terça-feira, 8 de julho de 2014

Cap5_Green Light [+18]


Capítulo 5

Mais uma cena assustadora, mais um grito de Rose. Ela escondeu o rosto em seu peito e ele suspirou, pegando o rosto dela em sua mão e o levantando:

- Você está muito assustada, baby... Vou tirar o filme, tudo bem? - perguntou, olhando para os olhos dela.

- Tudo bem... - ela murmura com os olhos brilhando de medo por todas as cenas que tinha visto.

Leonardo acariciou o rosto dela lentamente, observando aqueles grandes olhos castanhos. Ela estava ainda mais linda aos seus olhos, completamente irresistível com a confiança que estava depositando nele, para que a protegesse do filme. Devagar ele se aproximou dela, esquecendo-se de tudo e todos.


Rose fechou os olhos e suspirou ao sentir os lábios dele em seu pescoço, beijando toda a sua pele sensível e subindo pelo queixo, parando em sua boca. Leonardo começou com alguns selinhos em meio aos lábios dela, mas quando ela abriu a boca para recebê-lo, ele deixou sua língua passear por todo o canto da boca dela, beijando-a com ímpeto. Rose gemeu baixinho e Leonardo desceu sua mão pelo corpo dela, apertando seu bumbum grande de leve. Gemeu junto a ela, sentindo o pulmão implorar por ar, mas não queria parar. Voltou a beija-la de leve, respirando aos poucos e finalizou com um selinho amoroso. 


Rose tinha um sorriso bobo nos lábios e ele sorriu também, sentindo sua cabeça girar. Tinha acabado de beijar a irmã super protegida de seu melhor amigo! E na casa dele, correndo o risco de ser pego a qualquer momento. Com isso gritando em sua mente, ele se afastou dela bruscamente.

- Deus... Me desculpe, Rose, isso não era pra ter acontecido... Droga! - ele exclamou, se levantando do sofá

- Hã? Como assim não era...? Leo, calma... - pediu confusa com o rompante dele. - Vem cá.

- Não! Olha, preste atenção, vamos esquecer, esta bem? Isso não vai voltar a se repetir, eu prometo!

- Não Leo... Eu gostei... Muito... Mas se você não gostou, tudo bem. - ela disse baixando a cabeça.

O momento mais esperado por ela foi maravilhoso e mágico, mas durou pouco. O desespero e a preocupação dele a deixaram envergonhada e confusa.

- Droga, Rose, não é isso... - ele se aproximou e pegou a mão dela. - Eu gostei muito, mas simplesmente não pode acontecer mais, entende? Você é irmã do meu melhor amigo. Gregory me mata se apenas pensar que há algo entre nós.

- Então é por causa do Greg? - ela franze a testa olhando pra ele.

- Sim. Você sabe como ele é, Rose, então... - ele suspirou - Vamos esquecer isso, okay?

- Okay... - ela suspira mudando completamente a expressão do rosto. Rose tenta bravamente esconder o quanto ficou triste. - Bem, eu pedi pra Leila arrumar um quarto pra você não ir pra casa tão tarde. Quando você quiser ir dormir é só falar com ela.

- Hei... - ele a pegou pela mão antes dela se virar. - Eu sei que estou sendo um idiota, mas vai ser melhor assim, baby... - ele beijou a testa dela com carinho. - Sinto muito.

Ela fecha os olhos brevemente quando ele a beijou na testa. Foi como levar uma facada no peito. Em seguida seus olhos se abriram e o encarou:

- Boa noite Leo... - ela murmura e se afasta dele depressa antes que começasse a chorar na sua frente.


