do estudo em psicologia e seu amor de irmã para convencê-lo de que aquilo tinha que acabar. Tudo que Gregory queria provar já estava mais que feito. O que ele queria mais? Sendo assim ele se dá por vencido permitindo que a irmã divulgue o nascimento da herdeira ao Sr. e Sra. Baker.

Elisabeth dá um grito ao telefone ao saber que Sophie estava no mundo e era uma garotinha muito sorridente como a mãe. Emocionada ela pede para falar com Mabelle e o filho. Mabelle agradece aos milhões de congratulações que recebeu da sogra e todo o apoio citado por ela ao telefone. Elas se sentiam muito à vontade uma com a outra e se tratavam quase como mãe e filha. E falando em filho, Gregory pega o telefone assim que a esposa se despede de sua mãe. Lizzie estava aos prantos de emoção, nunca se vira uma avó tão derretida como ela. Desejando as melhores coisas do mundo agradeceu ao filho por essa presente tão lindo, uma netinha. Gregory com seu jeito metido a durão não pode resistir a emoção da mãe e também se derreteu ao falar da filha. Agora sim ele entendia todo aquele papo de “quando você for pai, você vai saber do que estou falando”. Realmente, ser pai fazia toda a diferença na vida dele.

Quatro meses após o nascimento de Sophie Gregory não podia mais enrolar em levar a filha para conhecer os avós paternos. Os pais de Mabelle disseram que no mês seguinte viriam para conhecê-la. Todos os cercaram pra isso e sem poder mais se esconder marcou uma visita para o domingo.

Ao chegar o fim de semana, todos se reúnem na casa dos Baker. Rose e Leonardo chegam primeiro, mas não tarda muito para que Gregory chegue com suas lindas mulheres. Sophie estava muito fofa e grandinha. Elisabeth seguiu ansiosa até o casal e abraçou Gregory dizendo:


- Oh meu filho, que bom que você veio! Senti tanto a sua falta de vocês... - ela o beijou no rosto e o segurou entre as mãos.

- Também senti muita saudade, mãe, mas era preciso. - ele disse olhando pra ela com carinho.

- Eu sei meu bem, a mamãe entende. - Lizzie sorri de leve, se virando para Mabelle - Deus do céu, como você está linda Mabelle, nem parece que acabou de ter uma criança! E essa princesa da vovó está dormindo? -ela disse olhando a bebê no colo da mãe.

- Obrigada, Lizzie. Ela pegou no sono no caminho pra cá, mas logo acorda. Ela não é muito de dormir durante o dia. - ela disse, sorrindo e dando um beijo no rosto da sogra. - Como você está?

- Agora estou ótima, meus filhos todos estão em casa. Eu não podia estar melhor! - Ela responde com um enorme sorriso no rosto.

- Oh mãe, a comida está pronta? É que meu estômago está revirando de fome... - rose pergunta parecendo uma garotinha.

- Claro minha menina, Leila está terminando de por a mesa. - A mãe responde.

- Aff, é só chegar na casa da mãe que a Rose fica com cinco anos de idade. - Gregory a provoca rindo.

- Ha ha! E você fica chato pra caramba, seu bobo. - ela disse e logo mostrou a língua pra ele.

- Ahhh.... Como senti falta disso... - Lizzie falou e beijou a cada um dos filhos. - Vamos lá meus amores. Hoje vamos comer no jardim porque seu pai está fazendo churrasco.

- O papai fazendo churrasco? - Greg repete incrédulo.

- Sim, Greg seu pai tem tido algumas mudanças de uns tempos pra cá. E vocês tiveram boa parte nisso graças a coragem que tiveram. - ela disse olhando a cada um. - Mas vamos lá, os aperitivos estão prontos.

Gregory olhou pra Rose e ela sorriu dando os ombros. Estavam curiosos para descobrir o quanto o Sr. Baker tinha mudado. Seguindo Elisabeth até o jardim cumprimentaram Leila e a moça que a auxiliava. Mark ouve a esposa o chamar. Ele sai da churrasqueira deixando um empregado em seu lugar. Cauteloso, chegou a mesa com um sorriso tímido começando a cumprimenta-los:

- Olá, pessoal... Como vocês estão? - ele perguntou sem jeito, colocando a mão no bolso

Todos se olham discretamente e param em Gregory. Rose o cutuca por baixo da mesa depois de três segundo no silencio total.

- Estamos pai... Trouxe Sophie para o senhor conhecê-la. - Greg disse sem sorrisos.

Para quebrar o clima gélido Rose acrescenta:

- Ela é uma princesa papai, venha ver... Ela disse apontando para o carrinho onde a bebê dormia serena.

Mark assentiu e se aproximou do carrinho que estava ao lado de Mabelle. Ele sorriu ao vê a neta ressonando tranquila, com os cabelos ruivos cobrindo sua cabecinha.

- Ela se parece tanto com vocês dois. - ele murmurou, emocionado. - É linda, muito linda! Parabéns meu filho.

- Obrigado, pai. - ele responde assentindo.

Mark engoliu em seco, percebendo como seu filho estava distante. Mas sabia que não poderia reclamar; ele tinha feio aquilo acontecer.