Rose desaparece no correndo e sobe as escadas correndo. Era possível ouvir seus passos nos degraus até cessarem completamente. Leonardo passa a mão nos cabelos e se joga com tudo no sofá. Sentia raiva de si mesmo por magoar uma garota tão doce como Rose, mas o que ele poderia fazer? Ela é inalcançável. Cansado e com a cabeça a mil, Leo procurou por Leila e pediu que mostrasse onde iria dormir. A empregada pede que ele a siga até o andar de cima. Eles passam pela porta dela. Era possível reconhecer por causa das outras vezes que tinha passado a noite na casa. Aquele enfeite delicado em formato de rosa na porta lilás pertencia a adorável Rose.

Apontando a porta, Leila desejou boa noite a Leonardo e voltou para o andar de baixo. Ele entra no quarto fecha a porta com o coração pesado. Tirou a camiseta, a calça jeans e deitou na cama pensando no turbilhão que foi este dia.

No mesmo corredor, Rose estava trocada de camisola e deitada na cama agarrada ao travesseiro tentando entender por que Leonardo se preocupava tanto com a opinião de Gregory. Ele era seu irmão e não seu dono. Ao lembra-se do beijo ela suspira tocando os próprios lábios voltando a chorar silenciosamente abraçada ao travesseiro por não por tê-lo como gostaria. A noite seria longa para a caçula.

Por outro lado... Mabelle e Greg se entendiam muito bem. Ao retornarem para dentro encontram a sala vazia e tudo desligado. Sorriram imaginando que demoraram demais no jardim. Ele acompanha a jovem até o quarto e mais uma vez pergunta se ela não aceita companhia. Rindo ela diz que não, dá mais um beijo nele e o dispensa.

Na manhã seguinte, os garotos levantam cedo. Leonardo inventa uma desculpa qualquer para o amigo e diz que precisava ir antes do café da manhã. Gregory não entende a pressa, mas não o impede. Na verdade Leo estava evitando o reencontro com Rose depois da noite anterior. Seria difícil demais vê-la quando seu coração estava confuso. Ele precisava de um tempo e de uma nova garota para se envolver.

Depois que o amigo saiu Gregory tomou um café leve e foi se exercitar na academia particular. Trabalhou duro por duas horas alternando musculação e exercícios cardiovasculares.  Rose desperta e estica o corpo ainda deitada na cama. Levantou, fez a higiene bucal, penteou os cabelos e trocou de roupa. Foi até o quarto da amiga e a chamou. Mabelle responde que já já estaria pronta. Quando a caçula desce para tomar café à mesa estava posta com muitas delicias. Henri chega em seguida de banho tomado e exalando um perfume cítrico maravilhoso.

- Bom dia, Ro. – ele disse beijando a cabeça dela e sentou na cadeira. Ao ver a cara da irmã, franziu a testa. – Nossa irmãzinha, o que foi? Não dormiu bem essa noite? Ah já sei, foi por causa do filme, não é?

- Acho que sim... Tive uma noite difícil. – ela murmura.

- Imagino, me desculpa por trazer aquele filme pra vocês, tá? Pensei que seu medo tinha acabado.

- Pelo jeito não acabou. – ela suspira.

- Cadê a Mabelle? – ele pergunta.

- Já está descendo. – Rose responde e faz uma pergunta por sentir a falta ali. – O Leo... Ainda está dormindo?

- Não. Ele saiu bem cedo. Disse que precisava resolve umas coisas em casa. Insisti pra ele ficar pelo menos pro café, mas não fazer ele ficar. – Greg fala colocando suco de laranja no copo. Logo ele oferece. - Quer suco?

Rose aceita e coloca o copo diante dele. Greg o preencheu e ela dá um gole. Poucos minutos depois eles escutam os passos de Mabelle se aproximando. Quando apontou na entrada, tinha um belo sorriso nos lábios. Gregory sorriu ao vê-la.

- Bom dia mon cher... - ele disse, vendo Mabelle se sentar à mesa.

- Bonne journée, mon petit! - ela sorriu

- Hum... Bom dia flor do dia... - Rose com meio sorriso - Dormiu bem amiga?

- Muito bem, por incrível que pareça. Pensei que ia ter pesadelo com aquele filme horrível, mas e estava tão cansada que apaguei. E você, mon ange?

- Que bom amiga. Eu não dormi bem não... Meu sonho só chegou lá pelas quatro da manhã. - ela suspira pesado.

- Oh, mon petit... Se eu soubesse, tinha ficado acordada com você. - ela diz solidária, bebendo um pouco de suco que Greg tinha dado a ela.


- Eu também ficaria maninha, - Greg fala - por que não me chamou?

- Ah gente, eu não ia incomodar vocês né? - ela diz pegando torrada com geleia de framboesa.

- Que bobagem, você sabe que pode me chamar sempre que precisar, mocinha! - Mabelle a repreende. - Mas eu deixo passar dessa vez.

Rose forçou um sorriso pela amiga.

- Obrigada baby.


Mabelle olhou bem pra amiga e logo soube que tinha algo que ela não estava contando. Engolindo a curiosidade, ela decidiu esperar pra depois do café e perguntar o que houve a amiga, quando estivessem sozinhas.

O café seguiu muito agradável, apesar de Rose estar muito quieta aquela manhã. Greg e Mabelle conversam e riem dos assuntos mais variados. Quando terminou, ele levanta da mesa dá um beijo na face das garotas e o mais demorado foi na francesa, claro. Despediu-se dela e com uma conversa qualquer saiu para seus afazeres secretos.

Aproveitando que ficaram sozinhas, Mabelle olhou atentamente pra amiga:

- Vamos lá, mon petit. Conte-me... O que houve?

- O que houve, o que? - Rose diz terminando seu suco de laranja.

- Eu te conheço como a palma da minha mão, Rose. Sei que tem algo a incomodando. Incomodando tanto que a fez perder o sono. O que aconteceu?

Ela suspira pesado.

- Me acompanha até a academia? - ela pede - Preciso gastar um pouco de energia e... Lá eu te conto tudo.

- Claro. Vou só trocar de roupa. - Mabelle disse, terminado seu desjejum.

Quando elas se trocaram, seguiram para a academia particular da mansão. Rose precisava correr para aliviar a cabeça. Portanto, ela ficou com a esteira e sua amiga fica ao lado dela na bicicleta.

Voltando ao assunto, Rose começa a caminhar no aparelho:

- Eu não sei o que acontece na cabeça desses garotos, amiga. Olha só... Ontem teve aquele filme horroroso que o Greg trouxe, que eu odiei, mas por outro lado fiquei abraçadinha no Leo; e foi tão bom. Depois que você saiu continuamos a ver o filme. Aliás, ele assistiu, por que toda vez que eu ia ver alguma cena, alguém morria da pior maneira e eu gritava. Teve uma hora que ele falou que ia tirar o filme e ele me olhou tão diferente.... Enfim, nos beijamos e foi muito gostoso. Só que depois ficou todo perturbado falando que não devia ter acontecido e tal.

- Que não devia ter acontecido? Como assim?

- Foi o que ele disse várias vezes. Eu também fiquei me perguntando por quê. Ele diz que é por eu ser irmã do melhor amigo dele e que Greg o mataria se sonhasse com nosso envolvimento. - Ela balança a cabeça em negativo.

- Mas que idiot! - ela o xinga em francês. - Isso é besteira, tudo bem que Gregory é super-protetor e tudo mais, mas ele não poderá te impedir de ficar com ele. - ela revirou os olhos. - Sabe o que eu acho que você tem que fazer, amiga? Investir nele. Ele já se interessa por você, então, você só precisa fazer com que ele se interesse ainda mais!

- Mas ele quer distância de mim, amiga. Nem para o café da manhã ele ficou, você viu? - ela suspira desencorajada.

- Ele está com medo de cair em tentação, Rose.... Tem que fazê-lo perder esse medo, mon cher. - ela sorriu de lado. - Duvido que ele não mudar de ideia se você aparecer com outro cara...