- Eu... Quero muito me desculpar com vocês, meus filhos. - ele disse, voltando seu olhar para os dois. - Principalmente com você, Greg. Durante todo esse tempo em que vocês estiveram longe, eu percebi como fui errado ao fazer tudo o que fiz. Eu não deveria ter colocado vocês pra fora de casa, vocês são meus únicos filhos e eu fiz uma merda dessas... Eu sei que é difícil, mas peço que me perdoem. Por favor.

Olha Rose olha para o pai com compaixão. Ele estava sendo sincero, dava pra ver em seus olhos.

- Ah pai... Foi difícil pra todos nós, mas estamos bem agora. - Rose disse sorrindo docemente - Estamos juntos de novo, hã? Podemos recomeçar e eu o perdoou.

Gregory se mantém em silencio por alguns segundos. Todos tinham a atenção nele.

- Greg... - Mabelle pegou na mão dele e disse apenas para ele ouvir. - Não prolongue esse sofrimento, mon cher. Eu sei que você ainda está magoado, mas perdoar não é esquecer, perdoar é afastar a dor. Seu pai está arrependido... Dê uma chance a ele. Temos uma filha agora e o que menos precisamos é ficar longe da sua família. - ela olhou pra ele. - Perdoe seu pai, mon ange.

Greg beija a mão da esposa e assente com a cabeça, mostrando que ia falar naquele momento.

- Pra mim não foi tão simples assim como a Rose disse, pai. Eu sofri pra caralho! Quando pensei que seria mais fácil equilibrar as coisas, minha doce Sophie chegou e... Agradeço a Deus por ela e Mabelle estarem do meu lado junto com a Rose e o Leo. Eles foram minha força quando estava sozinho. Desculpa, por não me comunicar mais mãe.. Eu não tinha condições. - ele disse olhando pra ela e recebeu um aceno de cabeça, da parte dela - Portanto, Sr. Baker... Pai... Eu digo pro senhor que hoje sou um homem melhor, graças a tudo que passei. Foi realmente uma merda tudo isso, mas serviu de lição pra todo mundo, eu acho. Principalmente, pra mim por que.... Eu cresci e provei a mim mesmo que sou capaz. É isso. - ele finaliza.

- Sim, você é capaz, Gregory. Eu vi isso e percebi que estava vendo meu filho crescer longe de mim. Não sabe como isso me machucou, mas eu sei que a culpa é minha. Eu fui um idiota e magoei você. - ele disse, sentindo a garganta se apertar. - Mas quero que saiba, meu filho, que eu sinto muito orgulho do homem que você se tornou em tão pouco tempo. Hoje você tem uma família linda e é dono de uma empresa grande junto com o seu amigo. Um pai não poderia estar mais orgulhoso. Eu tenho muito, muito orgulho de falar que sou seu pai.

Gregory sente a garganta apertar e o sente sentimento de perdão brotar dentro do peito. Seus olhos estavam molhados por causa das palavras do pai. Elisabeth tinha os olhos marejados e Rose e Mabelle se seguravam para não desabar. Leonardo deu sorriso discreto e gesticulou com a cabeça pedindo para o amigo seguir em frente. Greg assente e se levanta. Segui na direção do pai e o abraça forte.

- Está tudo bem pai, esquece isso tá. Já foi. - ele disse no ouvido dele.

- Ah... Obrigado, meu filho e me perdoe mais uma vez! - ele disse, abraçando o filho com força.

- Tudo certo velhote, eu perdoou você. Tá bom assim? - Disse abrindo um sorriso batendo três vezes nas costas de Mark. - Eu amo você pai.

- Eu te amo muito mais, meu filho. E obrigado por ter me dado um presente tão lindo. - ele disse sorrindo e olhando pra neta no colo da esposa Lizzie.


- É mais uma Baker pra nos tirar o juízo. - Greg riu - Só falta o Leo arrumar o dele, né Leo?

- Tudo tem sua hora, cara... Quando você piscar os olhos, nosso bebê vai estar correndo junto com Sophie. Não é mesmo, baby?

- É sim amor e agora com a Sophie aqui, fiquei até mais animada sabia? - ela sorri pro esposo e pisca só pra ele ver.

- Então temos que praticar, baby... ele sussurrou no ouvido dela.

- Vocês têm mesmo que me dar um neto, já que se casaram sem a minha permissão! - Mark disse, rindo no final.

- Isso mesmo meu bem, queremos mais crianças nessa casa, viu? - Lizzie fala para a filha e seu marido.

- Tudo bem mãe, vamos providenciar. - Rose fala sorrindo - E cadê o almoço, gente? Estou ficando faminta.

Lizzie sorriu e chamou Leila, pedindo para que servisse o almoço.

A refeição é feita em meio a muito conversa. Enfim voltaram a ser uma família feliz, como sempre foram. Contavam novidades sobre a empresa e a viagem doida que fizeram as Las Vegas, tudo em meio a risada. Logo a sobremesa é servida e Elizabeth olha pra filha, sorrindo:

- Rose, fiz sua sobremesa favorita, meu anjo... Mousse de chocolate meio amargo com chantilly. - ela diz, sorrindo.