- Com outro cara? - Repetiu pensando na ideia - Acho que ele morreria, se realmente estiver gostando de mim. - ela riu.

- Oui, mon cher... - ela riu, começando a pedalar mais rápido. - Ele sentirá muita inveja ao ver outro cara tocando na mulher que ele quer tocar.

Aumentando a velocidade da máquina, Rose agora começa a correr.

- Tem toda razão amiga. Pensando bem, o "Leozinho" - ela diz irônica - está merecendo uma lição das boas. - sorriu de lado - Vamos fazer isso o quanto antes, Maby. Você me animou! Quero saber o que ele vai fazer ao descobrir que tinha a chance e.. Puf! Sumiu. - Ela ri.

- Também quero saber! - ela sorriu. - Hei, deixa perguntar... O que seu irmão faz? Quer dizer, ele me disse que fez faculdade e tudo mais... Mas fiquei curiosa. - ela deu de ombros, como quem não quer nada.

- Ah ele terminou a faculdade, mas sinceramente não sei o que ele faz. Diz pra todo mundo que está trabalhando num projeto, mas... Nunca vi nada concreto. Acho isso bem estranho pra falar a verdade.

- Hm... E você nunca tentou descobrir? Ele e Leonardo trabalham juntos, não é mesmo?

- Não... Eu acho que sim, porque os dois não se desgrudam e vivem falando de compromissos. - ela deu o ombro. - Você pensou no que, baby?

- Em ir atrás deles... - ela deu de ombros e sorriu de lado. - Precisamos de um pouco de aventura. Vai que descobrimos algo legal?

- Meu irmão, o cara mais chato e certinho do planeta tendo uma vida legal? - Ela gargalhou - Isso seria uma surpresa, amiga. É uma ideia maluca, mas eu gostei. Podemos ir segui-lo mais tarde. Ele sempre vem pra trocar a roupa quando sai à noite. Podemos aproveitar.


- Ótimo! - ela sorri, pensando em como contar a sua amiga sobre o que ela e Greg fizeram ontem. - Gregory pode ser chato e ter uma vida certinha... Mas beija muito bem.

- Hein? - Rose a olhou surpresa - Vocês beijaram também?

- Sim. - Mabelle riu. - Tive que pagar a aposta que fizemos na piscina... Então nós nos beijamos.

- Ele apostou um beijo... Que sem vergonha. - ela murmura. - Bom, mas você gostou então por que... Vocês acordaram num ótimo humor, não é baby? - ela ri pra amiga.

- Digamos que ele me fez esquecer-se do filme horrível! - ela riu. - Sabe, eu preciso esquecer Francis de uma vez por todas... Ele me traiu, estamos separados há quase dois meses e eu continuo gostando do desgraçado. Preciso fazer algo pra esquecê-lo, creio que seu irmão poderá me ajudar nisso. - ela deu de ombros. - Um caso de verão é sempre bom, não é mesmo?

- Sim. Não dizem que a melhor coisa para esquecer um amor é arrumando outro? Então acho que vai funcionar. Agora, eu vou amar se der certo e você virar minha cunhada. Vai ser demais, já pensou?

- Não viaja, Rose... Não vou me apaixonar por seu irmão e nem ele por mim, mon cher. Vamos apenas curtir o momento. - ela piscou pra amiga

- Hurum... Sei... Se você diz. - ela ri.

- Sim, eu digo, fille rêveuse (*garota sonhadora) - ela ri.

As duas riram e terminaram seus exercícios. Em seguida tomaram banho e resolveram ligar para os pais de Rose e Greg. Elisabeth e Marc estão aproveitando tudo que podem na viagem. Mabelle fala com cada um e mata um pouco da saudade. Elisabeth diz que não vê a hora de encontrar sua filha do coração. As duas se dão super bem. Elas papeiam mais um pouco e depois se despedem com muitos beijos.

Continua...

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