- OH MEU D.E.U.S... Mãe eu te amo! Cadê cadê cadê? - disse sorrindo empolgada.

- Leila, pode trazer a sobremesa por favor? - Lizzie pediu, vendo a empregada sumir de suas vistas. - Espero que todos vocês gostem, queridos.

- Eu amo esse mousse!! Ai que delicia! - Rose comentou.

- Vai comer até morrer agora, né Rose? - Greg fala rindo.

- Vou sim Greg... - ela responde quase salivando ao ver a empregada voltar com as sobremesas na bandeja. - Ah Leilinha meu amor, vem cá com essa bandeja, por favor...

Leila riu entregando o doce dela primeiro em seguida serviu os outros. Todos se deliciam com a sobremesa. Rose comia com muito gosto, mas quando estava no final da segunda tacinha de mousse sentiu um arrepio percorrer sua espinha e o estômago revirou junto. Ela coloca a mão sobre a boca e fecha os olhos respirando fundo. Sua boca salivava de enjoou.

- Ah meu Deus... - ela murmura tentando respirar fundo, devagar.

- O que houve, amor? Esta se sentindo mal?

- Sim... Acho que vou.. - ela sente o enjoou apertar a garganta. - Eu tenho que correr... - ela disse saindo da mesa às pressas.

- Filha, o que houve? - Elisabeth pergunta ao ver a filha sair da mesa tão rápido.

- Rose! - Leonardo se levantou e saiu correndo atrás dela, preocupado.

- Dieu! Acho que algo não fez bem pra ela. - Mabelle disse, preocupada

- Rose sempre exagera quando tem mousse. - Greg disse balançando a cabeça.

Leonardo deixou todos para trás e foi atrás da esposa. A encontrou no banheiro, colocando tudo para fora. Com cuidado, ele segurou os cabelos dela. Quando ela enfim terminou, ele a abraçou com cuidado.

- O que você tem, meu anjo? Quer ir ao médico? Estou preocupado com você, Rose.

- Eu não sei o que aconteceu... Acho que comi rápido demais... - murmurou baixo.

- Você quer se deitar? Vou pedir pra sua mãe fazer um daqueles chás milagrosos que só ela sabe fazer, hm? - ele beijou a testa dela.

- Quero... - sussurrou, sentindo o estômago doer como se tivesse levado um soco. - Amor, eu preciso de falar uma coisa... É que faz alguns dias que minhas regras não vem... - ela disse tímida. - E depois do que aconteceu agora, estou com medo...

Leonardo ficou um tempo em silêncio, começando a entender onde ela queria chegar. Um sorriso nasceu em seu rosto.

- Você quer dizer que... Acha que está grávida?

- Hurum... - Rose assentiu. - Bom, eu queria ter certeza primeiro, mas depois disso, acho que chegou nossa vez... - ela morde o lábio encolhendo os ombros.

- Baby.... Isso é maravilhoso! - ele sorriu e pegou o rosto dela em suas mãos. - Se for mesmo verdade... Eu estou tão feliz, Rose! Um bebê... Nosso bebê... - ele tocou de leve na barriga dela.

- Adorei ouvir "nosso bebê" sair da sua boca, amor. - ela sorri acariciando a mão dele. - Te amo, baby.

- Eu também te amo muito, meu anjo... E seremos muito felizes, pode ter certeza - ele sorriu, beijando-a na testa em seguida e a abraçou forte se sentindo o homem mais completo do mundo.

Quatro anos depois...

Leonardo e Gregory estavam sentados no jardim da casa dos pais de Mabelle, na França. Observavam Sophie e Katie correndo junto a Rose, aproveitando o sol fraco, típico da Europa.

{ Sophie brincando Katie } 

Aa merecidas ferias haviam chegado para todos eles. Gregory e Leonardo fizeram a empresa crescer, ao ponto de abrirem uma filial em Londres. Depois do nascimento de Katie, Rose finalizou a faculdade e abriu um consultório, tornando-se uma das psicólogas mais conceituada dos EUA, chegando até mesmo a publicar livros românticos, onde o tema principal era a psicologia humana.

Mabelle abriu um ateliê e sua grife atendia a mais alta classe da América e da Europa. Suas roupas eram elogiadas pela crítica e usadas por artistas conceituados.

Agora, grávida de um menino, ela sorria sentada ao lado do marido. A vida de todos eles haviam mudado... Tudo começou por causa de suas férias, e nenhum dos quatro poderiam imaginar que um dia estariam assim, vivendo como uma grande e unida família. O amor havia juntado os casais, mas também havia estreitado laços de amizades, que o tempo jamais conseguiria acabar.




The End.


Obrigada a todos que acompanharam esta linda estória de amor. Nós, as autoras a fizemos pensando em cada um de vocês, podem acreditar! Foi uma deliciosa aventura que nunca vamos esquecer. Gregory, Mabelle, Leonardo e Rose ficaram marcados pra sempre em nossa memória. 
Beijos carinhosos em seus corações e até a próxima ;)


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